Muitas pessoas têm vontade de tirar o dinheiro da Poupança, mas nem todo mundo sabe qual é o melhor destino . Por outro lado, a opção do CDB é frequentemente indicada por quem conhece o mercado financeiro. Afinal, CDB ou Poupança: qual é a melhor opção para investir?

Pensando nisso, produzimos este texto para você. Durante a leitura, você entenderá como funciona a Poupança e quais são as vantagens do CBD. Vamos lá?

CDB ou Poupança? Entenda a diferença

CDB e Poupança são dois investimentos de renda fixa, isto é, nós podemos saber ou prever a rentabilidade deles antes mesmo de fazer a aplicação. Por conta disso, são frequentemente indicados para quem tem um perfil conservador na hora de investir. Veja, a seguir, as principais diferenças entre eles.

Poupança

Na prática, a Poupança é uma conta que você pode abrir em diferentes bancos. Acontece que, diferentemente de uma conta corrente, por exemplo, ela paga um rendimento mensal em cima dos valores que você deposita.

O rendimento da Poupança está ligado a duas taxas: a Taxa Selic, taxa básica de juros da nossa economia, e a Taxa Referencial.

Se a meta da Taxa Selic anual for superior a 8,5%, a remuneração desse investimento será de 0,5% ao mês acrescido da Taxa Referencial (TR). Caso essa meta seja igual ou menor que 8,5%, o retorno corresponderá a apenas 70% da Taxa Selic adicionados à TR, que é a realidade que os poupadores estão vivendo desde setembro de 2017.

Embora seja uma opção prática, a rentabilidade da Poupança é considerada baixa quando comparada a outros títulos de renda fixa, que são tão seguros quanto ela. Até mesmo aqueles que também rendem de acordo com a Selic apresentam números melhores.

O valor aplicado na poupança precisa fazer uma espécie de aniversário para render.

Isso significa que os rendimentos sobre valores aplicados somente são recebidos a cada vez que completem um período de um mês de permanência na caderneta.

Por exemplo, se você fizer uma aplicação no dia 12 de maio e outra no dia 22 de maio, a primeira aplicação terá rendimento no dia 12 de junho, enquanto a segunda renderá no próximo dia 22. Porém, se no mês seguinte, o dia 12 ou 22 cair em um fim de semana ou feriado, o rendimento será creditado apenas no próximo dia útil.

Além disso, se o depósito ocorrer nos dias 29, 30 e 31, o aniversário será no dia 1º do mês seguinte. Podemos concluir que, o único dia favorável para resgatar um valor da poupança sem perder dinheiro é exatamente no dia do aniversário da poupança. Resgatando antes ou depois dessa data, você deixa de receber os rendimentos.

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CDB

O CDB, ou Certificado de Depósito Bancário, é um título emitido pelos próprios bancos. Ele funciona da seguinte forma: você compra um título e, depois de um determinado tempo, recebe o valor investido acrescido de juros. Interessante, não é mesmo?

Em poucas palavras, o CDB funciona como se você emprestasse seu dinheiro para o banco.

Na data de resgate, ele retorna a quantia aplicada mais os rendimentos obtidos daquele período. Sendo que existe um período mínimo de investimento, que é chamado de prazo de carência, que pode ser de um dia ou até de anos, pois varia bastante de banco para banco e de título para título.

Sua rentabilidade muda de acordo com a categoria de rendimento da aplicação.

Os CDBs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos e escolher o melhor CDB irá depender do seu objetivo e planejamento. Explicaremos melhor essas variações no próximo tópico.

Quais tipos de rendimento em CDB existem?

CDB prefixado

Se você quer saber qual será o rendimento do título logo no momento da compra, o CDB prefixado é uma boa opção. Sua rentabilidade é fixa e determinada previamente. Portanto, ela não depende de indicadores como Selic ou inflação para te entregar seus resultados. Vamos ver um exemplo para facilitar:

Imagine que você comprou um título de R$10.000 com uma taxa de juros de 12% ao ano e ele vencerá em três anos. No fim desse período, você receberá um valor bruto de R$14.049,28. A fórmula utilizada para esse cálculo é bem simples. Você só precisa multiplicar o valor investido pelos juros somados a 1, ou seja, 1 +0,12, elevados ao prazo de vencimento:

10.000 x (1 + 0,12)³ = R$14.049,28

CDB pós-fixado

Essa é a modalidade mais comum entre os CDBs oferecidos no mercado. Nela, os títulos rendem, normalmente, de acordo com a taxa do "Certificado de Depósito Interbancário", popularmente chamado de CDI. Ele é um indicador padrão usado para taxar diversos serviços do mercado financeiro.

