As empresas que estão com ações em queda são: Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3), Pão de Açúcar (PCAR3), Americanas (AMER3), EZTec (EZTC3), Natura (NTCO3), IRB Brasil (IRBR3), Qualicorp (QUAL3), Cogna (COGN3) e Lojas Americanas (LAME4).

Estar por dentro de quais são as ações em queda hoje representa uma oportunidade de ganhos. Primeiro, há a chance de comprar suas ações por um preço mais barato, potencializando os seus ganhos no longo prazo.

Além disso, pode utilizar essa informação para traçar estratégias para ganhar com vendas papeis em queda (operar vendido) ou de venda a descoberto. Logo, com o aquecimento do mercado, há a possibilidade para todos os tipos de investidores.

Um levantamento da Yubb mostrou que as ações foram o tipo de investimento que mais atraíram interesse em 2021.

Os Fundos de Ações foram o terceiro da lista, de acordo com a pesquisa. O top 10 dos investimentos preferidos no Brasil foi: ações, CDBs, Fundos de Ações, Fundos Multimercados, Tesouro Direto, ETFs, LCI/LCA, FIIs, Criptoativos e LCs. Portanto, o momento é das ações e neste artigo, vamos abordar quais são os papeis que estão em queda para você aproveitar as oportunidades.

Ao ler todo o conteúdo, você vai desvendar:

  • Como está a Bolsa de Valores hoje.
  • O que faz o mercado e as cotações das ações caírem.
  • As ações em queda hoje: fechamento do primeiro semestre.
  • Ações com as maiores quedas mês a mês.
  • Como ganhar com ações em queda.

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Qual é o atual patamar da Bolsa de Valores?

janeiro de 2022, o índice terminou o primeiro mês do ano com alta de 6,98%, melhor desempenho desde dezembro de 2020. O mercado acompanha as definições sobre a taxa de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e demais questões macroeconômicas relevantes para o ano.

Já em fevereiro, o cenário foi marcado pelas reações dos investidores à invasão da Rússia à Ucrânia e o movimento das commodities. Além disso, houve também o início de mais uma temporada de balanços trimestrais, com resultados do 4T21 das empresas listadas em Bolsa.

A expectativa do mercado é observar se o Ibovespa conseguirá reverter o desempenho negativo no ano pasado.

No primeiro trimestre de 2022, o Ibovespa acumulou alta de 14,48%.

Contudo, no mês de abril, índice terminou com queda de 10,1%, a pior retração desde março de 2020, início da pandemia. Neste mês, predominou a aversão aos ativos de risco com os temores com novos lockdowns na China por conta da Covid-19, o tom e atitudes mais duras dos Bancos Centrais pelo mundo, sobretudo do Fed, na elevação de juros para conter a inflação global e o impacto do conflito Rússia-Ucrânia na economia internacional.

Na oscilação mensal, a variação do Ibovespa se comportou da seguinte forma no mês a mês:

Mês Variação em 2021 Variação em 2022
Janeiro −3,32% +6,98%
Fevereiro −4,21% +0,89%
Março +5,90% +6,06%
Abril +1,94% −10,01%
Maio +6,16% +3,22%
Junho +0,46%  -
Julho −3,94%  -
Agosto −2,48%  -
Setembro −6,57%  -
Outubro −6,74%  -
Novembro −1,53%  -
Dezembro +2,85%  -


Os principais fatos que mexem com os mercados e com os índices, tanto no Brasil quanto no exterior, foram:

  • Conflito Rússia x Ucrânia, impacto nas commodities e efeitos das sanções.
  • O aumento do número de doses de vacinas aplicadas e a retomada econômica.
  • O surgimento e proliferação de novas variantes pelo mundo.
  • Os dados da inflação no Brasil e nos EUA, bem como os ajustes na taxa de juros.
  • A recuperação dos países com dados do PIB.
  • O desenrolar da crise na cadeia de suprimentos.
  • As discussões em torno da Reforma Tributária e questões fiscais nacionais.
  • A crise hídrica-energética e seus impactos no custo dos bens de consumo.
  • A crise energética na China e o desenrolar das dificuldades da Evergrande.
  • Inflação recorde na Europa.

