Os ETFs da Bolsa de Valores do Brasil não pagam dividendos. Eles adotam a política de reinvestir os proventos recebidos das empresas nas próprias posições do Fundo, fazendo assim com que o preço da cota negociada na B3 se valorize.

Investir em ETFs é uma ótima maneira de se expor de modo passivo à valorização geral do mercado ou de determinado índice, uma vez que esses Fundos oferecem acesso a uma carteira diversificada de ativos por meio da compra de uma única cota. Essa facilidade tem tornado os ETFs entre as modalidades mais populares no Brasil.

Um levantamento recente mostrou que o número de investidores de ETFs aumentou 64% em junho de 2021 em relação a dezembro do ano anterior.

A pesquisa detalhou ainda que, hoje, pelo menos 400 mil brasileiros tinham pelo menos uma cota de ETF na sua carteira de investimentos. Porém, assim como as empresas e os Fundos Imobiliários, os ETFs distribuem proventos para os seus cotistas? É justamente essa questão que responderemos no artigo de hoje.

Leia até o final e confira os detalhes sobre a relação dividendos e ETFs e como eles se valorizam. Vamos lá?

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Os ETFs pagam dividendos?

Como os ETFs são negociados em bolsa, possuem tickers próprios como as empresas e têm bastante liquidez, sempre surge a dúvida se eles pagam aos cotistas dividendos das empresas que fazem parte da carteira do Fundo.

Lembre-se que o ETF é um Fundo de Investimento que compra as ações para você e monta uma carteira específica para acompanhar determinado índice. Contudo, ele não compra as ações no seu CPF, mas sim com a conta do Fundo. Então, os proventos são somados ao patrimônio do ETF, que está registrado como dono daquelas ações e, na Bolsa brasileira, não os repassa proporcionalmente aos cotistas.

No Brasil, os ETFs não pagam dividendos. Os proventos das empresas vão para a conta do ETF que os reinveste e rebalanceia as posições do Fundo, valorizando as cotas.

Portanto, os dividendos existem e são pagos, mas são reaplicados no próprio Fundo na proporção do índice que ele segue. Não existe legislação ou regra que obriga os ETFs a transferir os dividendos aos cotistas. Dessa maneira, todos eles optam por reaplicar os proventos recebidos, o que acaba refletido com as cotas ficando mais caras na Bolsa.

Ou seja, o dinheiro dos dividendos não ficam parados e os cotistas ganham com essa distribuição, mas de maneira indireta, visto que o preço das cotas se valoriza com essa política de reinvestimento.

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Como se ganha dinheiro com ETFs?

Então, como os ETFs se valorizam e como é possível ganhar dinheiro com eles? Uma vez que o investidor entende que eles são Fundos que replicam determinado índice de mercado, as cotas do ETF vão se valorizar, ou seja, ficar mais caras se as empresas que compõem o índice apresentarem bons resultados e crescerem ao longo dos anos.

Isso é mais provável de ocorrer no longo prazo, isto é, quando se detém a cota do ETF por mais tempo. Outra maneira de ganhar com os ETFs é realizando operações de trading, comprando quando eles estiverem em baixa e vender quando estiverem em alta. Atente-se que a análise técnica são extremamente necessárias para determinar esses pontos de entrada e saída.

Portanto, existem basicamente duas formas de ganhar comprando ETFs: com a valorização das cotas no longo prazo e ao comprar barato para vender mais caro.

Porém, ao contrário das ações, os ETFs não possuem isenção de Imposto de Renda quando você vende as cotas. Se o investidor comprar cotas de determinado ETF e as vender com lucro, deve apurar a tributação de 15% sobre o ganho de capital independentemente do valor da negociação.

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Existem ETFs de Dividendos?

Como vimos, não existem ETFs que pagam dividendos aos cotistas. Contudo, há Fundos que procuram investir em empresas reconhecidas como boas pagadoras de dividendos pelo alto dividend yield. São os casos do DIVO11 e do BBSD11. 

