Você já deve ter ouvido que uma determinada empresa bateu recordes de lucratividade em um trimestre ou semestre. E os valores costumam girar em torno de milhões ou bilhões de reais.

Talvez você já tenha imaginado o que faria com todo esse dinheiro em mãos. Bem, se você não é dono de uma empresa, fica complicado receber o valor integral dos lucros dela direto na sua conta. Mas sabia que dá para receber parte dessa lucratividade?

É por isso que muita gente investe em dividendos.

O que é dividendo?

Dividendos são uma parte dos lucros de uma empresa que são distribuídos aos seus acionistas como forma de remuneração. Por isso, a maioria das empresas estáveis distribuem dividendos. Essa oferta de dividendos funciona como uma maneira da empresa atrair investidores.

Neste artigo, você vai aprender tudo sobre o que são dividendos.


Veja abaixo um resumo:


  • Empresas pagam dividendos para: recompensar seus acionistas e atrair novos investidores.
  • Tipos de dividendos: existem dividendos em dinheiro, em ações, especial e outras modalidades de lucro como Juros sobre Capital Próprio (JCP).
  • Carteira de dividendos: indicadores como Dividend Yield, preço da ação, saúde financeira e gestão da companhia ajudam escolha de boas ações que pagam dividendos.
  • Como investir em dividendos: em um passo a passo rápido de 5 etapas.
  • Como são calculados: normalmente como um valor por ação.
  • Como é feito o pagamento: cada empresa decide a sua periodicidade e o processo de distribuição necessita de aprovação do conselho administrativo da empresa e protocolação na CVM.
  • Agenda de dividendos: o investidor precisa ficar atento à data de declaração, data ex-dividendo, data de registro e data de pagamento.
  • Viver de dividendos é possível: usar os rendimentos para comprar mais ações é uma forma de aumentar o valor de lucros a ser recebido da empresa.
  • Empresas que pagam dividendos regularmente: quais são as ações que normalmente pagam dividendos regulares.
  • Custos e tributos: o recebimento de dividendos pode ser isento de Imposto de Renda.
  • Dúvidas frequentes: outras dúvidas sobre investir para receber dividendos.

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Por que empresas pagam dividendos?

Veja bem, uma empresa que registrou lucro pode utilizar esse dinheiro de 3 principais formas:

  • Reinvestir os lucros em projetos de expansão, para pagar dívidas e/ou recomprar ações.
  • Pagar uma parte dos lucros a seus acionistas.
  • Reinvestir uma parte e, com a outra, pagar o lucro aos acionistas.

Quando a empresa decide distribuir parte dos seus lucros aos acionistas, ocorre então o pagamento de dividendos. Entendeu?

Além disso, no Brasil, há uma lei (Lei das S/As de 1976) que regulamenta que as empresas listadas em Bolsa de Valores devem distribuir um percentual obrigatório de seus lucros, de acordo com o registrado no estatuto social da empresa.

Atualmente, a maioria das empresas adota o valor mínimo de 25% do lucro líquido a ser distribuído aos acionistas.

Isso porque o preço das ações da maioria das empresas que pagam bons dividendos não costuma variar muito. Dessa forma, a distribuição dos lucros serve para recompensar os investidores que compram essas ações.

Se por um lado esse tipo de pagamento consegue atrair novos investidores e, consequentemente, valorizar as ações da instituição, por outro quem adquire esse tipo de ação também tem uma vantagem interessante. Afinal, receber parte dos lucros de uma empresa pode ser uma boa opção para gerar rentabilidade no longo prazo.

E isso se justifica já que as melhores pagadoras de dividendos costumam ser instituições que não são afetadas tão fortemente em momentos desafiadores. Ou seja, conseguem obter lucros mesmo quando a economia do país não está indo tão bem.

Quem possui ações que pagam dividendos podem receber lucros mesmo quando o mercado não está tão favorável.

É importante lembrar que nem todas as empresas listadas na Bolsa de Valores pagam dividendos. E também não há garantias concretas de pagamento mesmo para aquelas que têm um histórico positivo.

