O Boletim da Conjuntura Econômica da Toro Investimentos traz para você, sempre no começo de cada mês, um resumo de qual é o cenário mais atualizado das condições econômicas no Brasil e no exterior, além de como isso tem afetado as decisões de investimentos no mercado e as perspectivas para o futuro. 

💬 O que é a conjuntura econômica?


A conjuntura econômica nada mais é do que a interpretação de como está o mais recente contexto da economia de forma geral, tomando como base alguns indicadores chaves, tais como:

  • Inflação e câmbio.
  • Taxa de juros (Selic).
  • Políticas fiscais e monetárias.
  • Emprego, renda e endividamento das famílias.
  • Confiança dos consumidores e dos empresários.
  • Níveis de atividade econômica, poupança e investimentos.
  • Ciclos das commodities e balança comercial (diferença entre importações e exportações).

Dessa maneira, o seu estudo também auxilia o entendimento dos ciclos econômicos de curto prazo e crescimento de longo prazo.

A análise da conjuntura permite que os economistas, investidores, governo, empresas, Assessores e Analistas de mercado se orientem no cenário atual, tomem melhores decisões e projetem os rumos que a economia nacional e global podem seguir. 

A ideia é tornar mais clara a compreensão de como a economia afeta a vida das pessoas, como o governo aplica suas políticas, como as empresas definem suas estratégias e como os investidores decidem quais produtos financeiros estão mais rentáveis para investir.

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📆 Como foi o mês de maio?


Pelo mundo, os principais fatos que mexeram com os mercados no mês anterior foram:

Local Principais destaques de maio
Brasil - IPCA tem alta de 1,06% em abril, a maior variação para o mês desde 1996.
- IPCA-15 de maio de 0,59% (12,2% em um ano), a maior variação desde nov/2003.
- Finalização da temporada de balanços do 1º trimestre de 2022.
- IBC-Br (prévia do PIB) de fevereiro com alta de 0,34%.
- Alta da taxa Selic em 1 p.p., chegando a 12,75% ao ano. 
- Aumento no volume de serviços em 1,7% em março.
- Crescimento de 1% nas vendas do comércio varejista.
- Confiança do consumidor tem a pior queda em 8 meses.
- Confiança empresarial cresce em maio para o maior patamar desde outubro.
- Indicador de Incerteza da Economia sobe em maio.
- Balança comercial com superávit de US$ 23,30 bilhões no acumulado do ano.
Estados Unidos - Elevação da taxa de juros pelo Fed, chegando ao patamar de 0,75% - 1% ao ano. 
- Revisão do  PIB do 1º tri para queda de 1,5%.
- Gastos do consumidor subiram 0,9% em abril.
- Inflação nos EUA (CPI) vai a 8,3% em 12 meses.
- Preocupação com recessão econômica se refletindo nas Bolsas em Nova Iorque. 
Europa - Repercussões da guerra Rússia-Ucrânia e sanções à economia russa.
- Embargo imediato de 75% da importação de petróleo russo pela UE.
- Inflação recorde de 8,1% em 12 meses na zona do euro, a maior desde 1999.
- Revisão do crescimento do PIB da zona do euro para 0,3% no 1º tri.
Ásia e emergentes - Relaxamento de medidas de restrição, especialmente Xangai e Pequim.
- Expectativa com demanda chinesa eleva os preços das commodities.
- Redução na taxa de juros da China na tentativa de estimular a economia.
- Desaceleração da produção industrial chinesa, japonesa e sul coreana. 
- Inflação começando a afetar o Japão de forma mais significativa.

 

Variação do Ibovespa

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, apresentou alta mensal acumulada de 3,22% em maio, se recuperando levemente da forte queda do mês anterior. 

No ano, o índice sobe 6,23%. Em 12 meses, registra uma queda de 11,78%.

Mês Variação em 2021 Variação em 2022
Janeiro −3,32% +6,98%
Fevereiro −4,21% +0,89%
Março +5,90% +6,06%
Abril +1,94% −10,10%
Maio +6,16% +3,22%
Junho +0,46% -
Julho −3,94% -
Agosto −2,48% -
Setembro −6,57% -
Outubro −6,74% -
Novembro −1,53% -
Dezembro +2,85% -
Acumulado −11,93% +6,23%


A Bolsa brasileira se destacou novamente em relação às bolsas no exterior: o Ibovespa se manteve resiliente, subindo em 13 dos 22 pregões ao longo do mês.

Grandes bancos e empresas de commodities impulsionaram a alta do Ibovespa em maio. Do lado dos setores de commodities, lideraram as altas, em pontos, os papéis das gigantes do índice, como Petrobras e Vale acompanhadas de Suzano, Eneva, BRF, Ultrapar e Gerdau.

No geral, contribuíram positivamente para a disparada nos preços do petróleo, com o barril do Brent tendo encerrando maio cotado na região dos US$120, uma alta de 6,33% no mês.

