Certamente você já parou para pensar que os preços das coisas estão sempre subindo, em determinados períodos, não é mesmo? Essa sensação está ligada com um fenômeno bastante presente no nosso dia a dia: a inflação.

Se é ela que contribui para o aumento dos preços do que você compra no supermercado, por exemplo, o que acontece se o cenário de inverter? A resposta é direta: ocorre a deflação.

A possibilidade deste cenário começou a ser mais falada recentemente, em dezembro de 2018, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicou uma deflação de 0,16% no mês.

Esse estudo tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que analisou e identificou a queda de preços em diversos produtos e serviços do mercado brasileiro, como transporte, produtos de higiene e alimentação.

Mas você sabe o que é deflação? Sabe como este movimento de queda de preços afeta a economia brasileira e a sua vida? Neste artigo, vamos falar um pouco sobre isso e apresentar para você os principais pontos para te ajudar a entender esse movimento da economia.

Ao longo deste conteúdo você vai ver algumas informações sobre:

  • O que é deflação?
  • O que causa a deflação?
  • Qual a diferença entre deflação, desinflação e inflação?
  • Quais os riscos e efeitos da deflação?

O que é deflação?

Como o próprio nome indica, a deflação é o processo inverso da inflação. Isso quer dizer que você pode entender este termo como a queda de preços constante e generalizada dos produtos e serviços oferecidos aos consumidores.

Olhando só pela explicação, parece que é um processo muito bom e deve ser buscado por todos os responsáveis pela gestão financeira dos países, não é mesmo? Entretanto, apesar de parecer algo bastante positivo, a deflação por longos períodos pode representar um grande perigo para a economia de um país.

Você pode perceber um exemplo histórico deste fato, ao analisar os efeitos da queda da Bolsa de Valores de Nova York em 1929.

Com a crise que nos Estados Unidos, naquela época as empresas foram obrigadas a cortar os preços dos produtos e serviços, levando o mercado a um estado de recessão.

Esta queda dos preços, sem previsão de subida, refletiu diretamente em perda de empregos e queda da renda das pessoas, colocando todo o país em uma das maiores crises econômicas da história.

Dessa forma, podemos dizer que a análise do preço dos produtos funciona como um termômetro para a economia.

O esperado é que aconteça uma elevação controlada a cada espaço de tempo e com isso eleve também outros indicadores, como renda da população, oferta de empregos e consumo.

Quando acontece o movimento contrário por muito tempo, pode indicar que há algum problema com a economia do país e que é preciso combater as causas dessa deflação.

É importante você entender o que é deflação, para conseguir perceber melhor o cenário econômico atual e criar o melhor planejamento financeiro para valorizar o que você tem no bolso e caminhar rumo aos seus sonhos.

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O que causa a deflação?

Como citamos o que causou a deflação nos Estados Unidos no século passado, é importante falarmos também sobre o que pode causar a deflação atualmente. Dessa forma, será mais fácil você entender o que pode acontecer caso ocorra uma queda prolongada de preços no mercado.

A principal causa está relacionada ao aumento da oferta de produtos e a falta de demanda para a compra.

Isso acontece quando há mais produtos no mercado do que pessoas querendo comprar estes produtos.

Quer ver um exemplo possível para essa situação? Imagine que há uma alta na produção de tomates, porém a população não está procurando tomates nas feiras, nos mercados e nos supermercados que vendem derivados deste produto.

O resultado dessa alta oferta e falta de demanda é a redução de preços para que o consumo seja estimulado. Essa redução no preço do tomate pode parecer positiva para o seu bolso à primeira vista, porém quando é constante e dura muito tempo, pode trazer impactos negativos para a indústria e até mesmo para você.

Isso porque esse movimento de queda pode atrapalhar os negócios, causar desemprego e atrapalhar a economia do país.

Outro fato que também pode causar a deflação é a pouca quantidade de moeda em circulação, pois menos dinheiro circulando significa menos pessoas comprando, o que pode desestimular ainda mais o consumo e afetar a produção, gerando queda dos preços e problemas na economia.

Entendeu o que leva a deflação a ser um processo tão ruim quanto a inflação elevada? Compreender o mercado financeiro nem sempre é tão simples como parece. Por isso, é preciso sempre contar com boas referências, principalmente de quem realmente como investir e se proteger nesses momentos.

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Qual a diferença entre deflação, desinflação e inflação?