O DIVO11 é um ETF que é administrado de modo a refletir o desempenho do Índice de Dividendos (IDIV), calculado pela B3 e composto por empresas que se destacam na remuneração dos investidores, tais como: BB Seguridade (BBSE3), Itaú Unibanco (ITUB4), BR Distribuidora (BRDT3), Banco Santander (SANB11), Taesa (TAEE11) e Transmissão Paulista (TRPL4). A sua taxa de administração é de 0,50% ao ano.

Confira o desempenho do DIVO11 frente ao Ibovespa nos últimos anos:

Cotações de DIVO11 ETF de dividendos

Fonte: B3

Já o BBSD11 é um ETF que visa acompanhar a performance do Índice S&P Dividendos Brasil, calculado pela S&P Dow Jones Índices LLC. A política de investimento determina a alocação de ao menos 95% de ações do Índice, que existe com o objetivo de medir o desempenho dos 30 maiores ativos pagadores de dividendos, tais como: Vale (VALE3), Telefônica (VIVT3), Porto Seguro (PSSA3), Cyrela (CYRE3) e outros.

Confira abaixo o desempenho das cotações do BBSD11 nos últimos anos:

Cotações de BBSD11

Fonte: B3

Agora, se você deseja saber como encontrar e comprar as ações boas pagadoras de dividendos, veja o vídeo abaixo e confira como realizar isso com facilidade na plataforma da Toro:

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O BOVA11 paga dividendos?

O BOVA11 é um dos ETFs mais populares do mercado e, por várias vezes, aparece nas listagens dos Fundos com maior número de cotistas. Este é um ETF administrado pela gestora BlackRock que visa acompanhar o desempenho do principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa.

Por ser tão popular, também surge a dúvida de quando o BOVA11 paga dividendos. Assim como os demais ETFs da B3, este Fundo igualmente não distribui proventos, mas os reinveste nas suas posições, isto é, comprando mais ações de acordo com o rebalanceamento do índice. As cotas então se valorizam com isso.

Veja abaixo um demonstrativo da valorização das cotas do BOVA11 no retorno total, isto é, quando reinveste os dividendos no próprio Fundo, até 30 de junho de 2021. Perceba que, desde o início, ele acompanha bem de perto o desempenho do Ibovespa:

Desempenho histórico BOVA11

Fonte: BlackRock

Os ETFs americanos pagam dividendos?

Aqui, devemos ter um pouco de cuidado ao responder esta pergunta. Por um lado, os ETFs americanos negociados na B3 seguem a mesma regra dos demais Fundos: não pagam dividendos e reinvestem nas posições do próprio ETFs.

Por outro lado, os ETFs americanos negociados nas Bolsas do Estados Unidos (Nasdaq, New York Stock Exchange, por exemplo) adotam a política de repassar os proventos pagos pelas empresas de modo proporcional aos cotistas.

Perceba que não há pior nem melhor cenário. Isso varia de acordo com os seus objetivos e perfil de investidor, uma vez que é possível ganhar das duas maneiras, seja com os proventos, seja com a valorização da cotação pelo reinvestimento dos dividendos.

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Reforma Tributária e os dividendos: o que preciso saber?

Em meados 2021, chegou ao Congresso Nacional a proposta de Reforma Tributária que prevê, entre outros itens, a tributação dos dividendos e extinção dos Juros Sobre o Capital Próprio.

Atualmente, os dividendos das empresas e os rendimentos de Fundos Imobiliários são isentos de Imposto de Renda. Isto significa que, hoje, o valor que a companhia ou FII decidem pagar aos acionistas é o mesmo que chega à sua conta, sem descontos.

O plano do governo é que os dividendos sejam tributados em 20% no pagamento aos acionistas. O intuito é aliviar parte da carga tributária para as empresas.

Como os ETFs não pagam dividendos aos cotistas, haverá, caso confirmado, a redução no valor que o Fundo reinveste a fim de valorizar as cotas.

No entanto, esse é um assunto que ainda está em avaliação nos outros poderes e não há nada aprovado. Então, para quem investe na Bolsa, vale a pena acompanhar as possíveis mudanças que ocorrerão após as discussões e aprovação da versão final da Reforma.

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