Os minicontratos são partes, ou frações, de uma negociação de um contrato futuro do índice, como o Ibovespa. Eles facilitam o acesso a operações com valores menores. O código do minicontrato de Ibovespa é o WIN e o do dólar o WDO.

Se você é do tipo de pessoa que gosta de se informar sobre o mercado financeiro e, antes de tomar suas decisões, pesquisar bem sobre operações na Bolsa de Valores, certamente vai gostar de aprender um pouco mais sobre os minicontratos.

Essa é uma modalidade de operação que acontece em um ambiente específico da Bolsa de Valores, conhecido como Mercado Futuro. Os minicontratos funcionam como acordos de compra e venda de ativos na Bolsa, levando-se em consideração negociações com vencimentos futuros.

Quer entender melhor essa dinâmica e como investir na Bolsa comprando minicontratos? Então, veja só o que preparamos para você.

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O que são minicontratos?

Antes de falarmos propriamente sobre o assunto, é preciso que você entenda um pouco mais sobre contratos futuros, já que os minicontratos se enquadram dentro dessa modalidade de operação na Bolsa de Valores.

Os contratos futuros, de maneira bastante resumida, são contratos em que um comprador ou vendedor estabelece um compromisso, para uma data futura, de venda ou compra de um ativo determinado (commodities, moedas, índices, etc.) a um preço preestabelecido.

Ou seja, no Mercado Futuro, os participantes trabalham com a expectativa sobre a cotação futura de um determinado ativo, seja para se resguardarem de oscilações, seja para especularem.

No geral, os minicontratos seguem a mesma lógica dos contratos futuros.

A grande diferença em relação aos “contratos cheios” do Mercado Futuro está na acessibilidade, visto que os mini permitem aportes bem menores. Eles correspondem a uma fração da modalidade “cheia” e facilitam a participação de investidores de todos os bolsos.

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Quais são os tipos de minicontratos?

Na Bolsa brasileira, os dois tipos de minicontratos mais negociados são: mini-índice Bovespa e minidólar. Confira, a seguir, como cada um funciona:

Minicontrato de índice (WIN)

Funciona a partir de negociações das pontuações futuras do Índice Bovespa (IBOV), um dos índices mais importantes da nossa Bolsa. Nele, se investe com base na expectativa sobre o comportamento do indicador em uma data específica.

Na prática, o que acontece é que, de acordo com o desempenho do Ibovespa, é possível avaliar se as ações de grandes empresas brasileiras têm potencial de valorização.

O objetivo é ter rentabilidade com as oscilações positivas e negativas que
o índice pode ter até o vencimento.

Vale mencionar que, no minicontrato de índice, o lote mínimo é de um contrato, que equivale a R$0,20 multiplicados pelos pontos do Ibovespa. Veja só um exemplo: se um investidor comprasse um contrato de mini-índice (WIN) cotado a 74.990 pontos, o valor total do contrato seria de 74.990 X R$0,20 = R$14.998,00. E se depois o vendesse cotado a 75.210 pontos, o valor total da venda seria: 75.210 X R$0,20 = R$15.042,00. O lucro da negociação seria então: R$ 15.042,00 (preço de venda) - R$ 14.998,00 (preço de compra) = R$ 44,00.

A boa notícia é que esse investidor não precisaria desembolsar o valor total do contrato, ou seja, cerca de R$15.000,00. Além disso, o lucro ou prejuízo da operação é apenas a diferença entre o preço de compra e o de venda. Nesse exemplo que demos, o valor foi de R$44,00, lembra?

Para realizar operações como mostramos, seria preciso uma margem de garantia, que funciona como uma certificação de que o investidor tem recursos para arcar com os prejuízos caso eles aconteçam. O valor da margem varia, por isso é muito importante que você verifique os valores junto à sua corretora antes de investir, ok?

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Minicontrato de dólar (WDO)

Aqui, ocorre uma negociação de câmbio. Isto é, a variação sofrida entre o dólar e o real em uma data no futuro. A lógica é que quanto maior for essa diferença entre a moeda nacional e a norte-americana, mais desvalorizado o real está diante do dólar.

Esse tipo de operação no dólar futuro pode ser uma boa alternativa para as pessoas que investem com o objetivo de se protegerem das oscilações da moeda, ou mesmo aqueles que queiram negociar sobre a tendência do dólar no futuro e, então, lucrar com a variação.

No minidólar, o lote mínimo é de um minicontrato e equivale a US$10.000. Vamos ver como isso se aplica na prática? Digamos que um investidor tenha comprado um minicontrato de dólar, e a cotação está em R$3,30/US$, equivalendo a 3.300 pontos. Nesse caso, o valor total do contrato é de US$10.000 X 3,30 = R$33.000,00.