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Veja as melhores ações para investir no curto prazo hoje Acesse grátis agoraO que faz a Bolsa e a cotação das ações caírem?

Antes de falarmos dos papéis que estão em queda, vamos lembrar alguns dos fatores que podem fazer com que a Bolsa de Valores e a cotação das ações caiam. Isso se faz importante, pois um investidor bem informado e consciente do que se passa no mercado estará mais preparado para ter melhores retornos.

A Bolsa de Valores pode entrar em períodos de queda por diversos motivos, sendo os principais entre eles:

  • Maior força dos vendedores.
  • Pessimismo com a economia de modo geral.
  • Riscos políticos, fiscais, administrativos, jurídicos, tributários e econômicos do país.
  • Crises setoriais.
  • Ciclos de baixas das commodities.
  • Políticas monetárias contracionistas, isto é, aumento na taxa de juros.
  • Expectativas ruins para o futuro das principais empresas da Bolsa, entre outros.

É importante lembrar que, quando falamos que o mercado está caindo, normalmente toma-se como referência algum índice, como o Ibovespa, o Small Caps, entre outros. Esses indicadores funcionam como termômetros que ajudam a mensurar as tendências do mercado.

no caso das empresas, o preço das ações no pregão de negociação podem ter tendência de alta ou baixa, independente da direção do índice. Por exemplo, as ações da empresa X podem estar caindo mesmo que o índice esteja em alta.

Os principais fatores que podem fazer com que a cotação de uma ação esteja em queda, especialmente no curto prazo, são:

  • Piora nas expectativas de geração de lucro ou caixa da empresa.
  • Prejuízos consecutivos nos resultados trimestrais.
  • Denúncias contra a empresa ou falhas da administração.
  • Perda de espaço no mercado pela entrada de concorrentes ou produtos substitutos.
  • Mudanças na legislação ou tributação que impactem a companhia.
  • Crise no setor em que atua, entre outros.

Por fim, é importante diferenciar o que são os riscos sistêmicos e não-sistêmicos. Os não-sistêmicos são aqueles que afetam uma empresa ou grupo de empresas específicos e não todas as empresas (como a atual crise hídrica-energética).

Já os sistêmicos, por sua vez, dizem respeito aos riscos que envolvem todas as empresas da Bolsa (mudanças na tributação, grandes crises recessões econômicas, por exemplo). 

Confira um vídeo especial do nosso Analista de Investimentos, Victor Lima, sobre os investimentos de curto prazo:

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Grandes crises econômicas na história da Bolsa de Valores

Outro ponto importante que o investidor saiba é estar por dentro quais foram as principais crises econômicas da história do mercado. Isso é importante para saber como elas aconteceram, impactaram o mercado e como a Bolsa de Valores se recuperou. Desse modo, é possível investir com mais segurança, tranquilidade e consciência, além de aproveitar as oportunidades das ações em queda.

As principais crises ou acontecimentos da história recente que causaram recessões e/ou fizeram com que muitas ações caíssem foram:

  • 2020/2022: pandemia do Covid-19, inflação global e conflito Rússia/Ucrânia.
  • 2015/2016: recessões econômicas de 2015/2016 no Brasil.
  • 2008: crise do subprime.
  • 2001: atentados de 11 de setembro em Nova York.
  • 1995 a 2000: bolha da internet.
  • 1997: crise dos tigres asiáticos.
  • 1994: crise dos mercados emergentes.
  • 1980: crise da dívida dos países latino-americanos.
  • 1973: crise da OPEP.


Esses são alguns exemplos de como as crises fazem parte do sistema econômico e acontecem de tempos em tempos, impactando o desempenho das ações na Bolsa. 

Portanto, sempre haverá momentos em que o mercado enfrentará períodos de ações em queda, que podem ser oportunidades de investimentos e estratégias de trading, como dissemos. 

Antes de prosseguir, assista este vídeo de como começar a investir com a ajuda de especialistas:

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Maiores quedas mês a mês em 2022

Neste tópico, vamos esmiuçar as ações em queda nos últimos três meses com as ações do Ibovespa. Vale lembrar que as oscilações de curto prazo podem fazer com que o preço se mexa tanto para cima quanto para baixo e os ativos podem se recuperar na sequência, fazendo que as quedas mensais sejam ou não significativas no longo prazo.

