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Conheça os maiores parceiros comerciais do Brasil

O comércio exterior brasileiro é marcado por relações estratégicas com diversos países, refletindo a diversidade de produtos e setores da economia nacional.

Ao longo dos anos, o Brasil consolidou parcerias que vão além da troca de bens, influenciando políticas, investimentos e acordos multilaterais.

Para exemplificar como funcionam essas relações comerciais, neste artigo vamos trazer quais são os principais destinos das exportações brasileiras e os fornecedores mais relevantes das importações, destacando os países que movimentam os maiores volumes de negociação com o Brasil e os setores que impulsionam essas trocas.

Quer saber quais são os maiores parceiros comerciais do Brasil? Então leia até o final!

Quais são os maiores parceiros comerciais do Brasil?

Os 5 maiores parceiros comerciais do Brasil atualmente, considerando o primeiro semestre de 2025, são: China, Estados Unidos, Argentina, Holanda e Espanha.

A seguir, veja como cada uma delas impacta as importações e exportações brasileiras, bem como sua importância para a nossa economia.

1. China

A China é o parceiro comercial mais relevante para o Brasil atualmente.

Dados do Comex Stat mostraram que, no primeiro semestre de 2025, o país asiático foi o principal destino das exportações brasileiras, respondendo por 27,7% do total.

A corrente de comércio bilateral entre Brasil e China atingiu um patamar recorde de mais de US$ 38,8 bilhões no primeiro trimestre de 2025, segundo reportagem da CNN.

A exportação de produtos brasileiros para a China é concentrada em produtos primários. Soja (33,4%), petróleo bruto (21,2%) e minério de ferro (21,1%) representaram, em 2024, 75,6% do total exportado para o mercado chinês.

Além disso, o Brasil se estabeleceu como o maior fornecedor de soja, carne bovina, celulose, algodão em bruto, açúcar e carnes de aves para a China.

No lado das importações, o crescimento foi impulsionado pela aquisição de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,7 bilhões em fevereiro de 2025, com origem chinesa.

Outros produtos importantes importados da China incluem adubos e fertilizantes, óleos combustíveis de petróleo, medicamentos e produtos farmacêuticos, e uma ampla gama de eletrônicos e acessórios.

2. Estados Unidos

Os Estados Unidos mantêm-se como o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

No primeiro semestre de 2025, por exemplo, os EUA foram responsáveis por 12,2% das exportações brasileiras.

A corrente de comércio bilateral atingiu US$ 41,7 bilhões no primeiro semestre de 2025, um aumento de 7,7% em relação a 2024, e o segundo maior valor histórico já registrado.

As exportações brasileiras para os EUA cresceram 4,4%, totalizando US$ 20,02 bilhões. Contudo, as importações dos EUA para o Brasil aumentaram em maior proporção, 11,5%, somando US$ 21,70 bilhões.

Quando falamos de exportações brasileiras para os Estados Unidos, embora classificada como industrial, ainda apresenta predominância de produtos derivados de commodities, com exceção dos setores aeroviário e automobilístico.

Os principais produtos exportados incluem petróleo bruto, café não torrado, aeronaves, semiacabados de ferro ou aço, carne bovina e sucos de frutas.

Em relação às importações dos EUA, o crescimento foi impulsionado por óleos combustíveis, petróleo bruto, aeronaves, motores, máquinas e inseticidas. Produtos agropecuários como trigo e cacau também registraram aumento em volume.

A relação comercial entre Brasil e EUA é estratégica, com os EUA sendo o principal destino para produtos brasileiros de alta tecnologia, como aeronaves, medicamentos e algumas máquinas. Mais de 9 mil empresas brasileiras exportam para os EUA, demonstrando a importância dessa parceria.

3. Argentina

A Argentina figura como o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, com uma participação de 5,49% nas exportações brasileiras no primeiro semestre de 2025.

As trocas comerciais entre os dois países somaram mais de US$ 7,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2025.

A pauta de exportações brasileiras para a Argentina é predominantemente industrial, com a indústria de transformação, isto é, que transforma matérias-primas em produtos finais ou intermediários, respondendo por mais de 94% do total.

O setor automotivo liderou as remessas, com destaque para veículos de passeio, caminhões, autopeças e motores.

Produtos agropecuários e bens da indústria extrativa também tiveram presença.

Já no lado das importações, a indústria de transformação também foi o setor predominante (78% do total importado), seguida por produtos agropecuários como trigo, leite e cevada.

A Argentina exporta principalmente produtos agrícolas (cereais, gorduras, óleos, carne bovina, laticínios) e veículos/peças automotivas.

Outros parceiros relevantes

Além dos 3 principais parceiros que citamos, outros países desempenham um papel importante no comércio exterior brasileiro.