Isso porque uma empresa que distribui seus lucros pode aumentar os valores distribuídos, mas também pode diminuir ou até suspender essa distribuição, caso haja alguma mudança no seu negócio. Se durante o último ano os lucros obtidos pela empresa diminuírem, por exemplo, o pagamento de dividendos no futuro poderá ser afetado. Mas não precisa se preocupar.

Como dissemos anteriormente, pagar dividendos é uma forma de atrair investidores. Então, uma empresa está sempre disposta a manter esse pagamento, e até aumentá-lo quando possível, para deixar seus acionistas satisfeitos.

O grande segredo é saber escolher boas ações para investir, não somente pelo pagamento de dividendos mas pelas suas perspectivas de crescimento e valorização. Na Toro, você já encontra as melhores oportunidades de ações para receber lucros, selecionadas pelos nossos analistas, sabendo o tempo, lucro e prejuízo estimados antes mesmo de investir.


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Tipos de dividendos e outros proventos

tipos-de-dividendos|O pagamento dos lucros aos acionistas pode ser feito em dinheiro ou em ações.

Agora que você já aprendeu o que são dividendos, sabia que existem tipos diferentes de distribuição?

Como você viu, é possível receber parte do lucro de uma empresa após adquirir suas ações. Esse pagamento, por sua vez, pode ser em dinheiro, em novas ações ou até mesmo em forma de propriedade. Essa última opção, porém, é bem mais raro de acontecer.

Que tal entender melhor como funcionam essas formas de pagamento?

  • Em dinheiro: pode ser cotado em reais (por exemplo, R$3 por ação) ou em percentual (3% por ação, por exemplo). Em muitos casos, os investidores podem utilizar os valores recebidos para comprar mais ações daquela empresa.
  • Em ações: o pagamento, nesse caso, é feito na forma de ações adicionais em vez de dinheiro. Ou seja, no lugar de receber uma quantia em reais, o investidor recebe mais ações daquela empresa.

    Por exemplo: um investidor possui 200 ações do Itaú em carteira e vai receber dividendos Itaú em ações. Digamos que a empresa tenha definido que pagará 3 ações para cada 100 ações em carteira. Então, neste caso, o investidor vai receber 6 ações como pagamento.

    Não precisa se preocupar com o valor da ação durante este processo. A quantidade de ações que um acionista possui aumenta, mas isso não tem um efeito imediato sobre o valor total das ações de cada um.
  • Dividendo especial: há casos em que são feitos pagamentos especiais, também chamados de dividendos one-time. Em uma situação como essa, o pagamento é um ponto fora da curva na agenda de dividendos. Existem diversos motivos para isso ocorrer. Por exemplo, uma empresa pode registrar aumento de caixa após vender uma parte do seu negócio e, então, compartilhar parte do ganho com seus acionistas.

    Ou até mesmo por outros motivos como mudanças na regulamentação. Por exemplo: no final de 2012, várias empresas dos EUA distribuíram dividendos especiais já que, no ano seguinte, havia a possibilidade de ter que pagar tributos mais altos por isso.
  • Juros sobre Capital Próprio (JCP): é um tipo de provento semelhante aos dividendos. Porém, no caso dos JCP, o investidor possui a tributação de 15% de Imposto de Renda retido na fonte. Apesar disso, a empresa pagadora possui isenção fiscal, e, por isso, pode vir a distribuir uma maior quantidade de lucros deste tipo.
  • Direitos de subscrição: quando uma companhia emite mais ações, ela pode conceder aos seus acionistas este tipo de provento, que consiste no direito de comprar ações antes do mercado, algumas vezes por um valor mais baixo do que será disponibilizado.

Vale lembrar que os pagamentos feitos em dinheiro ou em ações dependem do número de ações que o investidor já possui. Então, quem tem 500 ações de determinada empresa vai receber lucros proporcionalmente maiores em comparação com quem possui 100 ações da mesma empresa.


Ações de empresas que pagam dividendos:
Veja 18 ações promissoras em 2019.


