O touro e o urso estão frequentemente na representação das oscilações da Bolsa de Valores e dos mercados futuros. Eles são as representações metafóricas dos mercados em tendência de alta e baixa, respectivamente.

Na frente da Bolsa de Valores de Nova Iorque, há a famosa estátua do touro, que já apareceu em muitos filmes e séries, além de ser uma atração turística.

Já na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, há a representação tanto do touro quanto do urso. No artigo de hoje, você vai entender o que é o Bear Market, como ele acontece, suas características e estratégias de investimentos para os momentos em que a Bolsa estabelecer uma tendência de queda.

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O que é o Bear Market?

Afinal, qual é o significado de Bear Market? Os ativos de Renda Variável podem apresentar 3 tendências características nos movimentos dos preços: estabilidade, alta ou baixa. Então, o uso do touro (bull) e do urso (bear) são símbolos para representar estas tendências, quando as cotações não estão em consolidação.

Bear Market é um jargão financeiro que caracteriza a Bolsa ou um mercado específico em tendência de queda prolongada e reforçada pelo clima de pessimismo, incerteza e/ou aversão ao risco.

Então, o Bear Market se estabelece quando o movimento vendedor se sobressai ao comprador e exerce essa força por um período prolongado.

Isso significa que os investidores estão mais pessimistas com os ativos da Bolsa de Valores, não enxergam um futuro claro para as empresas e Fundos ou desejam tomar menos risco nos investimentos, dadas as condições atuais do mercado e da economia.


Bear Market x Bull Market: quais são as diferenças?

Como dissemos na introdução do artigo, o touro e o urso no mercado financeiro são representações metafóricas conforme a direção do mercado (alta ou baixa). 

Não se sabe exatamente a origem da escolha dos dois animais para tal, mas especula-se que esteja ligado à forma como eles atacam.

Isto é: o touro realiza o movimento com os chifres de baixo para cima, enquanto o urso fica de pé sobre duas patas e ataca de cima para baixo

Mas independente das explicações, os termos já se tornaram jargões da área e são usados para definir as tendências do mercado.

Portanto, o movimento bearish representa uma atitude vendedora e a tendência de baixa. Já o mercado bullish simboliza a força dos compradores e a tendência de alta.

Do leilão constante entre compradores e vendedores nos diversos mercados da Bolsa de Valores é que se estabelecem as cotações dos ativos e, quem demonstrar mais força, define a direção da tendência do mercado.

O que causa um Bear Market?

Você já sabe que a Renda Variável incluir ativos que tem suas cotações alteradas o tempo todo com os movimentos de compra e venda. 

Mas quais são as razões pelas quais o mercado pode entrar em uma tendência de queda que se arraste por mais tempo?

Os principais fatores que fazem a Bolsa entrar ou se sustentar em Bear Market são:

Fator Característica
Pessimismo e incerteza Os investidores se tornam mais pessimistas quanto ao futuro dos ativos listados na Bolsa. 
Piora nos indicadores econômicos Números ruins em dados como inflação, PIB, desemprego, entre outros aferam a confiança dos empresários e consumidores.
PIB em retração ou em baixo crescimento Se a economia cresce menos, o desaquecimento afeta diretamente o desempenho e vendas das empresas.
Aversão aos ativos de risco da Bolsa Há mais interessados em vender do que comprar os ativos de Renda Variável. Neste caso, aumenta a aversão aos ativos de risco.
Maior atratividade da Renda Fixa Aumentos na taxa Selic podem tornar a Renda Fixa mais interessante e provocar uma migração.
Ciclos das commodities As principais commodities podem entrar em ciclos de baixa prolongados e afetar as ações diretamente atreladas a elas. 
Crises setoriais Crises em grandes setores econômicos atingem as empresas que deles fazem parte, causando quedas nas cotações.
Saída de investidores estrangeiros A busca do investidor internacional por mercados mais lucrativos pode causar movimentos vendedores na Bolsa. 
Menor número de IPOs Durante os períodos de baixa, o número de empresas lançando ações no mercado ou fazendo follow-ons (ofertas secundárias) diminui. 
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Como identificar um Bear Market?

Tenha em mente que nem toda queda de curto prazo caracteriza o mercado como Bear Market. Para isso, é necessário que o movimento negativo seja prolongado e marcado por alguns fatores que são peculiares e se repetem. Entre eles, podemos destacar:

CARACTERÍSTICAS DO BEAR MARKET:

🐻 Papéis em queda prolongada: boa parte das principais ações, Fundos Imobiliários, BDRs ou mercados futuros entram em uma tendência de queda prolongada (meses ou anos).

🐻 Onda de negatividade: notícias e fatos econômicos corroboram o clima de pessimismo na Bolsa de Valores.
 
🐻 Clima de incerteza: aumenta o grau de incerteza quanto aos rumos da economia e dos ativos de Renda Variável. 

🐻 Migração para a Renda Fixa
: observa-se uma migração mais forte dos investidores para produtos de Renda Fixa. 

Quanto tempo dura um Bear Market?

Não há um consenso de quanto tempo deve durar o Bear Market, tendo em vista que várias durações já foram registradas.

O mercado pode estabelecer uma tendência de baixa por alguns meses ou se prolongar por alguns anos. 

No curto prazo, pode haver subidas consideráveis, mesmo em momentos de Bear Market, mas, como dissemos, é preciso analisar a tendência em um período maior.