Então, segundo o que apresentamos aqui, temos que torcer pra sempre acontecer uma alta dos preços de produtos e serviços? A resposta é não. O ideal é que aconteça o que chamamos de desinflação.

Desinflação é o processo da diminuição da inflação, ou seja, quando acontece uma subida dos preços, mas menor do que é esperado.

Que tal entender isso melhor? Imagine que você mensalmente vai ao mercado e encontra os tomates com preços 20% mais altos em janeiro do que o valor do mês anterior. Entretanto, um mês depois, nota que o preço subiu 10% em fevereiro e que em março houve alta de 5%. Está caracterizada uma situação de desinflação.

Dessa forma, enquanto na deflação encontramos um movimento de queda de preços, na desinflação o movimento é de subida, porém em um percentual menor do que era apresentado ou esperado para determinado período.

Você pode perceber que a inflação é usada como referência para a definição dos outros termos, por isso precisamos ter certeza que você sabe o que ela significa.

Veja só: a inflação é o aumento contínuo e generalizado dos preços dos produtos e serviços oferecidos no mercado em um determinado período de tempo.

Confira um resumo sobre a diferença entre inflação, deflação e desinflação:

MOVIMENTO DA ECONOMIA CONCEITO
Inflação Aumento contínuo e generalizado dos preços
Deflação Queda dos preços de produtos e serviços do mercado
Desinflação Redução da inflação, quando os preços sobem, mas de forma reduzida.

Saber a distinção entre estes conceitos é importante e faz a diferença em todos os momentos em que você for pensar qual a melhor forma de usar seu dinheiro, tanto para encontrar o melhor momento para gastar, quanto para investir no seu futuro.

Ou seja, saber se o cenário econômico apresenta um movimento de inflação, deflação ou desinflação é importante para encontrar as melhores opções para valorizar seu dinheiro e garantir os melhores rendimentos.

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Riscos e efeitos de uma deflação

Como já falamos aqui, a queda constante e desregulada dos preços pode trazer alguns riscos e efeitos negativos para a economia de um país.

Podemos usar como exemplo um conceito que alguns economistas chamam de cadeia deflacionária.

Imagine que o dono da fazenda de tomates não consegue vender sua safra pelo preço que estava esperando e é obrigado a reduzir os preços, buscando aumentar as vendas para suavizar o prejuízo.

Porém, não consegue vender tudo e acaba tendo prejuízos, chegando ao extremo de ter que demitir funcionários para se enquadrar à realidade do mercado.

Os funcionários que foram demitidos, por sua vez, perdem o emprego e, consequentemente, toda ou parte da renda, sendo obrigados a reduzir alguns gastos. Com isso, eles deixam de consumir para economizar, parando de fazer compras grandes em supermercados, por exemplo.

Os donos de supermercados percebem a queda de venda e são obrigados a reduzir os pedidos que encomendam às indústrias de alimentos, afetando assim o faturamento deste mercado.

Já as indústrias, entendendo a situação do mercado, reduzem a compra de produtos usados para a fabricação de alimentos, diminuindo ainda mais a demanda por tomates que seriam usados para fazer molho de tomate, ketchup e outros produtos.

Percebeu como acontece um ciclo repetitivo que afeta várias pessoas e prejudica a economia como um todo? Esse é um exemplo de como a deflação tende a gerar um grande problema para trabalhadores, empresários e para todos inseridos nesse sistema.

É por isso que sempre lembramos sobre a importância de ter uma reserva financeira para evitar passar por grandes dificuldades caso ocorra deflação por aqui.

Você deve pensar em opções de investimentos que possibilitam bons rendimentos para seu dinheiro.

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Deflação e IPCA: qual a relação?

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) é o indicador medido mês a mês pelo IBGE que representa a variação de preços no mercado. Por meio deste índice, é possível entender se o cenário é de inflação, deflação ou desinflação.

O IPCA também é importante para quem investe, pois alguns investimentos de renda fixa podem apresentar rentabilidade relacionada a este indicador.

Entre as opções destacam o Tesouro IPCA, modalidade do Tesouro Direto que é influenciado pelo índice.

Portanto, você deve saber o que é deflação para conseguir analisar e entender melhor o cenário da economia que está acontecendo. Este conhecimento é fundamental para você saber como cuidar bem do seu dinheiro, seja no momento de alta ou seja de queda dos preços.

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