Confira quais foram as maiores altas e baixas do Ibovespa no mês anterior:

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Dólar

O dólar apresentou queda mensal de 3,86%, a maior para um mês de maio em 13 anos (em 2009, a moeda recuou 9,67%). Com isso, encerrou no patamar de R$4,7516.

Os preços da moeda americana foram bastante influenciados pelo anúncio de novos estímulos econômicos na China, em conjunto com a flexibilização de restrições neste País, o que reduziu a preocupação com a sua desaceleração econômica, além dos dados do superávit fiscal do setor público brasileiro em abril e do posicionamento do Federal Reserve sobre juros e política monetária como um todo.

No mais, o conjunto de dados americanos mais fortes que sugerem inflação está próxima do pico foi um fator que diminuiu os receios de estagflação e fomentaram fortalecimento do apetite por risco, favorecendo o desempenho de diversas classes de ativos, entre eles as moedas emergentes.

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Os ativos sugeridos, considerando os estudos fundamentalistas e técnicos com potencial de destravar preço para as ações em uma posição comprada que começa e termina em junho, segundo nossos Analistas, são: Vale (VALE3), B3 (B3SA3), BRF (BRFS3), Suzano (SUZB3), Raízen (RAIZ4), BTG Pactual, Gerdau (GGBR4), SLC Agrícola (SLCE3), Energias do Brasil (ENBR3) e Grupo Soma (SOMA3).

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flag-brazil_1f1e7-1f1f7 Conjuntura econômica brasileira


A conjuntura econômica nacional ainda debate fortemente os efeitos da inflação no crescimento do país. O IPCA de 12 meses segue na casa dos 2 dígitos e, em apenas 5 meses, já superou a meta estipulada pelo Banco Central para o ano. 

A inflação nacional é pressionada principalmente pelas altas nos preços dos alimentos e transportes. Por outro lado, o consumidor tem um alívio com o término na bandeira de escassez hídrica na conta de luz, retornando à bandeira tarifária verde.

Além dessa preocupação, o país segue com a incerteza nas perspectivas futuras e um ano de baixo crescimento do PIB, fundamentado na desaceleração da economia em função da perda do poder aquisitivo do consumidor, da compressão da renda real, do alto nível de taxa de juros e do desemprego ainda acima dos 10%.

Também pesam o conflito geopolítico no leste europeu, os impactos da desaceleração da China e os problemas na cadeia global de suprimentos que ainda afetam várias nações.

Por falar em juros, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 14 e 15 de junho, o mercado espera mais uma elevação na Selic como medida de conter o cenário inflacionário que se mostra persistente.

Com o avanço dos meses, os investidores também começam a ficar mais atentos às eleições de outubro e aos desafios econômicos da segunda metade do ano.

Por fim, em 1º de junho, o IBGE anunciou que o PIB do Brasil cresceu 1% no 1º tri de 2022, comparado aos 3 meses anteriores. Frente ao mesmo trimestre de 2021, o crescimento foi de 1,7%.

A maior alta veio do setor de serviços (+1%), enquanto o agronegócio recuou (-0,9%) e a indústria cresceu discretamente (+0,1%), o mesmo valor dos gastos do governo. Por fim, o consumo das famílias avançou 0,7%.

Indicadores da conjuntura econômica

Confira abaixo alguns dos principais indicadores da conjuntura econômica até o dia 31 de maio:

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Boletim Focus

Na última publicação, o Relatório Focus trouxe as projeções abaixo para o fechamento da inflação, PIB, dólar e Selic em 2022/23.

O mercado espera que a inflação medida pelo IPCA termine o ano novamente acima da meta de 3,5%. Até abril, o acumulado do ano é de 4,29%. Com isso, a taxa Selic se mantém em dois dígitos e, na próxima reunião do Copom em 14 e 15 de junho, é esperada uma elevação de 0,5 p.p. nesta taxa, levando-a ao patamar de 13,25% ao ano.

É importante lembrar que, devido à greve dos servidores do Banco Central, o boletim não tem sido divulgado todas as segundas-feiras como de costume. A data da última atualização foi em 29 de abril. 

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🌎 Conjuntura econômica mundial


Nos principais mercados, podemos destacar o seguinte contexto na análise da conjuntura econômica internacional:

Estados Unidos

Nos EUA, as Bolsas de Nova Iorque apresentaram desempenhos variados: o S&P 500 subiu 0,01%, o Dow Jones avançou 0,04% e o Nasdaq caiu 2,05%, em maio. No ano,  todos eles têm quedas: -13,3%, -9,21% e -22,78%, respectivamente.

Por lá, também seguem as preocupações com a inflação medida pelo CPI, que em abril chegou a 8,3% no acumulado de 12 meses e segue perto de seu maior patamar em 40 anos. Os custos que pressionam o índice são, principalmente, os de alimentação, gasolina e moradia.

Isso levou o Federal Reserve a elevar o patamar dos juros no país (0,75% a 1%). Apesar da suavização no aumento dos preços nas últimas leituras, a inflação segue persistente alta, o que eleva a probabilidade de um novo aumento de 0,5 ponto percentual no intervalo de taxas de juros nos EUA em 15 junho.