Carteira de dividendos: o que é e como criar a sua

Diante de tantos pontos positivos, é provável que você tenha ficado interessado em investir nessa modalidade. Levando isso em consideração, precisamos destacar que o mais indicado não é comprar ações de apenas uma empresa pagadora de dividendos. Mas sim, adquirir ações de empresas diferentes (com boas perspectivas) e construir uma carteira de dividendos.

Essa carteira será basicamente um conjunto de ações que você comprou e que têm boas chances de trazer um resultado interessante no médio e longo prazo com o pagamento de dividendos.

É fundamental destacar que, na hora de escolher as ações de empresas para construir uma boa carteira, é necessário considerar alguns fatores como por exemplo:

  • Dividend Yield
  • Preço da ação
  • Saúde financeira
  • Gestão

Esses são apenas alguns exemplos do que você deve analisar para criar uma carteira de dividendos.

Lembre-se sempre: é essencial analisar a conjuntura da empresa como um todo. Ou seja, sua estabilidade diante de crises, a competência do conselho de administração, sua atuação comparada aos concorrentes, e a oscilação de suas ações no mercado são alguns dos tópicos que também precisam ser examinados.

Outra informação para ter atenção é em relação à periodicidade dos pagamentos. Isso porque não adianta a empresa pagar um valor alto aos acionistas um vez a cada 10 anos. É mais interessante que esse pagamento seja de um valor competitivo, mas com uma frequência legal.

Por outro lado, não necessariamente será melhor investir apenas em empresas que pagam dividendos com mais frequência, mensalmente, por exemplo. Em muitos casos, os valores recebidos podem ser decepcionantes.

A dica de ouro é investir em diversidade. Aplicar todo o seu dinheiro em apenas uma ação que paga bons investimentos não é uma boa ideia.

Sua carteira de dividendos precisa ser diversificada. E sua carteira de investimentos, como um todo, também não precisa ser construída apenas com ações. Combinar estes ativos com outros títulos, como Certificados de Depósito Bancário (CDB) e Letras de Crédito (LCI e LCA), pode ser ainda mais interessante para controlar os riscos.

Pensando nisso, na Toro podemos te ajudar a construir um plano personalizado de investimento. O processo é bem simples: você responde algumas perguntas e a gente sugere um plano que se adeque ao seu perfil de risco e ao objetivo que você está buscando.

Com as respostas que você nos der, vamos poder te contar qual é o seu perfil de investidor, como que você deve distribuir seus investimentos e até mesmo te mostrar qual a estimativa de rentabilidade para aquela carteira que a gente construiu especialmente para você.

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Como investir em dividendos em 5 passos rápidos

Agora que você já sabe como é importante montar uma carteira diversificada para investir em dividendos, vamos a um passo a passo para começar seus investimentos:

1. Abra uma conta na Toro

Para investir em ações na Bolsa de Valores o primeiro passo é abrir a sua conta na corretora. E na Toro você abre a sua conta em poucos minutos e sem pagar nada. Clique aqui e abra sua conta gratuita agora mesmo.

2. Transfira o dinheiro para começar a investir

Depois de abrir a sua conta, você precisa enviar o dinheiro para começar a investir. Para isso, você precisa realizar uma transferência do seu banco para a conta na corretora, através de uma DOC ou TED. Fique tranquilo: a Toro é uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil e pela CVM.

3. Acesse as recomendações de ações que pagam dividendos

Na Toro você encontra uma categoria de recomendações só de ações que pagam dividendos, indicando as melhores oportunidades para investir em dividendos hoje. Acesse grátis.

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Viu como é simples? Lembrando que a imagem acima é apenas ilustrativa, para demonstrar como você irá encontrar as recomendações na Toro. Para acessar as recomendações atualizadas de hoje, clique aqui.

4. Compre as ações escolhidas

Com a recomendação de analistas sobre as oportunidades mais interessantes para o momento, essa tarefa fica mais fácil, não é mesmo? Lembre-se de escolher suas ações montando uma carteira com uma estratégia bem definida. E para isso, você também pode contar com a ajuda dos assessores da Toro.