Ações com as maiores quedas em março de 2022

Os papeis abaixo foram as ações com as principais quedas da Bolsa (Ibovespa) em março:

Empresa Código Variação (%)
Embraer EMBR3 −15,00%
PetroRio PRIO3 −7,78%
Braskem BRKM5 −7,19%
Fleury FLRY3 −6,95%
Azul AZUL4 −5,42%

Fonte: Valor Investe/Valor Data

Ações com as maiores quedas em abril de 2022

As empresas a seguir figuraram entre as principais quedas da Bolsa em abril 2022:

Empresa Código Variação (%)
Locaweb LWSA3 −29,01%
Via VIIA3 −28,78%
Magazine Luiza MGLU3 −28,45%
Banco Inter Unit BIDI11 −28,44%
Natura & Co. NTCO3 −28,19%

Fonte: Valor Investe/Valor Data

Ações com as maiores quedas em maio de 2022

Já as ações que mais perderam valor no Ibovespa em maio foram:

Empresa Código Variação (%)
Magazine Luiza MGLU3 −23,77%
Hapvida HAPV3 −23,38%
Petz PETZ3 −20,35%
CVC Brasil CVCB3 −17,01%
Banco Inter BIDI11 −17,01%

Fonte: Valor Investe/Valor Data

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Ações em queda hoje: o fechamento de 2021

Agora, vamos falar das ações que estão em queda hoje, sobretudo com o fechamento de 2021. Em outro artigo, falamos sobre as maiores altas da Bolsa de Valores, que acompanha o ciclo de alta das commodities e a expectativa com a vacinação e recuperação econômica.

A lista das ações em queda hoje engloba empresas principalmente ligadas ao consumo e ao varejo.

Portanto, não é possível determinar um único motivo que justifique a razão pela qual as principais quedas do Ibovespa em 2021 aconteceram. Vamos conhecê-las?

Lista das 10 ações que mais caíram em 2021

Segundo levantamentos da Toro Investimentos e do Valor Investe, as 10 empresas do Ibovespa com as maiores desvalorizações de 2021 foram:

Empresa Código Variação em 2021 (%)
Magazine Luiza MGLU3 −71,04%
Via VIIA3 −67,51%
Pão de Açúcar PCAR3 −63,02%
Americanas AMER3 −58,23%
EZTec EZTC3 −51,71%
Natura NTCO3 −51,56%
IRB Brasil IRBR3 −50,86%
Qualicorp QUAL3 −47,86%
Cogna COGN3 −46,87%
Lojas Americanas LAME4 −45,42%

Fontes: Exame/Valor Investe

Como dissemos, no curto prazo, muitos fatores podem fazer com que o preço das ações caiam. Os fatos que cercaram as empresas da lista acima foram:

1. Magazine Luiza (MGLU3)

As ações das varejistas estiveram entre as principais baixas devido à alta da inflação, compressão da renda real, aumento dos juros que leva ao encarecimento do crédito. Isso leva a um cenário de menor consumo.

2. Via (VIIA3)

Assim como a Magalu, a Via também sofreu com o cenário adverso no varejo e aumento da incerteza. Boa parte das ações entre as quedas estão ligadas ao consumo e se mostraram altamente sensíveis com os aumentos da taxa Selic. 

3. Pão de Açúcar (PCAR3)

No noticiário do Grupo Pão Açúcar, estiveram presentes rumores de uma possível venda da marca pelo dono Grupo Casino, embora o GPA já tenha desmentido. Além disso, no primeiro trimestre, houve a cisão do Grupo com o Assaí, que está negociando suas ações de forma separada na B3 e a venda das lojas da bandeira Extra. Ainda assim, a ação está entre as recomendações das melhores ações para 2022 da Toro. Vale dar uma olhada!