De acordo com o Estadão, veja o ranking dos países para os quais o Brasil mais exportou no primeiro semestre deste ano, depois da China, EUA e Argentina:

  • Holanda – US$ 5,62 bilhões.
  • Espanha – US$ 4,71 bilhões.
  • México – US$ 3,44 bilhões.
  • Canadá – US$ 3,41 bilhões.
  • Cingapura – US$ 3,15 bilhões.
  • Chile – US$ 3,11 bilhões.
  • Alemanha – US$ 2,94 bilhões.

A tabela abaixo mostra quais países que o Brasil mais exportou no período de janeiro a junho de 2025:

PosiçãoPaísValor de exportação (US$)Participação no total
ChinaUS$ 47,68 bilhões28,75%
Estados UnidosUS$ 20,02 bilhões12,07%
ArgentinaUS$ 9,12 bilhões5,50%
Países Baixos (Holanda)US$ 5,62 bilhões3,39%
EspanhaUS$ 4,71 bilhões2,84%
MéxicoUS$ 3,44 bilhões2,07%
CanadáUS$ 3,41 bilhões2,06%
SingapuraUS$ 3,15 bilhões1,90%
ChileUS$ 3,11 bilhões1,87%
10ºAlemanhaUS$ 2,94 bilhões1,77%
Outros paísesUS$ 62,66 bilhões37,78%
Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex)

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Quais são os países que o Brasil mais importa?

Por outro lado, China e EUA também estão na ponta da lista quando o assunto são os países dos quais o Brasil mais importa.

Dados da Secex mostram que a economia brasileira importa mais do que exporta para os EUA.

A soma dos produtos enviados dos EUA para o Brasil chegou a US$ 3,96 bilhões no mês de junho e a US$ 21,70 bilhões no primeiro semestre de 2025.

Em seguida da China e Estados Unidos, aparecem a Alemanha, a Argentina e a Rússia.

Confira o ranking dos países dos quais o Brasil mais importou no primeiro semestre de 2025:

  • China – US$ 35,69 bilhões
  • Estados Unidos – US$ 21,70 bilhões
  • Alemanha – US$ 7,04 bilhões
  • Argentina – US$ 6,17 bilhões
  • Rússia – US$ 5,08 bilhões
  • Índia – US$ 3,67 bilhões
  • Itália – US$ 3,53 bilhões
  • França – US$ 3,39 bilhões
  • Japão – US$ 3,13 bilhões
  • México – US$ 2,82 bilhões

Mas afinal, qual é a importância de saber quais são os principais parceiros comerciais do Brasil?

É importante esclarecer que essas relações moldam o crescimento econômico, influenciam o câmbio, geram empregos e afetam diretamente o poder de compra da população.

Como as parcerias comerciais influenciam seus investimentos?

Se você vai investir, seja em Renda Fixa ou Renda Variável, é importante entender como o movimento de importações e exportações impacta custos, riscos e oportunidades.

As conexões comerciais com diferentes mercados moldam a cotação do real, a disponibilidade de insumos e a diversificação de receitas.

Redução de custos e acesso a novos mercados

As parcerias comerciais abrem mercados e reduzem barreiras tarifárias, permitindo que empresas brasileiras acessem novos nichos e aumentem a escala de produção.

Com insumos mais baratos, o investidor pode obter margens de lucro maiores e diversificar o portfólio em setores antes restritos.

Gestão de risco e diversificação

A diversificação de parceiros, como China, Estados Unidos e União Europeia, dilui riscos decorrentes de instabilidades geopolíticas e variações de demanda regionais.

Para quem investe, isso significa reduzir a exposição a choques pontuais e garantir fontes alternativas de receita.

Impacto na taxa de câmbio e retorno de investimentos

A solidez das relações comerciais influencia diretamente a taxa de câmbio do real.

Um superávit consistente tende a valorizar a moeda, aumentando o poder de compra dos investimentos internacionais e reduzindo o custo de insumos importados.

Por fim, as parcerias comerciais do Brasil revelam como a interação com mercados como China, Estados Unidos e Argentina orienta o desempenho de setores-chave, desde agronegócio e mineração até indústria e saúde.

Essas relações determinam o ritmo das exportações, a segurança do fornecimento de insumos e a volatilidade cambial, afetando diretamente custos, receitas e risco, tanto para empresas quanto para investidores.

Entender esse ecossistema é fundamental para quem busca diversificar portfólio ou avaliar possíveis cenários de investimento.

Ao acompanhar a evolução dos fluxos comerciais e as condições de cada parceiro comercial do Brasil, é possível ajustar estratégias, identificar oportunidades em segmentos promissores e mitigar impactos de oscilações geopolíticas.

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