5. Reinvista os lucros recebidos

O quinto passo é muito importante se você busca realmente um ganho de capital. Aproveite os lucros recebidos para adquirir mais ações e potencializar os lucros que você receberá na próxima distribuição de proventos.


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Como calcular dividendos

Como você já começou a entender, os dividendos normalmente são calculados como um valor por ação (em dinheiro ou porcentagem). Dessa forma, cada um recebe um valor de acordo com a quantidade de ações que possui em carteira.

Por exemplo:

Se um investidor possui 300 ações da Petrobras, que paga R$3 por ação, ele vai receber:

Quantidade de ações: 300
Valor do dividendo: R$3
300 ações X R$3 = R$900

Agora, vamos imaginar que o pagamento fosse em porcentagem, isto é, em vez de um valor em dinheiro, fosse pago um percentual do preço atual da ação. Nesse caso, só para ilustrar, digamos que as ações da Petrobras estavam sendo negociadas a R$30 e os dividendos seriam de 3% por ação.

A conta seria o percentual vezes o valor da ação vezes a quantidade de ações. Veja só o cálculo:

Quantidade de ações: 300
Percentual de dividendo: 3%
Valor por ação: R$30
Valor total: 3% X R$30 X 300 = R$270

Não custa nada lembrar que os exemplos acima são situações imaginárias, ou seja, não necessariamente ocorreram na vida real. Os exemplos servem apenas como uma forma de explicar o cálculo de dividendos na prática.

E mesmo que fossem verdadeiros, precisamos lembrar que valores do passado não são garantia de ganhos futuros.

Dividend Yield

O que acabamos de mostrar é apenas uma forma de calcular. Outra possibilidade é calculando o Dividend Yield (DY). Essa palavrinha estranha é usada para definir o dividendo anual de uma ação dividido pelo seu preço atual.

Quer ver na prática? Confira a fórmula para calcular:

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Digamos que as ações do Magazine Luiza estejam sendo negociadas a R$100 e que a empresa vá pagar um dividendo anual de R$5 por ação. Nesse exemplo, o Dividend Yield seria de:

R$5 ÷ R$100 (preço da ação) = 5%

Caso a ação estivesse valendo ainda mais, digamos R$200, o DY seria menor. Veja o cálculo:

R$5 ÷ R$200 (preço da ação) = 2,5%

Por outro lado, se o valor da ação fosse menor, por exemplo R$50, o DY iria aumentar.

R$5 ÷ R$50 (preço da ação) = 10%

Um lembrete importante: buscar um Dividend Yield alto nem sempre é a melhor saída. Isso porque valores de Dividend Yield elevados costumam indicar que uma empresa tem pouca perspectiva de crescer, funcionando como um sinal de alerta de que as finanças podem não estar indo muito bem.

Um raciocínio parecido vale para quando o DY está baixo. Nesse caso, ocorre o contrário:  ações com um baixo Dividend Yield muitas vezes demonstram uma expectativa maior de crescimento para aquela empresa.

Tomar uma decisão de investimento pode ser algo assustador para muitas pessoas. Por isso, na Toro, nós simplificamos esse processo para que você faça boas escolhas de forma estratégica.

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Como é feito o pagamento de dividendos

Chegamos a uma parte que muita gente tem dúvidas. Saber como é feito o cálculo, é uma informação importante. Mas a maioria das pessoas está mais interessada em saber qual é o processo para que o valor possa chegar ao seu bolso.

Antes de mais nada, é preciso entender a periodicidade de pagamento. Como falamos anteriormente, o pagamento de dividendos não possui um cronograma fixo. Isto é, pode ser que uma empresa que pagou no último semestre, deixe de pagar no próximo.

O pagamento de proventos pode ser feito trimestral, semestral ou anualmente. Essa definição vai depender de cada empresa.

