Você conhece a previdência privada PGBL? Essa sigla é utilizada para se referir ao Plano Gerador de Benefício Livre, uma modalidade de previdência particular que muitos brasileiros possuem ou têm interesse em adquirir.

No artigo de hoje, mostraremos detalhadamente o que é o PGBL, seu rendimento, riscos, e também se vale a pena ter um título desse tipo para complementar sua renda no futuro.

O que é PGBL — Plano Gerador de Benefício Livre

O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é uma modalidade de previdência privada que existe no Brasil atualmente. Assim como o outro tipo disponível, o VGBL, ele tem como finalidade a acumulação de recursos ao longo do tempo, para a complementação de renda na aposentadoria.

Em outras palavras, podemos dizer que as pessoas adquirem um título de PGBL com o objetivo de complementar a sua aposentadoria do INSS, ou, em alguns casos, até mesmo ser a única fonte de renda quando chegar o momento de parar de trabalhar.

PGBL e VGBL - veja a diferença

Uma diferença entre PGBL e VGBL é que este último pode ser classificado como um seguro pessoal, já o PGBL é um plano que pode servir para complementar a renda de uma pessoa futuramente.

Outra diferença muito marcante está relacionada às questões tributárias. No PGBL, os pagamentos mensais podem ser descontados do Imposto de Renda, o que não ocorre no plano de previdência privada VGBL.

O PGBL se diferencia do VGBL na hora de fazer o resgate do investimento. No PGBL, o IR incide sobre todo valor acumulado.

Ou seja, se você após 15 anos tiver na sua previdência PGBL R$50 mil, o IR vai incidir sobre o total na hora do resgate.

No caso do VGBL, a tributação ocorre apenas sobre o rendimento. Então, se o investimento que você fez rendeu R$50 mil em 15 anos, por exemplo, e o total a ser resgatado é de R$500 mil, o IR vai incidir apenas sobre os R$50 mil de juros acumulados no período.

Veja como funciona o rendimento do PGBL

O rendimento do PGBL não pode definido com 100% de certeza no momento da contratação. Isso significa que, se o gerente do seu banco ou outra instituição financeira passar essa informação e der certeza sobre ela, desconfie. A rentabilidade desse tipo de aplicação que você vê na hora de fechar o contrato é apenas uma projeção.

Assim sendo, ela leva em consideração uma série de fatores que podem ou não se concretizar ao longo do tempo. Isto é, o desempenho da aplicação pode não ser igual ao esperado, podendo ser maior ou menor que a estimativa realizada no momento da contratação.

Dessa forma, dependendo das circunstâncias, os planos de previdência privada podem proporcionar uma rentabilidade menor do que alguns investimentos de renda fixa como LCI, LCA, CDB e Tesouro Direto, por exemplo.

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Vantagens e Desvantagens do PGBL

Agora que você entendeu o que é o PGBL, as principais diferenças para o outro modelo, e sobre a sua rentabilidade, vamos te apresentar as vantagens e as desvantagens desse tipo de investimento. Confira:

Vantagens do PGBL

Uma das principais vantagens do PGBL e o que faz muitas pessoas optarem por essa modalidade de previdência privada é a possibilidade de deduzir até 12% da renda tributável que a pessoa obteve em um ano.

Você pode diminuir a base de cálculo que será apurado o IR a ser pago, fazendo com que o total do tributo também seja reduzido.

Outra característica interessante e que faz muita diferença no PGBL é o fato de o título não entrar no inventário. Ou seja, caso seu titular venha a falecer, o dinheiro é automaticamente direcionado para seus beneficiários, nomeados no momento em que o contrato foi fechado.

Desvantagens do PGBL

Uma desvantagem presente nesse tipo de investimento é a incidência das taxas de administração e de carregamento, que podem atrapalhar o rendimento final da aplicação. Além disso, no PGBL, devemos relembrar que o Imposto de Renda incidirá sobre todo o montante acumulado e não somente sobre o rendimento, como ocorre no VGBL.

Período mínimo para resgate do PGBL

O prazo para resgate do PGBL deverá obedecer ao período de carência estabelecido pelo banco, que nunca será inferior a 60 dias ou superior a 24 meses. Essa definição é dada no momento em que você fechar o contrato com a instituição de sua escolha.

Por isso, fique atento com as exigências do título que está comprando e leia com atenção todo o contrato antes de assinar para não ter surpresas desagradáveis.

Afinal, nesse período, além de não ser possível realizar o resgate, também pode não ser permitida a realização da portabilidade, que será assunto do nosso próximo tópico.

Portabilidade do PGBL

A portabilidade é, basicamente, a possibilidade de trocar a instituição em que você adquiriu o título, em busca de condições mais vantajosas. Isso é permitido, desde que tenha se passado o tempo de carência exigido pelo banco.

Para fazer isso, você precisa entender algumas regras:

  • Não será possível passar o seu plano de PGBL para VGBL.
  • Não é possível mudar a forma de tributação do IR, de progressiva para regressiva.

Por mais simples que o processo de portabilidade tenha se tornado, é de fundamental importância que você estude bem as regras e as demais questões que cada banco demanda. Isso evita que problemas surjam para atrapalhar seus planos.

Taxas e Tributação

As taxas do PGBL costumam ser três: de administração, cobrada sobre o valor total investido, de carregamento, que incidirá todas as vezes que você fizer uma aplicação ou pagamento das parcelas, e o Imposto de Renda

Com relação à tributação, você poderá escolher uma entre as duas tabelas existentes. A primeira é a regressiva, ou seja, à medida em que o dinheiro for permanecendo por mais tempo aplicado, as alíquotas serão menores. Veja como isso ocorre na prática:

  • Até 2 anos: 35%.
  • De 2 a 4 anos: 30%.
  • De 4 a 6 anos: 25%.
  • De 6 a 8 anos: 20%.
  • De 8 a 10 anos: 15%.
  • Acima de 10 anos: 10%.

A outra tabela é a progressiva que, ao contrário da anterior, suas alíquotas aumentam e não está ligada ao prazo, mas sim ao montante anual investido. Confira como ela funciona:

  • Até R$22.847,76 no fim de um ano: isento de Imposto de Renda.
  • Do valor anterior até R$33.919,80: 7,5%.
  • De R$33.919,92 até R$45.012,60: 15%.
  • De R$45.012,72 até R$55.976,16: 22,5%.
  • Acima de R$55.976,16: 27,5%.

Vale a pena investir no PGBL?

Na hora de decidir se PGBL vale a pena, você deve lembrar que este é um tipo de investimento interessante e que pode oferecer um baixo nível de risco. Entretanto, é necessário estudar muito bem essa alternativa, escolhendo instituições financeiras sólidas e confiáveis.

Além disso, é essencial alinhar seus objetivos aos investimentos que você faz, seja no PGBL ou VGBL.

Pois, como podemos perceber, este é um tipo de investimento em que o valor precisa ficar parado por um bom tempo, e caso precise solicitar o resgate antecipado, você poderá ter um custo muito alto.

Uma dica para evitar surpresas desagradáveis é ter um bom planejamento e conhecer outros tipos de investimentos mais simples para aplicar, com rendimentos melhores. Nesse sentido, os investimentos de renda fixa são uma opção interessante, pois oferecem boa rentabilidade sem abrir mão da segurança.

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