Depois de um tempo, o investidor viu que o contrato se valorizou e passou para a cotação de 3.312 pontos. Então, fez uma operação de venda, no valor de US$10.000 X 3,312 = R$33.120,00. Ou seja, o lucro realizado nesta operação seria de R$33.120,00 - R$33.000,00 = R$120,00.

No WDO, assim como no WIN, não é preciso desembolsar o valor total negociado, apenas uma parte como margem de garantia.

Antes de encerrarmos este tópico, confira um vídeo especial sobre mini-índice e minidólar: 

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Quais são as vantagens de operar minicontratos?

Além do aporte inicial mais baixo que o “contrato cheio”, essa modalidade possui outras vantagens bastante interessantes para quem investe. A seguir, listamos algumas delas que você vai gostar de conhecer. Olha só:

Liquidez

Este é um dos atributos mais buscados pelas pessoas que investem e que negociam no mercado de renda variável. Ativos com liquidez são mais fáceis de serem negociados, pois existem mais investidores dispostos a comprar e vender tal ativo. Assim, evita que haja um tempo muito grande entre o disparo e a execução da ordem.

Diversificação

Em vez de ficar preso ao mercado de ações, quem investe em minicontratos futuros tem a possibilidade de explorar outros cenários de mercado.

Flexibilidade

É possível atender pessoas dos mais variados bolsos. A própria característica de margem de garantia é exemplo disso, pois permite a quem investe utilizar uma parcela menor do seu capital, viabilizando outras estratégias.

Alavancagem

Como já falamos logo ali em cima, ao negociar um minicontrato, não se paga pelo ativo em si, mas por sua variação. Por esse motivo, não é exigido todo o valor do contrato, mas apenas uma parcela como margem de garantia. Dessa forma, quem investe tem mais possibilidade de alavancagem do capital, negociando valores bem maiores do que possui em conta.

Como investir em minicontratos?

Investir em minicontratos é tão simples quanto investir em ações, mas exige alguns cuidados. Esse tipo de ativo possui maiores riscos. Se lembra do conceito de alavancagem?

O melhor caminho para se obter sucesso
em operações dessa natureza é a partir de um bom planejamento.

É preciso ter objetivos concretos em relação à operação, considerando atributos como: liquidez, expectativa de rendimento, manejo de risco, prazo etc.

Sabe o que isso de fato significa? Seus objetivos precisam estar alinhados com as possibilidades oferecidas. Nesse ponto, contar com apoio especializado pode ser a melhor forma de se organizar e traçar a estratégia mais adequada para você.

O primeiro passo, e talvez o mais importante deles, para saber como investir em minicontratos é contar com o apoio de uma boa corretora de valores. Além de controlar os riscos, você também pode contar com o suporte de uma equipe de profissionais especializados no assunto.

Aqui na Toro, você tem o jeito mais fácil de investir na Bolsa com corretagem Zero. Além disso, em um time de especialistas do mercado te ajudando a aproveitar o melhor da Bolsa na hora certa, através de recomendações em tempo real.

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Quais são os riscos dos minicontratos?

Da mesma maneira que ocorre com grande parte dos investimentos no mercado financeiro, quem investe em minicontratos também está sujeito a alguns riscos. Conhecê-los muito bem ajuda a minimizar eventuais problemas e otimizar a sua estratégia. Entenda melhor sobre isso:

Oscilação

Os minicontratos podem sofrer variações de preços, por causa de expectativas, crises e mudanças repentinas no mercado. Ou seja, é preciso que você saiba que oscilações são possíveis de acontecer.

Risco de alteração de margem

Ao investir nos minicontratos, um dos riscos possíveis é a alteração da margem de garantia, que pode aumentar de uma forma que a pessoa que investe não tenha capital suficiente para compensá-la. Se isso ocorrer, o investidor pode ser obrigado a diminuir suas posições ou sair dos papéis.

Normalmente, as mudanças na margem exigida para os contratos são feitas diariamente, tanto para mais quanto para menos, mas são ajustes pequenos. Contudo, em certas situações, como o aumento do risco do ativo, a margem de garantia pode sofrer variações maiores.

Risco de ajustes diários

Em razão da precificação diária realizada na Bolsa de Valores, há sempre o risco dos minicontratos registrarem variações negativas, a depender do capital investido. Ou seja, é possível que uma operação não saia conforme o esperado e ocorra prejuízos.

Quem investe deve deixar uma reserva de capital suficiente para cobrir possíveis ajustes e evitar pagamento de juros, ou mesmo, a saída forçada de posições.

Como você viu até aqui, os minicontratos são opções bastante interessantes e versáteis para que você possa diversificar sua carteira de investimentos mesmo com pouco capital. Se esse é o seu caso, e se essa modalidade se encaixa no seu perfil de investidor, que tal considerar as vantagens que essa operação oferece e começar a investir?

Antes de fechar esta página, não deixe de assistir um vídeo especial de Rafael Panonko sobre gerenciamento de riscos no Day Trade:

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