Além disso, é importante saber que a empresa não simplesmente decide pagar dividendos e no outro dia o valor já está na conta de todos os acionistas. Na verdade, o processo tem algumas etapas. Veja só:

  • Aprovação do conselho administrativo: primeiramente, o pagamento deve ser aprovado pelo conselho de administração da empresa, que faz reuniões de tempos em tempos para checar se existe algum lucro que deve ser repassado aos acionistas.
  • Protocolo da CVM: a segunda etapa é protocolar esse processo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é a instituição responsável por regular o mercado de capitais. Esse protocolo serve, entre outras coisas, para informar os acionistas e as demais pessoas sobre quando e como os dividendos serão pagos.

Quando esse aviso é publicado, investidores já ficam atentos à possibilidade de receber parte desses lucros. Por isso, muitas pessoas ficam de olho na agenda de dividendos.

Agenda de dividendos

Essa agenda é considerada por muitos como um apanhado de todas as empresas que podem fazer o pagamento de lucros em um determinado prazo. Mas, normalmente, ela não passa de uma previsão do que pode ocorrer nos próximos meses ou semanas.

Como você já sabe, diversos fatores podem afetar a distribuição de lucros e proventos de uma ação, como um acontecimento inesperado que provoca queda nos lucros da empresa ou a decisão de utilizar esses ganhos para expandir o negócio e investir em melhorias.

O mais importante é saber que existem algumas datas que precisam ser acompanhadas por quem pretende receber lucros de uma empresa:

1) Data de Declaração


A data de declaração é o nome dado para o momento em que o conselho de administração de uma empresa anuncia que haverá o pagamento de dividendos.

Essa declaração costuma vir com as seguintes informações:

  • Valor do dividendo - quanto será pago por cada ação.
  • Data de registro - quando a empresa registra todos que vão receber os lucros.
  • Data de pagamento - quando os investidores vão receber.

A data de declaração é muito importante, pois depois desse dia a empresa é obrigada por lei a honrar o compromisso que assumiu.

2) Data ex-dividendo (ou ex-data)

Depois disso vem a data ex-dividendo, também chamada de ex-data. Ela é definida pela Bolsa de Valores e serve para organizar quem vai receber o dividendo que a empresa acabou de anunciar.

Quem comprou ações antes da data ex-dividendo vai receber os lucros distribuídos. Quem compra depois, não irá receber lucros.

Nesse caso, quem terá o direito ao valor distribuído será o investidor que vendeu as ações para ele. Para descomplicar, veja um exemplo:

Vamos imaginar que a Ambev tenha anunciado que vai pagar dividendos em dinheiro e a ex-data definida pela Bolsa foi dia 5 de março. A Lúcia comprou ações da Ambev no dia 4 de março e, portanto, receberá os valores normalmente, conforme a quantidade de ações que ela tem em carteira.

Porém, o Tiago comprou ações da Ambev na data ex-dividendo, no dia 5 de março, então ele não terá direito a receber os dividendos. Quem vai receber será quem vendeu as ações para o Tiago no dia 5.

É essencial lembrar que esse exemplo é para quando o pagamento é feito em dinheiro. No caso do pagamento em ações, o processo é diferente: a ex-data será o primeiro dia útil após o pagamento dos dividendos.

3) Data de Registro

Depois de anunciar a distribuição dos lucros e ter a data ex-dividendo definida, a empresa deve determinar a data de registro. Ou seja, o dia em que vai registrar todos os acionistas que vão receber dividendos e enviar relatórios financeiros, procurações e outras informações.

4) Data de Pagamento

Esta data já se entrega pelo nome. A data de pagamento é o dia previsto para que os valores combinados sejam pago aos acionistas.

Veja na tabela a seguir a organização das datas que acabamos de explicar:

Data de declaração Data ex-dividendo Data de registro Data de pagamento
Data que a empresa anuncia o pagamento. Data que delimita quais acionistas vão receber os dividendos. Data em que a companhia registra todos os acionistas que vão receber o pagamento. Data em que o valor é pago aos acionistas.

