Uma das alternativas que muitos brasileiros encontram para sair da Poupança hoje e migrar para aplicações seguras e mais atraentes é o investimento no Tesouro Direto. Entre os títulos mais buscados, está o Tesouro Direto Selic (LFT). E é sobre ele que vamos falar hoje.

Descubra agora por que ele é tão buscado por quem deseja investir em títulos públicos.

Entenda o que é Tesouro Selic

Muita gente ouve falar, mas não sabe bem o que é Tesouro Selic. Essa é uma das modalidades de títulos públicos, antigamente chamado de Letra Financeira do Tesouro (LFT). Como o novo nome já indica, esses títulos têm seu rendimento ligado à taxa Selic.

Se a Taxa Selic sobe, a rentabilidade do título aumenta. Mas se ela cai, o rendimento também sofre queda.

Vimos isso acontecer na prática a partir de 2016. O COPOM (Comitê de Política Monetária) reuniu-se diversas vezes desde então e, a cada reunião, a decisão foi diminuir a Selic. Dessa forma, ela foi de 14,25% em setembro de 2016 para 6,50% em março de 2018. É de fato uma queda brusca.

Lembra que acabamos de dizer que se essa taxa cai, o rendimento do Tesouro Selic também cai? Então, você já deve estar pensando em como ficou o rendimento deste título depois dessas mudanças.

Nós vamos falar sobre isso. Mas antes de saber como esses cortes afetaram o rendimento do Tesouro Selic, é importante entender o que é a taxa Selic.

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia nacional, ou seja, tem forte influência no mercado brasileiro de forma geral.

Essa taxa é revisada a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão decisório ligado ao Banco Central do Brasil (Bacen). Apesar de muita gente achar que essa taxa é determinada autoritariamente pelo Bacen, o que as reuniões do Copom efetivamente fazem é apenas sinalizar uma meta para as taxas de juros da economia.

Aprenda como investir no Tesouro Selic

Quando uma pessoa resolve investir dinheiro em títulos do Tesouro Direto, está comprando títulos públicos, isto é, ligados ao governo brasileiro. Mas isso não significa que seja arriscado.

Apesar da ligação com o Governo, investir no Tesouro Selic ou nos outros papéis do Tesouro envolve baixíssimo risco.

Isso porque, mesmo em momentos de crise, o governo consegue honrar suas dívidas internas com a emissão de mais papel moeda. Essa iniciativa pode até gerar descontrole inflacionário, mas você, que investiu, receberá seu capital, com os devidos juros, na data combinada.

Com a dúvida sobre a segurança resolvida, que tal aprender como investir no Tesouro Selic (LFT)? Não se preocupe, pois você verá que pode ser muito fácil e rápido. Veja só um passo a passo:

1) Cadastre-se em uma corretora de valores

O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora de valores. Ela tem a função de custodiar seus títulos, ou seja, funciona como uma ponte entre você e o Tesouro Direto. Pode ser preciso enviar por e-mail alguns documentos (como RG e CPF), e, em pouco tempo, você já terá uma conta ativa.

Embora esse processo possa ser feito também por um banco, a vantagem da corretora é que, além de ser focada em investimentos, você também tem a chance de contar com ajuda especializada para escolher os ativos mais adequados ao seu perfil e definir uma estratégia de investimento.

2) Aguarde o recebimento do seu login e senha da área restrita do Tesouro

Quando você receber esses dados, já pode começar a aplicar: tudo é feito pela internet, de forma rápida e intuitiva. Após a confirmação da compra, o valor será descontado da sua conta na corretora.

3) Fique atento ao recebimento dos valores

Quando um título vencer ou você receber o pagamento de juros, os valores são enviados para a sua conta da corretora. Tudo é automático e, em muitos casos, você ainda pode agendar ordens de compra ou venda. Muito simples, certo?

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Por que a Selic caiu?

A Selic caiu 12 vezes em menos de 1 ano e meio, saindo de 14,25% em setembro de 2016 para 6,5%, em março de 2018, atingindo seu menor nível histórico. Mas por que a taxa Selic caiu tanto? E o que isso tem a ver com o que é Tesouro Selic (LFT)?

Entender os sucessivos cortes da Selic tem a ver com compreender o contexto econômico nacional. Juros altos tornam tudo mais difícil: comprar uma casa, abrir um novo negócio, emprestar dinheiro, consumir e investir. Ou seja, juros altos desaquece a economia.

O problema é que a crise econômica — desemprego, queda de renda, fechamento de empresas, etc. — já fez esse papel de desestimular o consumo, fazendo com que a inflação atingisse os menores níveis da história.

Diminuir a taxa de juros facilita o acesso ao crédito, estimula o consumo, aquece o mercado imobiliário e reduz o custo. 

