Pensamos a respeito do futuro frequentemente, não é mesmo? Porém, na hora de refletir sobre as contas e planejar nossa vida financeira, sempre surge uma dúvida do que fazer para ter uma aposentadoria tranquila, sem precisar depender apenas do INSS. Nesse caso, o que vale mais a pena: Poupança ou previdência privada?

A resposta é: depende. Se o seu objetivo é poupar dinheiro, a poupança ou previdência privada podem ajudar nesse momento.

Se o seu objetivo é fazer um bom investimento, nenhuma dessas duas opções é uma boa escolha.

Isso porque, tanto a Poupança quanto a previdência privada rendem bem pouco. E, comparados a outros investimentos, você pode perceber que é possível investir  com muito mais rentabilidade e com a mesma garantia de segurança.

Levando essa questão em consideração, preparamos este artigo. Durante a leitura, você descobrirá o que é previdência privada, como funciona o rendimento da Poupança , quais as vantagens e desvantagens de cada uma e como investir melhor o seu dinheiro.

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Poupança: rendimento baixo e consumido pela inflação

O rendimento da Poupança depende de dois índices econômicos: a Taxa Selic e a Taxa Referencial (TR). Existe a remuneração básica, que é o valor mensal da TR, e a remuneração adicional, calculada segundo a Selic.

Funciona da seguinte maneira:

  • Caso a meta da Taxa Selic anual seja superior a 8,5%, você terá uma remuneração adicional de 0,5% ao mês.
  • Se a Selic for igual ou inferior a 8,5%, a remuneração adicional obtida será equivalente a 70% da Selic — rendimento que não ultrapassa a marca de 0,50% ao mês.

Desde setembro de 2017, o rendimento mensal da Poupança segue a regra dos 70% da Selic somados a Taxa Referencial, e entrega aos poupadores valores bastantes baixos.

Esse resultado muitas vezes fica abaixo da inflação, o que acaba com a rentabilidade da Poupança e faz com que seu dinheiro perca poder de compra.

Em 2018, por exemplo, o rendimento mensal tem girado em torno de 0,37% e o valor máximo que esse rendimento atingiu foi de 0,40% ao mês, enquanto a inflação chegou a atingir o pico de 1,26% no mês de junho.

Para ter uma visão ainda mais clara sobre a baixa rentabilidade da caderneta, se quiser saber quanto seu dinheiro rendeu pelo tempo que ficou aplicado, você pode fazer o cálculo do rendimento por meio da Calculadora do Cidadão. Ou você pode utilizar um simulador para fazer uma projeção de investimento e compará-lo com a Poupança.

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Vantagens e desvantagens da Poupança

Como mencionamos, o principal ponto negativo da Poupança é a sua rentabilidade. Ainda assim, ela é uma boa forma de começar a guardar dinheiro para fazer bons investimentos. Você também pode resgatar seu dinheiro a qualquer momento, mas fazer isso antes da data de aniversário implica a perda dos rendimentos.

Vantagens

  • Investimento simples e acessível.
  • Pode resgatar a qualquer momento.
  • Possui seguro do FGC até R$250 mil por CPF/CNPJ (mesma garantia de outros títulos de renda fixa).
  • Isenção de Imposto de Renda.

Desvantagens

  • Tem um rendimento extremamente baixo.
  • Não protege o dinheiro da inflação.
  • Não rende juros em aplicações com duração inferior a 30 dias.

Previdência privada: Imposto de Renda exorbitante e dinheiro preso na aplicação

Diferente da Poupança, o rendimento dos planos de previdência privada não seguem uma mesma regra em qualquer instituição financeira. Por isso, cada plano, de cada instituição, pode oferecer uma rentabilidade completamente diferente.

Para saber se essa rentabilidade é mesmo atrativa, é importante entender as regras do plano escolhido, comparar com a rentabilidade de outros investimentos e, principalmente, considerar as taxas cobradas e o modelo de Imposto de Renda aplicado ao plano.

Existem duas possibilidades de tributação: a tabela regressiva e a progressiva. E elas são válidas independentemente do plano ser PGBL ou VGBL.

  • Na tabela regressiva, quanto maior o tempo de aplicação, menos tributos você paga. Sendo assim, quem contribuiu até 2 anos precisa pagar 35% de tributos. Por outro lado, uma pessoa que investiu por mais de 10 anos, arca com apenas 10%.
  • Na tabela progressiva, a regra leva em conta o montante que você resgatou por ano. Desse modo, quanto maior a quantia resgatada no ano, maior a alíquota do Imposto de Renda. Nesse caso, a tributação do IR pode variar entre 0% e 27,5%.

Quem resgata uma quantia menor pagará menos imposto, e quem resgata uma quantia maior, pagará mais imposto.

Assim como ocorre na Poupança, as variações da inflação podem comprometer a rentabilidade de sua aposentadoria privada. Também é preciso considerar os tributos mencionados acima e as outras taxas que podem ser cobradas.

Vantagens e desvantagens da previdência privada

A previdência privada oferece poucos riscos para quem investe nela e é uma forma prática de planejar o futuro. Ainda assim, suas taxas e tributações podem comprometer boa parte da rentabilidade.

Vantagens

  • A estrutura dos pagamentos é ótima para quem tem dificuldade em poupar dinheiro.
  • Não é necessário continuar a previdência no mesmo banco ou seguradora até o fim do período combinado.
  • Pode ser uma alternativa para complementar a aposentadoria, com resgates mensais.
  • Em alguns casos, pode ser abatida no Imposto de Renda.