Depois dessas etapas, o investidor só precisa aguardar o dividendo ser pago para poder utilizá-lo como bem entender. Muitas pessoas, por exemplo, costumam usar os valores recebidos para comprar mais ações que pagam dividendos.


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Viver de dividendos é possível? Entenda como reinvestir seus lucros

Quando o assunto é receber lucros de grandes empresas, uma dúvida muito frequente é: é possível viver de dividendos? E a resposta é sim. Mas é preciso muita disciplina e o planejamento certo, usando os lucros recebidos como uma ferramenta para atingir seu objetivo.

Uma das vantagens de investir visando receber parte dos lucros de uma empresa regularmente é a chance de aumentar capital.

Isso é possível quando alguém recebe um valor em dividendos e o utiliza para comprar mais ações que distribuem lucros.

Nesse sentido, as novas ações podem impulsionar o valor de lucros a receber, semelhante a uma estratégia de juros compostos onde ocorre o que chamamos de juros sobre juros, que se acumulam não apenas sobre o dinheiro investido, mas também sobre os juros acumulados anteriormente.

Vamos ver um exemplo para ficar mais fácil de entender:

Digamos que uma ação do Banco do Brasil, que vale R$50, paga R$7,50 de dividendos por ação no primeiro ano em que uma pessoa começou a investir na empresa. Com isso, ela ganha 15% de lucro. No entanto, em vez de resgatar o dinheiro, ela decide comprar mais ações do Banco do Brasil.

No ano seguinte, o BB realiza um novo pagamento de dividendo de R$7,50 por ação. Porém, agora em vez de 15%, o lucro passou a ser de 16,5% já que há um aumento de 1,5% por causa dos valores reinvestidos no ano passado.

Seguindo essa lógica, o investidor decide reinvestir o que recebeu novamente. E, pela terceira vez, o Banco do Brasil determinou o pagamento de mais R$7,50. O lucro registrado pelo investidor do nosso exemplo passa a ser de 18,15%, já que ele somou mais 1,65% aos lucros que obteve no ano anterior.

Dessa forma podemos usar a lógica dos juros compostos ao reinvestir dividendos em novas ações que pagam dividendos.

Plano de Reinvestimento de Dividendos (PRD)

Um Plano de Reinvestimento de Dividendos, também chamado pela sigla PRD, é um plano oferecido por uma empresa que permite aos investidores reinvestir os dividendos pagos em dinheiro automaticamente para a compra de novas ações.

Esse reinvestimento pode ser uma compra adicional de ações ou frações de ações na data de pagamento. O mais interessante desse plano, além da possibilidade de reinvestir e acumular juros compostos, é que em muitos casos é possível comprar ações adicionais com um desconto sobre o preço atual da ação.

Isso significa que se a ação da empresa estiver cotada a R$70 na data de pagamento, os investidores podem adquiri-las por um valor menor através do PRD.

  • Para a empresa: o Plano de Reinvestimento pode ser uma boa saída para vender ações e utilizar essa receita no próprio negócio, já que as ações são vendidas diretamente pela empresa e não através da Bovespa.
  • Para o investidor: essa opção pode ser interessante porque é uma forma bastante cômoda de reinvestir seus dividendos. Mas há uma desvantagem para o acionista: nesse processo de PRD, é preciso pagar impostos.

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Empresas que pagam dividendos regularmente

Para matar sua curiosidade sobre quais ações de empresas costumam distribuir lucros e te ajudar a construir sua carteira, confira na tabela a seguir as empresas que costumam pagar dividendos regularmente:

Código da ação Empresa Setor
BBAS3 Banco do Brasil Bancário
BBDC4 Banco Bradesco Bancário
BBSE3 BB seguridade Seguros
BRSR6 Banrisul Bancário
B3SA3 B3 Bolsa Brasil Balcão Financeiro
CGAS5 Comgás Gás
GGBR4 Gerdau Siderurgia e Metalurgia
ITSA4 Itausa Financeiro
ITUB4 Itaú Unibanco Bancário
MGLU3 Magazine Luiza Consumo
SANB11 Banco Santander Bancário
TAEE11 Taesa Utilidade pública
VALE3 Vale Mineração

Vale lembrar que não há nenhuma certeza de que as ações acima irão pagar bons dividendos. Essa é apenas uma lista de empresas que costumam pagar dividendos com frequência, mas sempre há chances deste cenário mudar.

