Talvez você já tenha ouvido falar em mercado de capitais por aí. Se a resposta é sim, então você entende que ele faz parte da estrutura financeira do país. Mas, apesar de ser um termo cada vez mais comum, ainda surge a dúvida: afinal, o que é mercado de capitais?

É possível entender o que é e como funciona o mercado de capitais de forma descomplicada. Pense, primeiro, em quem movimenta a nossa economia. São pessoas como você e outros tantos investidores, além das empresas.

Agora, o que há de comum entre vocês? A resposta é simples: todos realizam movimentações financeiras.

Empresas investem na geração de produtos e serviços. Tudo isso demanda muitos recursos e, frequentemente, eles vêm de pessoas que investem parte de seu dinheiro para valorizá-lo.

É aí que o mercado de capitais entra. Ele aproxima quem tem dinheiro para investir de quem precisa desse dinheiro para financiar seus projetos. Que tal entender melhor essa área tão importante para o sistema financeiro? Vamos lá.

O que é mercado de capitais?

Como você já percebeu, o mercado de capitais é um segmento do sistema financeiro responsável por intermediar negociações entre quem precisa captar recursos para financiar projetos e quem deseja investir.

Aí você pode pensar: então é um tipo de empréstimo ou crédito? Na verdade, não. No mercado de capitais, a relação é diferente, pois não ocorre por meio de operações de crédito (como os tradicionais empréstimos dos bancos), mas a partir da negociação de ativos, como por exemplo as ações ou títulos de dívida (as chamadas debêntures).

Quer saber como você pode entrar nesse universo? O mercado de capitais é responsável por diversas oportunidades de investimento todos os dias. 

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Para compreender melhor a função do mercado de capitais na economia, vamos nos aprofundar um pouco mais no sistema financeiro. Confira a seguir:

Os tipos de mercado do sistema financeiro

O sistema financeiro movimenta a economia de um país por meio do fluxo financeiro entre quem tem dinheiro para gastar e quem precisa desse dinheiro para manter os negócios.

Mas, afinal, não é isso o que ocorre diariamente na nossa sociedade? Perceba que a nossa relação com o dinheiro é, basicamente, essa, só que ela ocorre de diferentes formas e em diferentes níveis. Afinal, todo mundo precisa de dinheiro.

Uma empresa, quando inicia suas operações, precisa investir dinheiro no negócio. Esse capital é próprio (vem dos sócios) ou de terceiros. Fato é que, de alguma forma, foi necessário captar recursos para tirar os planos do papel

Em troca, os empresários esperam que, depois de um tempo, tenham um retorno financeiro superior ao que foi investido.

Nesse sentido, essa empresa vai contratar pessoas para trabalhar em troca de um salário. Assim, terão recursos para seu próprio consumo (por exemplo, pagar a conta de luz, água, telefone, comprar roupas e alimentos).

E é o consumo, por sua vez, que vai estimular a produção empresarial e os novos negócios. Esse é um resumo simples de como tudo está ligado na economia. Para que ela funcione adequadamente, o sistema financeiro faz a intermediação dessas relações.

As relações de que estamos falando se resumem basicamente ao consumo, à reserva financeira e aos investimentos. É muito simples, veja só: quando você gasta menos, sobra mais dinheiro na conta, certo?

Assim, quando uma empresa gera menos recursos e ainda quer crescer, depende de dinheiro de quem tem economias: você.

E qual é o seu ganho nessa história? Bem, se você emprestar dinheiro para essa empresa, vai receber de volta o dinheiro investido mais os juros, isto é, o tanto que ele rendeu enquanto durou esse investimento. E para quem captou esse recurso (a empresa), a vantagem está no retorno do investimento feito, podendo comprar novos equipamentos, contratar mais pessoas e até abrir uma nova filial.

