Pensamos a respeito do futuro frequentemente, não é mesmo? Porém, na hora de refletir sobre as contas e planejar nossa vida financeira, sempre surge uma dúvida do que fazer para ter uma aposentadoria tranquila, sem precisar depender apenas do INSS. Afinal, o que vale mais a pena: Poupança ou previdência privada?

Levando essa questão em consideração, preparamos este artigo. Durante a leitura, você descobrirá o que é previdência privada, como funciona a Poupança e assim por diante.

Como funciona a Poupança?

A Poupança nada mais é do que uma conta que você pode abrir em um banco. Sua principal diferença em relação às outras contas — conta corrente, conta salário etc. — é que ela paga um rendimento (juros) todos os meses sobre o dinheiro que você deposita nela.

Esses juros são calculados de acordo com o valor que você colocou na conta. O pagamento é feito em um dia específico, mais conhecido como data de aniversário. Por exemplo: se você depositou R$300,00 em 03 de setembro e R$400,00 e, 20 de setembro, todo dia 03 você receberá os rendimentos correspondentes aos R$300,00, e todo dia 20 você receberá os rendimentos correspondentes aos R$400,00.

Nos próximos tópicos, falaremos de forma detalhada sobre o rendimento da Poupança. De qualquer maneira, já é possível adiantar que ele é muito baixo. Por isso, ela nem é considerada como um investimento. Devemos olhá-la como uma forma prática de juntar uma quantia e, a partir disso, investir em uma aplicação interessante.

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Como funciona a previdência privada?

Também chamada de aposentadoria particular, a previdência privada é uma alternativa para quem deseja ter uma boa renda no futuro. Não por acaso, algumas pessoas a usam como um complemento para a previdência social, que é a famosa aposentadoria pública, paga pelo INSS.

Os planos desse tipo de previdência são disponibilizados por seguradoras e bancos. Uma de suas principais característica é que, ao contratá-la, você pode estimar quanto precisa guardar para se aposentar em um determinado período de tempo.

Se você deseja se aposentar daqui a 30 anos e ter uma determinada renda, será necessário contribuir com R$500,00 por mês até lá, por exemplo. 

Diferentemente da previdência social, ela não é obrigatória. Além disso, a aposentadoria pública é controlada pelo Governo Federal e também oferece amparo aos aposentados e trabalhadores em outras situações, como gravidez, acidentes e doenças.

Existem, basicamente, dois tipos de previdência privada: PGBL e VGBL. Confira, logo abaixo, o que é cada um deles.

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)

O PGBL é um acréscimo à renda que você já tem. Os pagamentos são feitos mensalmente e podem ser deduzidos no ajuste anual de Imposto de Renda (IR) até o limite de 12% de sua renda bruta anual, e o investidor deve fazer a declaração completa de IR.

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

O VGBL funciona como um seguro pessoal de quem investe e contribui. Ao contrário do PGBL, ele não pode ser deduzido no ajuste anual de IR em nenhuma hipótese.

Outra diferença marcante em relação à modalidade anterior, é que o IR incide sobre o rendimento das aplicações. Ou seja, o valor acumulado ao longo dos anos não é considerado.

Qual o rendimento da Poupança e da previdência privada?

Poupança

O rendimento da Poupança depende de dois índices econômicos: a Taxa Selic e a Taxa Referencial (TR). Existe a remuneração básica, que é o valor mensal da TR, e a remuneração adicional, calculada segundo a Selic.

Funciona da seguinte maneira:

Caso a meta da Taxa Selic anual seja superior a 8,5%, você terá uma remuneração adicional de 0,5% ao mês.

Se a Selic for igual ou inferior a 8,5%, a remuneração adicional obtida será equivalente a 70% da Selic — rendimento que não ultrapassa a marca de 0,50% ao mês.

Desde setembro de 2017, o rendimento mensal da Poupança segue a regra dos 70% da Selic somados a Taxa Referencial, e entrega aos poupadores valores bastantes baixos.

Esse resultado costuma ficar abaixo da inflação, o que acaba com a rentabilidade da Poupança e faz com que seu dinheiro perca poder de compra.

Se quiser saber mais a respeito, é possível fazer simulações por meio da Calculadora do Cidadão e comparar com outros investimentos.

Previdência privada

Para entender melhor o rendimento da previdência privada, é preciso considerar as duas tabelas de tributação: a regressiva e a progressiva. Lembre-se de que elas são válidas independentemente do plano ser PGBL ou VGBL.

Na regressiva, a lógica é esta: quanto mais tempo de aplicação seu dinheiro tiver, menos tributos você paga. Sendo assim, quem contribuiu até 2 anos precisa pagar 35% de tributos. Por outro lado, uma pessoa que investiu por mais de 10 anos, arca com apenas 10%.

A outra tabela, a progressiva, leva em conta o montante que você resgatou por ano. Desse modo, quanto maior a quantia, maior a alíquota do Imposto de Renda.

Quem resgata uma quantia menor pagará menos imposto, e quem resgata uma quantia maior, pagará mais imposto.

Assim como ocorre na Poupança, as variações da inflação podem comprometer a rentabilidade de sua aposentadoria privada. Também é preciso considerar os tributos mencionados acima e as outras taxas que podem ser cobradas.

Vantagens e desvantagens da Poupança

Como mencionamos, o principal ponto negativo da Poupança é a sua rentabilidade. Ainda assim, ela é uma boa forma de começar a guardar dinheiro para fazer bons investimentos. Você também pode resgatar seu dinheiro a qualquer momento, mas fazer isso antes da data de aniversário implica a perda dos rendimentos.

Vantagens

  • É prática e acessível.
  • Tem boa liquidez.
  • É tão segura quanto outros títulos de renda fixa.

Desvantagens

  • Tem um rendimento muito baixo.

Vantagens e desvantagens da previdência privada

A previdência privada oferece poucos riscos para quem investe nela e é uma forma prática de planejar o futuro. Ainda assim, suas taxas e tributações podem comprometer boa parte da rentabilidade.

Vantagens

  • A estrutura dos pagamentos é ótima para quem tem dificuldade em poupar dinheiro.
  • Não é necessário continuar a previdência no mesmo banco ou seguradora até o fim do período combinado.

Desvantagens

  • As taxas e os impostos podem ser altos.
  • O investidor que queira resgatar seus valores no curto prazo, pode ter dificuldades relacionadas a carência para resgate.

Escolher Poupança ou previdência privada deve ser um processo cuidadoso. Para ter um futuro tranquilo, analise todas as opções no mercado e escolha aquela que está mais adequada ao seu perfil. Sempre procure por praticidade, segurança e boas rentabilidades.

E lembre-se: essas duas opções não são as únicas alternativas para garantir seu futuro. O mercado financeiro oferece inúmeras modalidades para você colocar seu dinheiro para trabalhar para você, basta se informar para conhecê-las.

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