Os títulos públicos são aqueles emitidos pelo Tesouro Direto para captação de recursos para o governo federal. Já os títulos privados são os vendidos por bancos, empresas e securitizadoras. Escolher qual é o melhor depende de alguns fatores, conforme a característica de cada investidor.

Dada a popularidade dos investimentos de Renda Fixa quando a taxa Selic está em alta, o investidor se vê na dúvida sobre quais produtos investir: títulos públicos ou privados?

Os investimentos de Renda Fixa lideraram a captação de recursos no Brasil no ano passado.

Neste conteúdo, você aprenderá quais são as diferenças entre os títulos públicos e os privados, assim como as vantagens e os riscos de cada um. Dessa forma, você entenderá quais fatores considerar no momento de decidir em qual produto investir ou escolher para diversificar a sua carteira. Vamos lá?

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O que são títulos públicos?

Inicialmente, vamos falar sobre os títulos públicos. A palavra título, no jargão financeiro, se refere a um ativo ou certificado que confere ao portador o direito representativo de algum valor mobiliário.

Os títulos públicos são os emitidos pelo governo ferderal, via Tesouro Direto, para o financiamento da dívida pública nacional. 

Em outras palavras, é uma forma que a União utiliza para captar recursos que financiam os seus gastos. Em troca desse dinheiro, o Tesouro Direto paga ao investidor um valor em juros pelo empréstimo.

Portanto, os títulos públicos são aplicações de Renda Fixa e os principais exemplos incluem o Tesouro Prefixado, o Tesouro IPCA e o Tesouro Selic.

Títulos públicos emitidos pelo governo federal

Como dissemos, os títulos vendidos pelo Tesouro Nacional são os que caracterizam essa categoria.

São oferecidos papéis com variados prazos de vencimento e rentabilidade, principalmente do tipo prefixado, atrelada à taxa de juros (Selic) ou à variação da inflação brasileira. 

Tesouro Direto Prefixado

Os investimentos do tipo prefixado oferecem uma taxa de rendimento conhecida no momento da aplicação, independentemente de outros fatores externos. Portanto, você já sabe quanto vai receber antes mesmo de aplicar.

Por exemplo, se o título garante 10% ao ano no vencimento, será essa a rentabilidade final, seja lá quais forem os valores da Selic ou da inflação no período. 

Tesouro Direto Selic

Já os títulos do Tesouro Selic atrelam a sua rentabilidade à variação da taxa básica de juros da economia, a Selic. Este é um dos investimentos mais procurados por quem está começando na Renda Fixa.

O retorno dessa aplicação fica mais interessante nos momentos em que a taxa Selic estiver em alta, o que geralmente ocorre quando o governo precisa conter a alta da inflação.

Tesouro Direto IPCA

Por falar em inflação, o último tipo de título público é o Tesouro IPCA, cuja rentabilidade está atrelada à oscilação dos preços na economia. Isso quer dizer que o investidor recebe o valor investido acrescido da variação do IPCA no período mais uma taxa de juros prefixada.

Portanto, esse é um investimento procurado por quem deseja blindar suas aplicações da perda do poder de compra do dinheiro, uma vez que entrega um retorno sempre acima da inflação oficial.

Independente do título escolhido, tenhaatenção que a rentabilidade contratada somente é auferida caso o investidor fique com o produto até o vencimento. Caso resgata antes é marcação a mercado.

⚠️ Importante: mesmo sendo investimentos de Renda Fixa, antes do vencimento, o valor dos títulos pode alterar ao longo do tempo. Clique aqui e conheça o conceito de marcação a mercado que define como os ativos são precificados.


Vantagens dos títulos públicos

As principais aplicações do Tesouro Direto permitem a criação de estratégias de investimentos para sua carteira de Renda Fixa de acordo com vários tipos de objetivos. Isso é possível graças às vantagens desses produtos, entre elas:

VANTAGENS DOS TÍTULOS PÚBLICOS:

  • Acessível: a partir de R$30 reais já é possível começar a investir.
  • Segurança: são consideradas uma das aplicações mais seguras do mercado.
  • Baixo risco: o risco de não reaver os seus recursos é muitíssimo baixo.
  • Facilidade: é possível investir pela internet e sem burocracia.
  • Flexibilidade: é possível investir a curto, médio e longo prazos. 

Tributação dos títulos públicos

Em relação aos impostos no Tesouro Direto, o investidor precisa estar ciente que existe a cobrança de Imposto de Operações Financeiras (IOF) em caso de resgates em menos de 30 dias e do Imposto de Renda, que segue a seguinte tabela regressiva:

Alíquota Prazo
22,5% Aplicações com prazo de até 180 dias
20% Aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias
17,5% Aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias
15% Aplicações com prazo acima de 720 dias
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O que são títulos privados?