Os impactos de começar a pensar dessa maneira são muitos. Entender que o seu dinheiro pode trabalhar por você estando no mercado de capitais te ajudará a alcançar novos objetivo, sonhos e planos. 

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Voltando para o mercado de capitais, a negociação entre essas duas pontas, ou seja, para o dinheiro sair do seu bolso e parar na conta da empresa, acontece graças à organização do sistema financeiro, que se divide em 4 grandes mercados:

  • Mercado monetário: caracterizado pela transferência de valores de curtíssimo prazo, como as que ocorrem entre instituições financeiras de um dia para o outro.
  • Mercado de crédito: diz respeito aos empréstimos feitos junto às instituições financeiras para consumo ou capital de giro.
  • Mercado de câmbio: engloba as transações envolvendo moedas estrangeiras.
  • Mercado de capitais: permite a captação de recursos para empresas por meio da negociação de títulos por pessoas que querem investir e multiplicar seu dinheiro.

Como você viu, mercado de crédito e mercado de capitais têm propósitos parecidos, mas são muito diferentes. No crédito, o empréstimo é feito por instituições financeiras, como bancos. No mercado de capitais, o dinheiro vai das pessoas que querem investir para as empresas, tendo as corretora de valores ou os bancos como intermediários.

Então, como funciona o mercado de capitais?

Na prática, o mercado de capitais estimula as pessoas a investirem em busca de bons retornos e também facilita a captação de recursos pelas empresas. Ou seja, é um motor importante da economia.

Já citamos aqui que sua principal função é distribuir títulos (ou ativos) emitidos por empresas — chamados de valores mobiliários. Mas quais são esses ativos e quem regula esse mercado? É exatamente isso que você vai descobrir agora.

O papel da CVM no mercado de capitais

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão que regula e fiscaliza o mercado de capitais. Os ativos negociados nesse mercado são de renda variável, ou seja, têm um risco maior, pois estão mais sujeitos a oscilações. Para quem investe, portanto, é importante contar com um ambiente de negociação que seja confiável e transparente.

Por isso, a CVM estabelece normas que devem ser seguidas pelas empresas que participam desse mercado.

Entre elas, estão as exigências de prestação de informações financeiras frequentemente, por exemplo. Em caso de descumprimento das regras impostas, pode haver punições. Ou seja, a CVM está sempre de olho para garantir que esse mercado funcione da melhor maneira possível.

Ativos negociados no mercado de capitais

Basicamente, existem 3 categorias de valores mobiliários distribuídos pelo mercado de capitais:

Ações

Representam uma participação em uma empresa de capital aberto — inscrita na CVM e na Bolsa de Valores. Uma pessoa, ao comprar uma ação, torna-se um sócio do negócio, podendo em alguns casos receber parte dos lucros, através de dividendos.

É possível lucrar, ainda, ao vender uma ação por um valor superior ao da compra. Para a empresa, o principal benefício de oferecer suas ações no mercado é a captação de recursos para seu próprio desenvolvimento.

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Commercial Papers

São títulos de curto prazo emitidos por empresas para captar recursos diretamente com quem quer investir. Vale lembrar que essa é uma operação diferente das que ocorrem no mercado de crédito, em que o dinheiro vem dos bancos. Os Commercial Papers são ativos de curto prazo, com retorno do investimento em 30 dias, no mínimo, e 360 dias, no máximo.

Debêntures

Também são títulos corporativos, porém, normalmente de longo prazo. Emitidas por empresas, as debêntures são títulos de dívida. Ou seja, em vez de você pegar um empréstimo com um banco, é a empresa que está pedindo um empréstimo a você. Para as companhias, é uma maneira de obter recursos para pagamento de dívidas ou realização de investimentos.

Mercado de capitais e mercado de ações: qual a diferença?

Para cumprir a função de conectar as pessoas que investem a empresas que precisam de recursos, o mercado de capitais promove a negociação de instrumentos financeiros.