Se a linha de tendência for negativamente inclinada e de maneira prolongada, trata-se de um Bear Market.

Bear Markets marcantes na Bolsa do Brasil

Desde os anos 2000, a Bolsa de Valores do Brasil apresentou alguns períodos de Bear Market em que esteve em queda por alguns meses ou anos, sobretudo marcada pelos seguintes eventos: 

  • 2000/2002: reflexos da crise das empresas "pontocom" nos EUA e da crise argentina de 2001.
  • 2008: crise do subprime no mercado americano e consequentes impactos no mundo. 
  • 2010/2016: Bear Market marcado pela incerteza e períodos de recessão econômica.
  • 2020: reflexos do isolamento social devido à pandemia do Covid-19.
  • 2021: aumento da incerteza fiscal, crise energética e aumentos da taxa Selic e inflação.
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O que fazer quando a Bolsa está em queda?

Agora que você já compreende o que é o Bear Market, vamos abordar as estratégias que podem ser adotadas neste ensejo. De forma resumida, as principais atitudes tomadas pelos investidores durante as quedas prolongadas do mercado são: 

1. Operar vendido (short selling) / venda a descoberto

Para quem realiza operações dos tipos Day Trade e/ou Swing Trade, o Bear Market pode ser um bom momento para traçar estratégias e operar vendido (vender um ativo por um preço e, em seguida, recomprá-lo mais barato, embolsando a diferença). Essa estratégia também é chamada venda a descoberto ou short selling, em que você opera um ativo que não tem em carteira.

2. Hedge de ações

O hedge de ações é um modo de fazer com que a volatilidade dos ativos não afete os seus investimentos de modo muito negativo. Essa tática é feita ao comprar opções de ações ou aplicar em produtos que seguem índices beneficiados com a movimentação descendente do mercado. Essa estratégia é muito utilizada em transações que envolvem commodities

3. Comprar mais e buscar empresas resilientes na crise

Já para que investe na Bolsa de Valores com objetivos de longo prazo, nos momentos em que o mercado está em queda se tornam boas oportunidades para comprar mais ações e cotas das empresas e Fundos que você gosta a preços mais baixos, reduzindo o seu preço médio de aquisição.

Além disso, é um excelente período para estudar quais são as empresas que se mostram mais resilientes durante os períodos de crise, isto é, se mantém lucrativas ou com bons fundamentos

4. Aumentar a diversificação na sua carteira

Se você optar por comprar mais ativos durante o Bear Market e se seu portfólio está pouco diversificado, também encontrará uma excelente oportunidade para aumentar a diversificação a preços mais atrativos.

A diversificação é o principal mecanismo de proteção do investidor na Renda Variável. 

Muitos investidores aproveitam as baixas nas cotações para aumentar o número de empresas na carteira de ações e torná-la mais diversificada. 

5. Aplicar o value investing

Os períodos de Bear Market também abrem boas possibilidades de aplicar a estratégia do value investing que, por meio do estudo dos fundamentos, permite localizar boas empresas e Fundos para o longo prazo que estão sendo negociados a um preço abaixo do "justo".

Quando o mercado enfrenta períodos de queda descontrolada, alguns ativos podem ter os preços "descolados" demais da realidade do negócio.

6. Praticar o buy and hold e a resistência emocional

Investir em Renda Variável também é um exercício de paciência e resistência emocional. Para quem aplica a estratégia do buy & hold, encarar os momentos de queda com naturalidade e com foco no longo prazo ajuda o investidor a não tomar decisões precipitadas no calor da emoção.

Os holders, isto é, aqueles que vão carregar suas ações por muitas décadas, entendem que as oscilações de curto prazo devem ser desconsideradas.

7. Reduzir exposição na Bolsa

Outro movimento muito comum em tempos de Bear Market é reduzir ou pausar os aportes na Bolsa de Valores. Quando estes investimentos se tornam mais arriscados, muitos investidores tendem a procurar a segurança da Renda Fixa, dada a taxa DI vigente. 

Contudo, tome cuidado para, ao realizar esse movimento, não incorrer em gastos excessivos com corretagem, taxas e impostos.

8. Aumentar o patrimônio em Renda Fixa

Por fim, há quem prefira, além de reduzir o patrimônio em Bolsa, aumentar a exposição nos melhores investimentos de Renda Fixa. As aplicações desse tipo tem sua atratividade definida pela taxa Selic, portanto, além do menor interesse na Renda Variável, o valor desta taxa vai determinar se os produtos de Renda Fixa estão atrativos ou não. 

Tenha em mente que a taxa Selic estará alta em todos os períodos de Bear Market. A Bolsa  pode, por outros motivos, cair fortemente independentemente da atratividade da Renda Fixa. 

Onde investir este ano?

Recentemente, a Bolsa de Valores passou por um momento de Bear Market considerável pontuado por vários fatores. Nesse clima de incerteza e de cotações em queda, onde é melhor investir?

Pensando nisso, os especialistas da Toro selecionaram os melhores ativos para você investir neste ano visando a boa diversificação e o investimento inteligente, conforme os movimentos do mercado. 

Acesse o link abaixo e confira quais são os artigos recomendados para este ano e comece a aplicar com corretagem zero. Se você ainda não tem conta na Toro, faça o seu cadastro agora mesmo e invista como um profissional. 

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