Também estima-se a probabilidade de igual aumento em julho, conforme sinalizado pelo presidente do FED, Jerome Powell.

Também vale acompanhar os dados sobre a economia americana neste mês, tais como geração de empregos, atividade econômica, gastos do consumidor e outros para averiguar se haverá ou não um risco de desaceleração mais forte ou até mesmo recessão, embora essa última possibilidade é menos provável aos olhos dos especialistas. 

Europa

Na Europa, o contexto inflacionário não é diferente. O índice de preços ao consumidor na zona do euro chegou a um novo recorde de alta ao somar 8,1% em maio (acumulado de 12 meses), o maior percentual desde 1999.

No velho continente, também pesam os altos preços dos alimentos e da energia muito em decorrência do conflito que se estabeleceu após a invasão da Rússia à Ucrânia e aos gargalos na cadeia global de suprimentos.

Assim sendo, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a entidade está em vias de tirar as taxas de juros do território negativo até setembro.

No último dia de maio, a União Europeia anunciou um embargo nas importações de petróleo russo para o bloco, com impacto imediato de 75% e que deve chegar até 90% até o final do ano.

A Arábia Saudita, atual líder de fato da Opep, havia indicado aos aliados ocidentais que estava preparada para aumentar sua produção de petróleo se a produção russa caísse substancialmente.

Ásia e mercados emergentes

Na China, as principais novidades vêm da flexibilização dos lockdowns, especialmente nas enormes cidades de Xangai e Pequim, embora a economia ainda leve determinado tempo para se normalizar.

Neste sentido, o governo chinês anunciou um pacote de gastos de US$120 bilhões em obras de infraestrutura, além de outras 33 medidas para reaquecer a economia no pós-restrições. Além disso, em movimento contrário ao resto das grandes nações, houve redução nas taxas de juros também como medida de estímulo.

Os dados da produção industrial chinesa de maio ainda indicam uma contração. O PMI (Índice dos Gerentes de Compras) segue abaixo da linha de corte dos 50 pontos, mostrando uma desaceleração, ainda que uma melhora tenha sido registrada no curto prazo.

A China, enquanto motor do crescimento mundial, também tem seus dados do PIB acompanhados bastante de perto. Em maio, o FMI reduziu sua expectativa de crescimento chinês em 2022 para 4,4%, trazendo perspectivas de fortes impactos para o crescimento mundial.

No Japão, os preços dos alimentos estão subindo de forma constante, refletindo os custos mais altos de materiais e insumos. Os aumentos no varejo são mais lentos do que nos EUA e na Europa, mas o apetite do consumidor por gastar pode diminuir se os preços continuarem a subir enquanto os salários se mostram estagnados.

📈Como a conjuntura afeta os investimentos?


A conjuntura econômica, no mundo dos investimentos, aponta para um cenário de aversão ao risco e procura por proteção contra a inflação em um contexto que se apresenta como desafiador para as economias mundiais, sobretudo para os gigantes EUA, China e União Europeia, o que traz reflexos globais.

Na Bolsa de Valores, já em abril, a B3 havia registrado queda de 11,4% no volume médio de negócios tanto no mercado à vista quanto em derivativos, isso quando comparamos com o mesmo período do ano passado.

O mercado tende a acentuar a volatilidade dos ativos de risco com a aproximação das eleições domésticas e com o movimento brusco das commodities. Logo, as empresas relacionadas às commodities têm guiado a alta anual do Ibovespa.

Também nota-se uma preferência do investidor por alocação na Renda Fixa com os juros em patamar elevado e com perspectiva de subir ainda mais.

De acordo com dados da Anbima, os Fundos de Renda Fixa acumulam R$114 bilhões de captação líquida até abril, o maior resultado da série histórica desde 2002, e lidera a captação na indústria dos Fundos.

Já os Fundos de maior volatilidade, como os de ações e multimercado, tem captação líquida negativa desde o início do ano, acumulando perdas de R$ 38,3 bilhões e 47,2 bilhões, respectivamente. 

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🏆Quem é responsável por esse conteúdo?

Conheça os Analistas de Investimentos da Toro que trazem uma análise completa da conjuntura econômica mensal para você:

Foto-lucas-redondoLucas Carvalho– Analista de Investimentos com certificações CNPI-Pleno, CFG, CGA e CGE. Tem experiência na área financeira e mercado de capitais, com foco em análises de longo prazo, valuation e cenário econômico. É formado em Economia pela PUC Minas, pós-graduado em Gestão de Negócios e possui MBA em Finanças pelo IBMEC.
 
Foto-paloma-redondoPaloma Brum– Analista de Investimentos com certificação CNPI, formada em Economia pelo IBMEC e em Relações Internacionais pela PUC Minas. Atua com foco no mercado de capitais, especialmente em análises de ativos para longo prazo, macroeconomia e Fundos de Investimentos.


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