Por outro lado, o investidor tem à disposição no mercado a alternativa de aplicar nos títulos privados. Eles também são, em sua maioria, títulos de dívida com diversas finalidades.

Os títulos privados são investimentos de Renda Fixa emitidos por bancos, securitizadoras, financeiras ou empresas (públicas ou privadas).

Como são aplicações de Renda Fixa, funcionam da mesma forma: o investidor empresta o seu dinheiro em troca de uma remuneração adicional em juros ao final de um prazo pré-estabelecido.

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Tenha atenção que, mesmo uma empresa tenha o governo como sócio majoritário, os títulos de dívida – como as debêntures – emitidos por ela são do tipo privado e não são títulos públicos. Vamos conhecer um pouco mais sobre os principais exemplos de títulos privados. 

Títulos privados emitidos por bancos e financeiras

Inicialmente, os mais populares dos mercado são os ativos emitidos por bancos comerciais, como o Santander, o Semear e muitos outros do mercado.

Sua rentabilidade é geralmente definida de acordo com a taxa DI. Então, será comum que você veja as ofertas anunciadas como 90% do CDI, 100% do CDI, 110% do CDI e por aí vai.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Esse tipo de investimento funciona como o Tesouro Direto. Mas, em vez do captador ser o governo, aqui o investidor empresta seu dinheiro aos bancos, que utiliza esses recursos nas suas operações, produtos e serviços.

Quanto maior for o risco do investimento, maior tende a ser a rentabilidade da aplicação. Eles existem com diversos prazos de vencimento, liquidez e retorno final.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) constituem títulos securitizados, isto é, são "promessas de pagamento" com o objetivo de financiar de atividades do mercado imobiliário e do setor agropecuário. 

Outros

Por fim, também temos outros tipos de títulos emitidos por bancos como as Letras Financeiras e Letras de Câmbio, que são títulos de crédito que representam uma obrigação ao emissor do título com quem o comprou.

Títulos privados emitidos por empresas ou outras instituições 

Em seguida, temos os títulos privados emitidos por empresas ou outras instituições que não sejam bancos comerciais. Os principais são:

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas. Elas existem de modo a possibilitara captação de recursos para os planos da companhia, gestão operacional e expansões. Logo, representam uma maneira de tomar empréstimos sem necessariamente recorrer aos bancos ou lançar novas ações no mercado. Em troca das debêntures, as empresas estipulam uma taxa de juros para a rentabilidade. 

CRI E CRA

Semelhante às LCIs e LCAs, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA) também são usados no financiamento desses setores e são isentos de Imposto de Renda. 

Vantagens dos títulos privados

Os títulos privados de Renda Fixa possuem níveis de risco mais variados em relação ao Tesouro Direto, o que permite encontrar rentabilidade melhor em alguns casos. Essa é uma das principais vantagens, além de:

VANTAGENS DOS TÍTULOS PRIVADOS:

  • Cobertura do FGC: em alguns deles, como os CDBs, há a cobertura do FGC.
  • Facilidade: também é possível investir pela internet e sem burocracia.
  • Flexibilidade: criar estratégias a curto, médio e longo prazos. 
  • Diversificação: apresentam mais opções ao investidor.

Títulos públicos x privados: como escolher o melhor?

Agora que você conhece todos os principais produtos e suas características, qual é o melhor para investir: títulos públicos ou privados?

Saiba que não existe resposta certa nesse caso e nem os juízos de valor costuma se aplicar de forma eficiente aqui.

Entre títulos públicos e privados, não existe melhor nem pior, mas apenas aqueles que se adequam aos seus objetivos e nível de risco.

Como são produtos com características diferentes, eles se encaixam em diferentes perfis e objetivos de investimentos. 

Assim sendo, é preciso saber com consciência o que você deseja com aquele investimento e qual o nível de risco está disposto a correr, mesmo em se tratando de Renda Fixa.

Em resumo, antes de escolher um investimento, considere os seguintes fatores:

Fator O que considerar?
Perfil de investidor Alguns investimentos oferecem mais riscos do que outros. Saiba qual é o seu nível de tolerância ao risco nesses casos.
Objetivos Defina o que deseja alcançar com o investimento, pensando além da rentabilidade.
Prazo do investimento Estabeleça por quanto tempo seu dinheiro pode ficar aplicado para chegar ao objetivo e filtre as opções com base nisso. 
Custos administrativos Considere os custos administrativos e os possíveis encargos em caso de resgate antecipado.
Impostos Calcule o peso dos impostos na rentabilidade final de acordo com o prazo.
Risco de crédito e cobertura do FGC Avalie o risco de crédito (possibilidade de não cumprimento pelo emissor do título) e se há cobertura do FGC. 
Diversificação da carteira Se você já investe na Renda Fixa, considere diversificar sua carteira com outros produtos dessa categoria.
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Como encontrar o melhores títulos públicos e privados?

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