Todo mundo quer economizar dinheiro, mas é natural surgirem dúvidas nesse caminho. No começo, o mais comum é optar mesmo por uma alternativa mais conservadora, já que o medo de perder tudo de uma vez é grande. Mas será que a Poupança é o único investimento seguro do mercado? Onde é melhor aplicar seu dinheiro com segurança: Poupança ou Tesouro Direto?

É claro que essa resposta envolve diferentes variáveis. E você vai precisar levar em consideração o seu objetivo e perfil de investimento. Mas uma coisa é certa:

De modo geral, o rendimento da Poupança é muito baixo e ela não é um bom investimento. Já o Tesouro, pode render o dobro da caderneta.

Além disso, investir no Tesouro Direto é tão seguro quanto e, por isso, tem se tornado cada vez mais comum aos investidores que procuram melhores rendimentos.

Por isso, neste post, você vai entender como funcionam esses dois investimentos e por que o Tesouro Direto é melhor que a Poupança. Acompanhe!

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Como funciona o rendimento da Poupança e do Tesouro Direto?

Tanto o Tesouro Direto quanto a Poupança são aplicações financeiras conservadoras, mas elas têm características diferentes, especialmente quanto ao seu rendimento.

Poupança

A Poupança é o investimento mais tradicional do nosso mercado. No Brasil, ela surgiu ainda em 1861 por criação do então imperador Dom Pedro II. E, por muito tempo, ela foi a escolha mais popular de quem planejava fazer uma reserva para o futuro.

Mas a utilidade da Poupança é apenas essa: te ajudar a poupar dinheiro. Para fazê-lo crescer, é preciso procurar opções mais rentáveis.

E é por isso que muitas pessoas estão começando a pensar em migrar para outros tipos de investimentos, uma vez que o retorno oferecido pela caderneta é extremamente baixo.

O cálculo do seu retorno é feito da seguinte maneira:

  • Quando a taxa básica de juros (Selic) estiver acima de 8,5% ao ano, o retorno é de 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR), que costuma ficar perto de zero.
  • Se a Selic estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano, o rendimento é de apenas 70% dessa taxa + TR, o que costuma resultar menos que 0,5% ao mês.

Esse é um rendimento extremamente baixo e que, muitas vezes, não supera a inflação, o que faz com que seu dinheiro perca poder de compra. Em 2018, inclusive, o rendimento mensal da caderneta tem girado em torno de 0,37%. O mês mais rentável rendeu juros de 0,40%.

No ano, essa rentabilidade pode chegar a 5% apenas. Já no Tesouro Direto hoje, é possível encontrar rendimento próximo a 11% ao ano.

Para ver essa diferença de forma ainda mais clara, você pode fazer uma simulação de investimento, onde você encontra as melhores opções para o prazo e quantia de dinheiro que você pretende investir, comparando a projeção de rentabilidade do título indicado com a Caderneta de Poupança.

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Tesouro Direto

Os títulos do Governo Federal passaram a ser emitidos pelo programa Tesouro Direto em 2002 , com o propósito de angariar recursos para obras de infraestrutura e outros projetos nacionais. Com o tempo, essa modalidade ficou bastante conhecida, tanto que, em junho de 2018, as vendas desses papéis chegaram a R$1,35 bilhão.

Os investimentos em Tesouro Direto são considerados os mais seguros do Brasil, uma vez que o emissor desses títulos é o próprio Governo Federal, e ele quem garante a sua rentabilidade. Inclusive, esse valor representa uma parcela mínima da dívida do Estado.

Por isso, podemos afirmar que o Tesouro Direto é tão seguro quanto a Poupança.

Dentre os títulos emitidos, as opções disponíveis são as seguintes:

  • Tesouro Prefixado -  com e sem juros semestrais: a rentabilidade desse investimento é previamente conhecida e você já sabe quanto receberá na data do seu vencimento. São indicados para períodos em que pode haver queda da Selic. Em 2018, podem ser encontrados títulos com rentabilidade em torno de 9% a 11% ao ano.
  • Tesouro IPCA+ -  com e sem juros semestrais: a remuneração varia de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), isto é, a inflação, além de pagar um bônus prefixado. Esses títulos são recomendados para situações em que pode haver aumento dos preços gerais da nossa economia, visando a preservação do seu poder de compra. Em 2018, podem ser encontrados títulos com rentabilidade aproximada a IPCA+5, o que pode render cerca de 9,5% ao ano.
  • Tesouro Selic - o retorno varia de acordo com a taxa básica de juros da economia, a Taxa Selic. É visto como a opção mais conservadora entre os títulos ofertados. Em 2018, a rentabilidade desse título pode chegar a aproximadamente 6,5% ao ano.

Como você pode ver, a rentabilidade de um título do Tesouro Direto pode ser o dobro da rentabilidade da Poupança.

É claro que cada um deles é mais adequado a determinado perfil de investidor e cenário econômico. Por isso, contar com a ajuda de profissionais do mercado para escolher o título correto faz toda diferença.

Na Toro, você pode fazer uma simulação do seu investimento, dizendo quanto pretende investir, por quanto tempo, e vendo as opções mais rentáveis para esse planejamento. Ou, até mesmo, montar uma carteira de investimentos diversificada e personalizada.