Desvantagens

  • A rentabilidade oferecida costuma ser muito baixa.
  • Tributação do Imposto de Renda é altíssimo comparado a outros investimentos de Renda Fixa.
  • As taxas de administração e sobre depósitos realizados (taxa de carregamento) também costumam ser bem altas.
  • O investidor que queira resgatar seus valores no curto prazo, pode ter dificuldades relacionadas a carência.
  • Também são cobradas taxas, normalmente muito altas, para retirar o dinheiro antes do prazo.
  • Não possui seguro do FGC, oferecendo risco na quebra da instituição financeira.

Como você pode ver, apesar de parecer uma boa alternativa para construir uma reserva para o futuro, a previdência privada pode não ser uma escolha tão interessante e você pode acabar deixando o seu dinheiro preso em um mau investimento.

Por isso, antes de tomar uma decisão é importante conhecer as opções existentes e avaliar qual delas se encaixa melhor em seu planejamento e objetivos.

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Como fazer investimentos melhores que a Poupança e previdência privada?

Agora que você já conhece as vantagens e, principalmente, as desvantagens da Poupança e da previdência privada, você deve estar se perguntando: ok, mas então, onde eu invisto o meu dinheiro?

Se você procura um investimento com bom rendimento e segurança, os títulos de Renda Fixa podem ser uma ótima escolha.

Os títulos de Renda Fixa, assim como a Poupança e a previdência privada, são investimentos onde você sabe, desde o momento da aplicação, quanto seu dinheiro irá render.

O próprio rendimento da previdência privada, muitas vezes, vêm desses títulos. Você aplica na previdência, enquanto a instituição administradora aplica em investimentos mais rentáveis, cobrando altas taxas de custódia e performance. Então, por que investir na previdência se você pode investir direto e pagando menos taxas?

Algumas dessas opções, muito conhecidas no mercado, são:

  • Títulos do Tesouro Direto: esses títulos são emitidos pelo governo e são considerados um dos investimentos mais seguros do mercado. Funcionam como se você emprestasse dinheiro para o governo e ele, em troca, te devolvesse o dinheiro acrescido de juros.
  • CDB: são títulos emitidos por bancos para arrecadar dinheiro para financiar suas atividades, como o fornecimento de empréstimos.
  • LCI e LCA: são títulos emitidos por bancos e financeiras para captar recursos para o financiamento do setor imobiliário e do agronegócio. Uma grande vantagem desses títulos é que eles são isentos de Imposto de Renda.

E muitos deles possuem a mesma garantia de segurança da Poupança, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que garante até R$250 mil por CPF/CNPJ e instituição financeira, desde que respeite um limite de no máximo R$1 milhão por investidor a cada 4 anos.

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Como funciona a Poupança?

A Poupança nada mais é do que uma conta que você pode abrir em um banco. Sua principal diferença em relação às outras contas — conta corrente, conta salário etc. — é que ela paga um rendimento (juros) todos os meses sobre o dinheiro que você deposita nela.

Esses juros são calculados de acordo com o valor que você colocou na conta. O pagamento é feito em um dia específico, mais conhecido como data de aniversário.

Por exemplo: se você depositou R$300,00 em 03 de setembro e R$400,00 em 20 de setembro, todo dia 03 você receberá os rendimentos correspondentes aos R$300,00, e todo dia 20 você receberá os rendimentos correspondentes aos R$400,00.

Nos próximos tópicos, falaremos de forma detalhada sobre o rendimento da Poupança. De qualquer maneira, já é possível adiantar que ele é muito baixo. Por isso, ela nem é considerada como um investimento. Devemos olhá-la como uma forma prática de juntar uma quantia e, a partir disso, investir em uma aplicação interessante.

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Como funciona a previdência privada?

Também chamada de aposentadoria particular, a previdência privada é uma alternativa para quem deseja ter uma boa renda no futuro. Não por acaso, algumas pessoas a usam como um complemento para a previdência social, que é a famosa aposentadoria pública, paga pelo INSS.

Os planos desse tipo de previdência são disponibilizados por seguradoras e bancos. Uma de suas principais característica é que, ao contratá-la, você pode estimar quanto precisa guardar para se aposentar em um determinado período de tempo.

Se você deseja se aposentar daqui a 30 anos e ter uma renda mensal de R$3.000, por exemplo, você descobrirá quanto precisa poupar por mês para esse plano. 

Diferentemente da previdência social, ela não é obrigatória. Além disso, a aposentadoria pública é controlada pelo Governo Federal e também oferece amparo aos aposentados e trabalhadores em outras situações, como gravidez, acidentes e doenças.

Existem, basicamente, dois tipos de previdência privada: PGBL e VGBL. Confira, logo abaixo, o que é cada um deles.

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)

O PGBL é um acréscimo à renda que você já tem. Os pagamentos são feitos mensalmente e podem ser deduzidos no ajuste anual de Imposto de Renda (IR) até o limite de 12% de sua renda bruta anual, e o investidor deve fazer a declaração completa de IR.

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

O VGBL funciona como um seguro pessoal de quem investe e contribui. Ao contrário do PGBL, ele não pode ser deduzido no ajuste anual de IR em nenhuma hipótese.

Outra diferença marcante em relação à modalidade anterior, é que o IR incide sobre o rendimento das aplicações. Ou seja, o valor acumulado ao longo dos anos não é considerado.

Escolher Poupança ou previdência privada deve ser um processo cuidadoso. Para ter um futuro tranquilo, analise todas as opções no mercado e escolha aquela que está mais adequada ao seu perfil. Sempre procure por praticidade, segurança e boas rentabilidades.

E lembre-se: essas duas opções não são as únicas alternativas para garantir seu futuro. O mercado financeiro oferece inúmeras modalidades para você colocar seu dinheiro para trabalhar para você, basta se informar para conhecê-las.

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