Essa mecânica tem tudo a ver com Tesouro Direto Selic, já que a remuneração desse investimento está atrelada à taxa básica de juros. Ou seja, com a queda da Selic, esse título passou a render menos. No entanto, isso não significa que ele deixou de ser atrativo. Mesmo que os cortes, o Tesouro Direto Selic (LFT) continua sendo um investimento interessante, com rentabilidade acima da Poupança.

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Impostos cobrados no Tesouro Selic

Independentemente do título público escolhido, se é Tesouro Selic ou outro disponível, os custos e as taxas Tesouro Direto são os mesmos:

Taxa de custódia

É cobrada pela BM&F Bovespa, com percentual de 0,30% ao ano, sobre os valores dos títulos. Ou seja, se você tiver R$100 mil investidos em 2018, pagará algo em torno de R$300,00.

Taxa de administração

É cobrada pela corretora de valores e normalmente serve para cobrir custos como, por exemplo, abertura de cadastro, serviços de transferência de valores e recolhimento de Imposto de Renda. A boa notícia é que muitas corretoras isentam os investidores dessa taxa, o que reforça a importância de escolher uma boa corretora de valores, especialmente uma que ofereça ótimo custo-benefício.

Imposto de Renda

Aqui vale a mesma regra de outras aplicações em renda fixa: alíquota regressiva de acordo com o prazo de investimento. Ou seja, quanto mais tempo seu investimento dura, menor será o percentual a ser pago. Veja só:

Prazo Alíquota
Até 180 dias 22,50%
De 181 dias a 360 dias 20%
De 361 dias a 720 dias 17,50%
Acima de 720 dias 15%

IOF

No Tesouro Direto, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incide somente quando os resgates são realizados em um período inferior a 30 dias. Ou seja, se seu investimento durar mais do que isso, você já não vai precisar arcar com esse custo.

Não sabe o que é Tesouro Direto? Entenda melhor

O Tesouro Direto é um programa criado em 2002 pelo Governo Federal, em parceria com a Bolsa de Valores brasileira, com o objetivo de facilitar o acesso de pessoas físicas aos títulos públicos federais.

Antes desse programa, você só poderia aplicar em títulos públicos por meio de fundos de investimento. Como as taxas cobradas eram altas e o capital inicial exigido também era elevado, poucos tinham acesso aos papéis do Tesouro.

A partir de 2002 todo esse processo ficou mais fácil: com apenas R$30,00 é possível comprar e vender títulos públicos.

Agora, só é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores, solicitar um login de investidor do Tesouro e escolher seus títulos.

Mas você sabe para que servem os títulos do Tesouro Direto?

A emissão desses títulos é uma das formas que o Estado encontrou para se financiar, cobrindo suas despesas com saúde, educação, infraestrutura, etc. De certa forma, quem aplica nesses ativos está emprestando dinheiro para o governo que, em troca, devolve o capital aplicado com juros após o período combinado.

Existem 3 tipos de títulos do Tesouro:

  • Tesouro Prefixado: em que você já sabe desde a compra quanto vai receber de volta.
  • Tesouro IPCA: que paga uma parte prefixada mais a variação da inflação no período.
  • Tesouro Selic ou Tesouro Direto Selic: que tem sua rentabilidade vinculada à taxa básica de juros da nossa economia.

Devido à facilidade e segurança, o programa já conquistou quase 2 milhões de brasileiros, ameaçando inclusive a popularidade da Poupança.

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Tesouro Selic ou IPCA: qual título do Tesouro escolher?

Uma dúvida muito comum é: Tesouro Selic ou IPCA? Qual é melhor?

Os dois títulos possuem características interessantes para quem investe. No entanto, para saber qual escolher, é preciso avaliar seu perfil e sua estratégia em relação ao título do seu interesse.

O Tesouro IPCA possui maior volatilidade no curto prazo, sendo mais indicado para quem busca uma aplicação de longo prazo. É por isso que ele costuma ser mais procurado por quem está pensando lá na frente, para complementar a aposentadoria, por exemplo.

Por outro lado, o Tesouro Direto Selic (LFT) possui baixa volatilidade no curto prazo, sendo uma boa opção para quem precisa fazer uma reserva de emergência ou acredita que possa precisar dos recursos em menos tempo.

De toda forma, em muitos casos, utilizar um simulador de investimento pode facilitar essa escolha. Que tal usar um simulador Tesouro Selic e comparar a rentabilidade dessa aplicação com a de outros investimentos? No site do Tesouro, você pode simular diferentes cenários, mudando os títulos, os valores e o prazo que deseja investir.

Quem investe precisa entender que o ideal é diversificar a carteira de investimentos para aumentar as chances de bons resultados.

Além do Tesouro Selic, existem outras aplicações que proporcionam boa rentabilidade e segurança, como CDB, LCI, LCA e alguns fundos de investimento. O Tesouro Selic deve ser apenas um entre outros bons ativos que compõem sua carteira.

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