É no Mercado de Ações que alguns desses ativos são distribuídos, nesse caso, as ações, como o próprio nome entrega.

Entre os títulos emitidos no mercado de capitais, as ações ocupam um espaço de destaque. Tanto é assim que o termo Mercado de Ações surgiu para descrever esse ambiente tão específico de negociação. Afinal de contas, os procedimentos, as regras e a estrutura de funcionamento são diferentes.

Isso não quer dizer, no entanto, que o Mercado de Ações seja um segmento complicado para quem quer investir. É bem simples, na verdade. Porém, a participação das empresas e a disponibilização dos ativos precisa seguir alguns critérios. Quem administra essa estrutura toda é a Bolsa de Valores, que no Brasil é operada pela B3, antiga BM&FBovespa.

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Como funciona a Bolsa de Valores no mercado de capitais?

A Bolsa de Valores é o ambiente em que são negociadas as ações, entre outros títulos. Podemos resumir esse processo em 3 etapas, tomando a negociação de ações como exemplo. Veja só:

Oferta Pública Inicial

O lançamento das ações de uma empresa no mercado de capitais começa com a Initial Public Offering (IPO), ou em bom português: Oferta Pública Inicial.

Mercado primário

A partir da IPO, as pessoas já podem adquirir as ações diretamente da empresa. Todo o dinheiro captado com as primeiras vendas das ações é repassado à empresa.

Mercado secundário

Quem adquiriu ações no mercado primário pode, a qualquer momento, vender esses ativos para quem deseja comprá-los. A partir desse momento, as ações passam a ser negociadas entre os investidores, sem a participação direta da empresa. Assim sendo, o valor das transações de compra e venda da ação é repassado dos compradores para os vendedores.

Como investir no mercado de capitais?

Quer aprender como investir no mercado de capitais? Então, confira:

Conheça seu perfil

Como você se sente em relação aos riscos? Entenda que o mercado de capitais trabalha com ativos de renda variável e que, portanto, está sujeito às variações dos preços. Essa característica pode fazer surgir ótimas oportunidades, mas também pode afetar negativamente seus ganhos.

Portanto, saber qual é a sua tolerância aos riscos é muito importante.

Uma opção é que seus investimentos sejam diversificados, divididos entre renda fixa e variável, por exemplo, que é a melhor estratégia para estimular ganhos e amenizar perdas

Assim, caso você seja menos tolerante aos riscos, pode compor uma carteira com maior percentual de recursos alocados em renda fixa e uma parcela menor em renda variável. Quem é mais arrojado, pode modificar essa estrutura, adquirindo mais títulos de renda variável, por exemplo.

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Defina seus objetivos

Metas e prazos devem fazer parte do seu planejamento. Compreendendo qual é seu perfil e quais são seus objetivos, fica bem mais fácil definir quanto investir, em quais títulos aplicar e por quanto tempo.

Escolha uma boa corretora de valores

As corretoras de valores são a ponte entre você e o mercado de capitais. Ao escolher a sua corretora, busque instituições comprometidas com resultados, que priorizem o suporte aos seus clientes e que possuam uma plataforma de investimentos fácil de usar.

Crie sua conta e transfira recursos para ela

Abrir uma conta em corretora é um procedimento rápido e simples, que pode ser feito pela internet. Para começar a investir, é só finalizar seu cadastro e transferir o dinheiro para a sua conta na corretora.

Escolha títulos adequados às suas expectativas

Conta aberta, dinheiro transferido e objetivos traçados? Então, você já pode começar a escolher os ativos para investir. Se não sentir muita segurança em fazer isso por conta própria, busque ajuda de especialistas.

Como você viu, o mercado de capitais oferece boas oportunidades de ganho, mas para isso é preciso conhecê-lo bem e planejar os seus investimentos. Portanto, aproveite para realizar os seus investimentos em um lugar que proporcione toda a assistência e segurança em suas aplicações financeiras.

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