4. Americanas (AMER3)

A Americanas é mais uma empresa do setor de varejo e consumo impactada pelo cenário atual dos investimentos e macroeconômicos. Além disso, essas empresas passaram a enfrentar maior crescimento na concorrência com sites como Mercado Livre, Amazon, Shopee e outros. 

5. EZTEC (EZTC3)

O setor da construção civil também se vê negativamente pressionado em um cenário em que há maiores taxas de juros e retração do consumo. Além da EZTec, a Cyrela apareceu em 12º lugar na lista das maiores baixas, com uma queda de 51,71%. 

6. Natura (NTCO3)

A empresa surpreedeu ao figurar entre as maiores quedas. No ano da Natura, destacaram-se, além do cenário menos favorável ao consumo, a mudança de guidance, em que a empresa apontou dificuldade de obter lucratividade, e que guiou uma forte queda ao final do ano. Além disso a Natura expressou o desejo de listar suas ações apenas nos EUA.

7. IRB Brasil (IRBR3)

Os papeis da resseguradora IRB Brasil ainda refletem a crise de imagem vivida pela companhia. A queda acentuada começou no início de 2020, quando a gestora Squadra apontou irregularidades na contabilidade da empresa. O inferno astral das ações continuam enquanto os investidores avaliam o prêmio de risco de ter a resseguradora em carteira.

8. Qualicorp (QUAL3) 

Os resultados da Qualicorp, menores do que o esperado, levou o mercado a entender que o ambiente para a empresa está mais complexo, desafiador e que mais esforços serão necessários para ampliar as vendas.

9. Cogna (COGN3)

A empresa ainda enfrenta problemas em apresentar bons resultados nos ciclos de matrículas e suas dívidas com o custo atrelado à taxa de juros em ascenção aumentam os desafios para os administradores. No setor de educação, a Yduqs apresentou queda anual de 36,55%.

10. Lojas Americanas (LAME4)

A companhia anunciou a fusão com a B2W, criando a Americanas SA. Além disso, as ações do varejo estão atentamente observando as medidas de reabertura ou restrição econômica e, sofrerão como as demais do varejo.

Antes de terminar esse tópico, tenha em mente que os resultados passados não são garantia de que o mesmo acontecerá no futuro

Por fim, caso você goste de seguir as ações indicadas pelos Analistas, a pedida é acompanhar a carteira mensal recomendada da Toro Investimentos. Todos os meses, os experts selecionam os papéis com o maior potencial de valorização.

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Como ganhar com as ações em queda?

Para terminar esse artigo, vamos abordar como é possível também se beneficiar das ações em queda hoje. 

É importante destacar que as ações citadas no artigo não são recomendações de compra ou venda nem necessariamente expressam a opinião dos especialistas da Toro Investimentos. 

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De acordo com os seus objetivos e perfil de investidor ao investir em renda variável, é possível imaginar algumas ações para ganhar com a queda do mercado.

Estratégias para as ações em queda

Quando pensamos em queda, não necessariamente significa um momento de perder muito dinheiro. Para poder tirar algum proveito das ações em queda, é possível realizar algumas ações que podem te beneficiar, tais como:

  • Operar vendido (short selling) / venda a descoberto: se você opera Day Trade ou swing trade, pode traçar estratégias para operar vendido e ganhar com a queda das cotações. Saiba mais sobre a estratégia de venda a descoberto clicando aqui.
  • Hedge de ações: a estratégia de hedge de ações é uma forma de fazer com que a volatilidade dos ativos não afete os seus investimentos de modo muito negativo. Ela é realizada comprando opções de ações ou aplicando em índices que são beneficiados com a movimentação descendente do mercado.
  • Comprar mais: caso você invista visando o longo prazo, o preço das ações em queda é uma oportunidade de comprar os papéis por um preço mais em conta, caso a empresa esteja dentro dos seus critérios como investidor e faça parte da sua estratégia.

Por falar em comprar ações, confira no infográfico animado abaixo todos os passos para comprar suas ações e ter sucesso na Bolsa de Valores. Se ficar alguma dúvida, também disponibilizamos um tutorial em vídeo no final da página:

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Antes de fechar essa página, veja como é simples comprar ações na plataforma da Toro Investimentos com Corretagem Zero:

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