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Poupança ou Tesouro Direto: quais as principais diferenças?

Há várias diferenças entre essas aplicações financeiras. Uma das principais é o rendimento de cada uma, além da sua forma de cálculo. No entanto, existem outros detalhes a analisar. Veja:

Aplicação mínima

As duas modalidades são bastante acessíveis. Qualquer quantia pode ser aplicada na Poupança. Já o Tesouro Direto exige a aquisição de, pelo menos, o equivalente a 1% de um título, desde que seja a partir de R$30,00.

Liquidez

A liquidez se refere à possibilidade de resgatar o valor a qualquer momento. Na Poupança, não há restrições. Porém, a rentabilidade é considerada somente na data de aniversário do investimento. Por exemplo: se você aplicou o montante dia 1º de agosto e quiser sacá-lo no dia 30 do mesmo mês, não terá rendimento algum.

No caso do Tesouro Direto, cada título tem um vencimento especificado, mas os juros são incorporados diariamente.

Quando você solicita o resgate do título durante o horário de funcionamento do Tesouro Direto, o dinheiro será disponibilizado para você no dia seguinte.

Em caso de venda antecipada, apenas o Tesouro Selic evita perdas. As outras modalidades podem registrar prejuízos ou ganhos, dependendo do valor de mercado do título no dia da venda.

Isso é um ponto de atenção, mas também pode oferecer oportunidades de ganhar mais com os títulos do Tesouro.

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Custos

A vantagem da Poupança é que há isenção de Imposto de Renda (IR), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outras taxas para pessoa física.

Já no Tesouro Direto, existem algumas taxas, mas ainda assim a rentabilidade tende a ser maior que a Poupança.

Uma delas é o IR, conforme a tabela regressiva, que vai de 22,5%, para até 180 dias, a 15%, para mais que 720 dias. Quanto mais tempo o seu dinheiro ficar aplicado, menor será o imposto cobrado.

Se um resgate for realizado em até 30 dias, também pode incidir o IOF, também em uma tabela regressiva. Depois de 30 dias, o investimento é isento desse imposto.

O Tesouro Direto ainda tem a cobrança de uma taxa de custódia, de 0,3% ao ano, e a corretora pode cobrar outras, como a taxa de administração, mas existem várias instituições que fazem a transação gratuitamente.

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Quais são os prós e os contras da Poupança?

Nesse contexto apresentado, fica claro que essa alternativa oferece alguns prós para o investidor, mas também alguns contras. Confira:

Prós

A Poupança é segura e ainda conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que preserva até R$250 mil por CPF por instituição financeira, sem ultrapassar o limite de até R$1 milhão em quatro anos.

Esse mesmo seguro também é válido para diversos outros investimentos de renda fixa, como CDB, LCI, LCA e Letras de Câmbio.

O procedimento de aplicação também é simples e rápido, basta ter uma conta específica no seu banco. Mas vale lembrar que hoje em dia, investir em títulos de Renda Fixa também é muito simples

A isenção de tributos é outro ponto positivo, pois não reduz o seu ganho real. Essa vantagem também é comum nos títulos de LCI e LCA.

Contras

Entretanto, a rentabilidade da Poupança é bastante baixa se comparada a outros investimentos. Por isso, para reunir o mesmo montante, você teria que esperar um período muito maior na caderneta.

Vale a pena reforçar também que boa parte da remuneração é corroída pela inflação e pode até fazer o ganho real ser negativo.

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Quais são os prós e os contras do Tesouro Direto?

Os títulos do governo também apresentam alguns pontos positivos e negativos para seus investidores. Listamos os principais, a seguir:

Prós

A garantia dos papéis é do governo federal. Isso significa que a possibilidade de calote é praticamente zero, já que isso significaria o fim de todo o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Portanto, você pode ficar tranquilo.

Outro ponto positivo é a rentabilidade da aplicação. Mesmo não sendo a maior entre os investimentos de renda fixa oferecidos do mercado, o Tesouro já ganha da Poupança e pode render o dobro.

Investindo no Título IPCA+, também é possível se proteger da inflação, já que o título rende sempre acima dessa taxa.

Contras

Um dos pontos negativos é que o Tesouro Direto sofre incidência de IR. Apesar de a remuneração ainda ser maior que a da Poupança, há uma perda pequena do lucro devido aos descontos. Mas vale lembrar que o Imposto de Renda incide apenas sob os lucros.

E mesmo com a tributação, o rendimento do Tesouro ainda costuma ser melhor que o da Poupança.

O importante é que, colocando tudo na ponta do lápis, você perceba qual alternativa é a mais interessante para o seu caso. Sair do comodismo, e considerar seu perfil de investidor, são passos fundamentais para selecionar a modalidade mais rentável.

Com isso, você consegue perceber que, entre Poupança e Tesouro Direto, a primeira é prática, e uma boa forma de guardar dinheiro, mas não oferece os melhores retornos. Já o segundo é mais atrativo e traz uma remuneração mais significativa.

Mas lembre-se: o Tesouro Direto é apenas um dos investimentos que existem no mercado. Você pode encontrar alternativas ainda mais rentáveis e tão seguras quanto a Poupança e o Tesouro.

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