Mas o que significa ser pós-fixado? Isso quer dizer que a rentabilidade do seu investimento segue uma taxa que varia dia a dia, assim, você não sabe exatamente quanto ele entregará de rentabilidade no fim do período, a certeza é que o seu CDB seguirá o movimento da taxa que ele estiver atrelado.

Quando for investir no CDB pós-fixado, você encontrará ofertas como: “CDB 110% DI a.a.”.

Isso significa que esse título renderá 110% da taxa média anual do CDI durante o tempo de duração do título. Que tal um exemplo?

Se você investir R$10.000, por 1 ano, a 110% do CDI, e o DI no período ficou em 11%, a fórmula que te mostra como seu dinheiro rendeu é a seguinte:

11% x 110/100 = 12,1%

Depois, multiplique o montante aplicado pelo fator para encontrar a quantia final:

R$10.000 x (1 + 0,121) = R$11.210

CDB híbrido

Os CDBs híbridos são aqueles que acompanham, normalmente, as variações do IPCA — índice que mede a inflação geral do Brasil. Além disso, eles também pagam uma taxa prefixada.

Dessa forma, seu investimento terá parte prefixada, que é o "bônus" de rentabilidade, e pós-fixada, que seguirá o IPCA.

Quais os riscos em investir na Poupança ou no CDB?

Um dos principais riscos ligados à Poupança é o banco declarar falência. Também vale destacar o que aconteceu no início da década de 1990, quando foi executado o Plano Collor, responsável por confiscar o patrimônio depositado na Poupança de vários brasileiros.

O CDB também tem seus riscos. Ao comprar o título em bancos grandes, você, provavelmente, terá rendimentos piores.

Em contrapartida, nos bancos pequenos e médios, que pagam taxas melhores, a tendência é que eles sejam economicamente mais frágeis. Nesses casos, sempre surge aquela velha pergunta: e se o banco quebrar?

Quanto a isso, não é preciso se preocupar. Afinal, o FGC — Fundo Garantidor de Crédito — protege o seu dinheiro caso o banco declare falência.

Com ele, valores de até R$250 mil são devidamente garantidos.

Essa proteção é por CPF, por instituição/conglomerado financeiro, para a soma dos produtos elegíveis, incluindo a rentabilidade dos investimentos. No total, um investidor consegue receber até R$1 milhão investido (valor que se renova a cada quatro anos).

De qualquer forma, antes de investir, vale a pena fazer uma boa pesquisa sobre a instituição. Assim, aumentam as chances de você fazer a decisão certa.

Vantagens e desvantagens do CDB e da Poupança

Agora que você já sabe como funciona a Poupança e o que é CDB, veja os pontos fortes e fracos de cada um deles:

Vantagens e desvantagens do CDB
Vantagens Desvantagens
É seguro, pois é garantido pelo FGC Não é isento de Imposto de Renda
Pode ser resgatado rapidamente, dependendo do prazo de carência combinado  
Rende mais que a Poupança  
Hoje é fácil e prático investir  

 

Agora que você comparou os principais pontos do CDB, que tal dar uma olhada na Poupança?

Vantagens e desvantagens da Poupança
Vantagens Desvantagens
É muito prática e acessível Não apresenta bons rendimentos
É isenta de Imposto de Renda Resgates feitos antes ou depois do aniversário, implicam na perda do rendimento proporcional ao período em que o valor ficou aplicado
É segura  


Enfim, antes de escolher entre um CDB ou Poupança, não se esqueça de considerar qual é o rendimento real de cada investimento. Muitas vezes, o que a poupança entrega chega a ser menor do que a inflação, isso diminui o poder de compra de seu dinheiro. Isto é, essa modalidade de investimento além de não render muito, pode te fazer "perder" dinheiro.

Mesmo com o desconto do IR, o CDB pode render bem mais do que a Poupança, sem perder a garantia de segurança.

Agora, lembre-se de analisar seus objetivos, sua situação financeira e suas necessidades atuais: assim, você fará a melhor escolha. Caso fique com dúvidas, não deixe de conversar com profissionais que entendem do assunto.

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