A Vale por exemplo, distribuiu dividendos interessantes em 2018, no valor de R$1,81 por ação. Isso quer dizer que um investidor que tivesse um lote padrão de 100 ações, recebeu o equivalente a R$181,00 em lucros de suas ações ao longo deste ano. Porém, em 2019 a companhia suspendeu o pagamento de dividendos VALE3, assim como de outros proventos, por tempo indeterminado, após a tragédia de Brumadinho.

Precisamos lembrar sempre que resultados do passado não garantem os ganhos futuros. Então, eles servem como exemplo, mas não podem ser tomados como uma verdade absoluta do que vai acontecer.

Por isso é importante basear suas decisões de investimento em análises completas e na orientação de profissionais experientes do mercado. Na Toro, você já encontra as melhores oportunidades selecionadas em recomendações para diversos objetivos: curto prazo, dividendos, fundos imobiliários e outros.


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Custos e tributos

Chegamos a um assunto que é preocupação de muitas pessoas. Com tantas vantagens, é possível que surja uma desconfiança em relação ao custo desse rendimento. No caso dos dividendos, uma boa notícia: eles podem ser isentos de Imposto de Renda.

Isso é possível porque a empresa que distribui os lucros já paga o imposto antes de repassar os valores aos acionistas. Ou seja, há um entendimento de que, se o investidor também pagasse IR, estaria havendo tributação dupla. Essa isenção vale somente para pessoas físicas. Portanto, caso uma pessoa jurídica decida investir em dividendos, terá que pagar imposto também.

Lembrando que, quando falamos de Juros sobre Capital Próprio (JCP), quem recebe JCP tem 15% de Imposto de Renda retido na fonte. Por isso, em comparação aos dividendos, o pagamento de JCP costuma ser maior, como uma forma de compensar o pagamento do tributo pelos acionistas.

Dúvidas frequentes

Antes de chegarmos nesse ponto, que tal recapitular os principais assuntos que abordamos?

Neste artigo, entre outras coisas, você viu:

  • Dividendos: o que é

São o pagamento de parte dos lucros de uma empresa, que são feitos normalmente em dinheiro ou em ação.

  • O que é Dividend Yield

É um índice financeiro calculado para determinar a relação entre quanto uma empresa paga em dividendos e o preço de suas ações anualmente. Ele é calculado a partir da divisão do dividendo anual por ação pelo preço atual da ação.

  • Como calcular dividendos

O cálculo pode ser feito por um valor por ação, em dinheiro ou porcentagem. Cada acionista recebe parte dos lucros de acordo com a quantidade de ações que tem em carteira.

  • Data de Declaração

É a data em que o conselho de administração da empresa divulga a distribuição dos próximos dividendos.

  • Data ex-dividendo

Esta é a data que limita o recebimento dos dividendos anunciados na data de declaração.

  • Plano de Reinvestimento dos Dividendos (PRD)

É oferecido por algumas empresas e permite reinvestir automaticamente os dividendos recebidos na compra de ações adicionais.

  • Investir em dividendos vale a pena?

Diante do que falamos aqui, você deve estar se perguntando se investir nessa modalidade vale a pena. O mais importante disso tudo é entender que investir em ações que pagam dividendos é uma excelente decisão desde que você saiba escolher boas ações.

Além disso, você precisa se lembrar sempre de um detalhe crucial: os dividendos são um atrativo a mais que podem trazer resultados ainda melhores para os seus investimentos. Mas não devem ser seu único objetivo.

O mais legal é construir uma carteira de investimentos diversificada, combinando diferentes ativos para diminuir os riscos e aumentar suas chances de sucesso. Isso tudo alinhado, é claro, ao seu perfil e à sua estratégia.

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