Os três ETFs de Small Caps disponíveis na Bolsa de Valores do Brasil são o SMAL11, o XMAL11 e  o SMAB11. Todos têm como objetivo refletir o desempenho do Índice de Small Caps (SMLL) elaborado pela B3.

A indústria de ETFs no Brasil nunca esteve tão forte e sólida. De 2018 a 2021, o patrimônio total dos Exchange Traded Funds (Fundos de Índice negociados em Bolsa) subiu de R$12 bi para R$47 bilhões, um aumento expressivo de quase 300%, apontam dados de levantamento recente. 

Em dezembro de 2020, o número total de investidores de ETF era de 245 mil, 80,7% a mais do que um ano antes. Já em junho de 2021, o total era de 443 mil, sendo 438 mil investidores individuais.

O aumento das possibilidades de investimento em ETFs com novos Fundos sendo lançados constantemente só favorece o investidor que vê as gestoras reduzindo as taxas de administração e as corretoras zerando as taxas de corretagem.

Por serem considerados uma boa forma de entrada para quem está começando na Bolsa de Valores, sua popularidade acompanha o recente ingresso recorde de pessoas físicas na B3.

Entre os mais procurados estão os ETFs de Small Caps, aqueles que seguem o Índice das empresas com menor capitalização listadas no Brasil. 

É sobre eles que vamos falar hoje! Você vai conhecer quais são os principais ETFs de Small Caps, como eles funcionam, suas taxas, custos e o desempenho histórico. Vamos lá?


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O que são as Small Caps?

As Small Caps são as empresas listadas na Bolsa de Valores que possuem menor valor de mercado em relação às blue chips. Há várias faixas de classificação para esse tipo de empresa, mas normalmente toma-se o valor de mercado como a referência. O valor de mercado, por sua vez, é calculado pela cotação da ação multiplicada pelo total de ações da empresa.

É importante destacar ainda que, apesar do adjetivo Small, as empresas muito menores, isto é, com valor de mercado extremamente baixo, não são consideradas pequenas e entram em categorias diferentes, como as microcaps e/ou penny stocks.

Os BDRs e as empresas em recuperação judicial também não entram no Índice de Small Caps que conheceremos a seguir.

Ainda não há um consenso no mercado sobre qual o número exato do valor de mercado para que uma empresa seja chamada de Small Cap. Por isso, é comum se deparar com diversas classificações a esse respeito.

A B3 considera, nessa categoria, as ações que estejam fora dos 85% do valor de mercado de todas as empresas listadas para compor o Índice de Small Caps.

Confira um vídeo especial do Analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, explicando em detalhes o que são as Small Caps, como encontrar boas empresas e por que investir nelas:

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O que é o Índice de Small Caps (SMLL)?

Inicialmente, antes de falarmos dos ETFs, é preciso conhecer o Índice de Small Caps. Esse índice, assim como o Ibovespa, representa o resultado de uma carteira teórica de ações cujo objetivo é acompanhar o desempenho médio das cotações de determinado grupo de empresas. Nesse caso, as Small Caps da Bolsa de Valores do Brasil (B3).

A B3 elabora, seguindo metodologia própria, uma carteira hipotética com as empresas de menor valor de mercado mais negociadas como uma espécie de "termômetro" que indica como está a valorização geral delas.

Esse índice é que será a base do trabalho e da existência dos ETFs de Small Caps. Confira um conteúdo especial e completo sobre esse índice e o seu desempenho ao longo dos anos:

ARTIGO ESPECIAL • O que é o índice SMLL das Small Caps? Simplificamos para você

Lista de ações que compõem o Índice de Small Caps (SMLL)

As ações que fazem parte da carteira do Índice de Small Caps atualmente são:

Código Empresa Código Empresa
RRRP3 3R Petroleum ABCB4 Banco ABC
AESB3 AES Brasil AERI3 Aeris
ALSO3 Aliansce Sonae AALR3 Alliar
ALUP11 Alupar AMBP3 Ambipar
ANIM3 Ânima Educação ARZZ3 Arezzo
AZUL4 Azul BMGB4 Banco BMG
BPAN4 Banco PAN BRSR6 Banrisul
BKBR3 Burger King BRML3 brMalls
BRPR3 BR Properties AGRO3 Brasil Agro
CAML3 Camil CEAB3 C&A modas
CESP6 CESP HGTX3 Hering
CIEL3 Cielo COGN3 Cogna
CSMG3 Copasa CVCB3 CVC Brasil
CYRE3 Cyrela Realty PNVL3 Dimed
DIRR3 Direcional DTEX3 Dexco
ECOR3 EcoRodovias EMBR3 Embraer
ENAT3 Enauta ENBR3 EDP Brasil
ENJU3 Enjoei EVEN3 Even
EZTC3 EZTec FESA4 Ferbasa
FLRY3 Fleury GFSA3 Gafisa
GOAU4 Gerdau Metalúrgica GOLL4 Gol Linhas Aéreas
GRND3 Grendene SBFG3 Grupo SBF (Centauro)
SOMA3 Grupo Soma GUAR3 Guararapes
HBOR3 Helbor HBSA3 Hidrovias
IGTA3 Iguatemi PARD3 Hermes Pardini
MEAL3 Grupo IMC ROMI3 Indústrias Romi
MYPK3 Iochpe-Maxion RANI3 Celulose Irani
IRBR3 IRB Brasil JPSA3 Grupo Jereissati
JHSF3 JHSF Participações LAVV3 Lavvi
LIGT3 Light LCAM3 Locamérica (Unidas)
LWSA3 Locaweb LOGG3 LOG Commercial
LOGN3 Log-In Logística AMAR3 Marisa
LPSB3 Lopes Brasil MDIA3 M.Dias Branco
POMO4 Marcopolo MRFG3 Marfrig
CASH3 Méliuz LEVE3 Mahle Metal Leve
MILS3 Mills BEEF3 Minerva
MTRE3 Mitre Realty MOVI3 Movida
MRVE3 MRV MULT3 Multiplan
NGRD3 Neogrid ODPV3 Odontoprev
OMGE3 Ômega PCAR3 Grupo Pão de Açúcar
PRIO3 PetroRio PETZ3 Petz
PTBL3 Portobello POSI3 Positivo Tecnologia
QUAL3 Qualicorp LJQQ3 Lojas Quero-Quero
RAPT4 Empresas Randon RCSL4 Recrusul
SAPR4 Sanepar SAPR11 Sanepar
STBP3 Santos Brasil SMTO3 São Martinho
SEQL3 Sequoia Logística SEER3 Seer Educação
SIMH3 Simpar SQIA3 Sinqia
SLCE3 SLC Agrícola TAEE11 Taesa
TASA4 Taurus Armas TCSA3 Tecnisa
TGMA3 Tegma TEND3 Tenda
TRIS3 Trisul TUPY3 Tupy
UNIP6 Unipar VLID3 Valid
VIVA3 Vivara VULC3 Vulcabras
WIZS3 Wiz Tecnologia YDUQ3 Yduqs

Fonte: B3 - Atualizado em agosto de 2021

Para terminar esse tópico, é relevante destacar que, além dos ETFs, é essencial investir também diretamente nas ações livres, em Fundos Imobiliários e outros ativos para ter um portfólio completo e diversificado.

Confira um vídeo especial da Analista de Investimentos da Toro, Stefany Oliveira, sobre a montagem e manutenção de uma boa carteira de investimentos:

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Quais são os ETFs de Small Caps no Brasil?

Agora que conhecemos quais são as ações que fazem parte do Índice de Small Caps, vamos falar dos principais ETFs para acessar o investimento nessa categoria de empresa de uma única vez.

Como você pôde perceber no tópico anterior, o índice engloba muitas ações, o que demandaria muito trabalho e esforço de análise do investidor para adquirir cada uma delas em separado.

Por isso, o intuito do ETF é viabilizar o acesso a essa carteira de ações por meio de um único veículo de investimento: a cota do Fundo negociado em Bolsa.

Esse tipo de investimento é também chamado de gestão passiva, uma vez que a meta é simplesmente acompanhar e ganhar a valorização geral do mercado. No caso das Small Caps, hoje, existem três ETFs para isso. São eles:

1. ETF SMAL11

O ETF SMAL11 (iShares BM&FBOVESPA Small Cap) é um Fundo de Índice administrado pela gestora BlackRock que visa aplicar os recursos dos seus cotistas em uma carteira cujo objetivo é acompanhar a performance do Índice de Small Caps brasileiras (SMLL). 

Em outras palavras, quando o investidor compra uma cota deste ETF, está adquirindo uma parcela do patrimônio de cerca de R$1,681 bilhão do Fundo que investe nas ações que fazem parte da carteira de Small Caps em proporções similares ao índice.

Logo, é como se você investisse em várias empresas comprando uma única cota do Fundo.

Porém, as ações compradas pelo ETF não ficam no seu nome e CPF, mas são registradas tendo o Fundo como dono delas e isso vai fazer diferença quando as empresas distribuírem os proventos, como aprenderemos a seguir. Na Bolsa, haverá o seu registro como cotista do ETF e, portanto, proprietário de uma fração do patrimônio total do Fundo.

Ações que fazem a composição da carteira do SMAL11

As ações que fazem parte da carteira do ETF SMAL11 são as mesmas que compõem o Índice Small Caps, como mencionado anteriormente.

Três vezes por ano, a B3 realiza o rebalanceamento do índice. Nessas ocasiões, a Bolsa revê as posições, o peso de cada ativo, inclui e/ou retira ações do SMLL.

Dessa maneira, a gestora fica de olho nesses rebalanceamentos para realizar as compras de ações, os ajustes nas posições do Fundo e manter o objetivo principal: refletir de perto o desempenho geral do índice.

Cotação do SMAL11

Como vimos, o objetivo do ETF SMAL11 é entregar aos cotistas uma valorização semelhante à performance média das cotações das empresas do Índice Small Caps e ele vem fazendo isso de modo bastante eficiente.

Pelo gráfico abaixo, é possível notar que o Fundo historicamente conferiu desempenho bem próximo à valorização do índice de referência: 

Desempenho histórico do SMAL11
Fonte: BlackRock

É sempre importante lembrar que os retornos passados não são garantias de que o mesmo ocorrerá no futuro.

No exemplo hipotético realizado pela gestora no gráfico acima, um investimento de R$10 mil neste ETF em 2008 teria se valorizado até próximo dos R$60 mil em 2021, ou seja, quase 500% de retorno.

A pequena diferença em relação ao índice se deve à taxa de administração cobrada pelo ETF e às mudanças de posição na carteira quando o Índice SMLL é rebalanceado de tempos em tempos.

Além disso, consideram-se também as posições em caixas e derivativos (como futuros e moeda) que o Fundo possa vir a ter.

Qual é o valor da taxa de administração do SMAL11?

A taxa de administração cobrada pela gestora do ETF SMAL11 é de 0,50% ao ano. Além disso, em relação aos custos de ter um ETF na carteira, você deve declará-los anualmente no Imposto de Renda.

Ademais, também deve pagar 15% sobre o valor do ganho de capital, caso você venda suas cotas com algum lucro, independentemente de quantas forem.

O SMAL11 paga dividendos?

Como todo ETF em negociação no Brasil, o SMAL11 não transfere os dividendos recebidos pelas empresas aos cotistas. Quando uma empresa paga os proventos, a gestora do ETF os reinveste nas ações que o Fundo tem no portfólio, realizando o rebalanceamento e reforço das posições. 

Então, mesmo que os dividendos não cheguem diretamente ao seu bolso, você não está perdendo, pois, quando o ETF reaplica esses proventos, o preço de suas cotas negociadas em Bolsa se valoriza. Sobre essa questão, preparamos um artigo completo também publicado aqui no blog da Toro, confira:

ARTIGO ESPECIAL • Os ETFs pagam dividendos? Entenda tudo sobre o assunto!

2. ETF XMAL11

Além do SMAL11, a partir de 2021, o investidor ganhou mais uma opção de ETF de Small Caps na Bolsa de Valores: o XMAL11. Assim como o anterior, esse Fundo também tem como objetivo acompanhar o desempenho do Índice de Small Caps e adota a mesma estratégia.

A diferença é que este ETF é administrado por outra gestora e a sua taxa de administração é um pouco menor: 0,30% ao ano. 

3. ETF SMAB11

A terceira e mais recente alternativa entre os ETFs de Small Caps disponíveis na B3 é o SMAB11. Este ETF começou a ser negociado em setembro de 2021 e é administrado pelo banco BTG Pactual. 

Sua taxa de administração é de 0,50% ao ano e também visa seguir de perto a variação do desempenho geral do Índice de Small Caps. 

Como investir em ETFs de Small Caps?

Antes de terminarmos esse artigo, vamos falar rapidamente sobre como você pode comprar suas cotas dos ETFs de Small Caps. Inicialmente, você precisa de uma conta aberta em uma corretora de Valores.

A Toro Investimentos não cobra taxas de corretagem para a maioria dos investimentos em Renda Variável, incluindo os ETFs.

Em seguida, basta transferir o dinheiro da sua conta no banco para a corretora. Daí, busque o ETF na plataforma da Toro pelo código de negociação (SMAL11 ou XMAL11). Por fim, é só configurar a quantidade, conferir o valor e confirmar o investimento.

Se tiver alguma dúvida, confira o passo a passo demonstrado no vídeo abaixo:

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