Um orçamento pessoal é uma ferramenta de planejamento financeiro que permite organizar sua renda e controlar seus gastos de forma eficiente. Ele ajuda a equilibrar o que você ganha com o que você gasta, garantindo que seus recursos sejam usados de maneira estratégica para alcançar objetivos e evitar dívidas.
Muitos brasileiros não sabem, mas compartilham de um mesmo problema: a dificuldade de criar um orçamento pessoal.
Alguns até buscam orientações ou tentam replicar o que deu certo com os outros, mas, frequentemente, são passos ou exemplos distantes da realidade deles, o que torna essa tarefa complicada e confusa. Porém, acredite: é possível resolver isso!
Neste artigo, você vai conferir dicas fundamentais para quem está iniciando um orçamento e o que faz com que ele seja produtivo, eficiente e personalizado para as suas finanças. Continue a leitura!
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O que é um orçamento pessoal?
O orçamento pessoal é um acompanhamento que você faz da sua renda — o que inclui ganhos, despesas, reservas, investimentos etc. — com o propósito de entender como anda a sua vida financeira e quais as mudanças que ela apresenta ao longo do tempo.
As suas principais características são:
- Acompanhamento regular: monitora as despesas reais, comparando-as com o orçamento planejado para fazer ajustes, se necessário.
- Registro da renda: inclui todas as fontes de receita, como salários, rendas extras ou investimentos.
- Planejamento de despesas: classifica os gastos em categorias, como alimentação, moradia, lazer, transporte e investimentos.
- Definição de limites: estabelece quanto pode ser gasto em cada categoria, de acordo com prioridades e metas.
Em resumo, o orçamento pessoal é um guia essencial para organizar suas finanças, viver dentro dos seus meios e construir um futuro financeiro mais sólido.
Essa tarefa também envolve adquirir um maior conhecimento sobre os hábitos que você tem com o dinheiro e como eles impactam a qualidade dessa vida financeira.
Onde montar o seu orçamento?
Há quem prefira anotar número por número à mão em um caderno. Já outras pessoas se sentem mais confortáveis criando um registro em planilha (no computador e/ou na nuvem).
Não falta também gente que goste de utilizar os recursos digitais atuais nessa tarefa — em especial, os apps de finanças para smartphones e tablets.
O Mobills é uma ferramenta versátil para gestão financeira, permitindo que você:
- Defina metas e sonhos: organize seus objetivos financeiros de forma prática e acompanhe seu progresso.
- Identifique maiores gastos: analise categorias como alimentação, contas de luz, internet e outros, ajudando a reduzir despesas desnecessárias.
- Gerencie seu patrimônio: divida seus recursos em contas específicas, como uma reserva de emergência, garantindo maior controle e planejamento.
A plataforma oferece planos gratuitos e pagos, com funcionalidades adicionais no plano premium. Está disponível para dispositivos Android, iOS e Windows Phone, tornando o acesso simples e flexível.
Como fazer o orçamento pessoal?
Essa missão pode ser muito mais simples do que você imagina. Para tanto, há algumas dicas essenciais que devem guiar o seu planejamento. Veja quais são elas!
1. Estabeleça os seus objetivos
Um bom orçamento é aquele que tem objetivos para existir. Afinal, isso não só serve para motivar você nessa tarefa, mas principalmente para servir como um guia na hora de montar, analisar e seguir com o seu plano nos próximos meses. Por isso, pare e reflita sobre as suas metas.
Por exemplo, você quer entender porque não sobra dinheiro no fim do mês? Quer deixar o nome limpo novamente, conseguindo uma renegociação de dívidas? Busca economizar e começar a guardar dinheiro para trocar de carro?
2. Registre todas as entradas
Um segundo passo é tomar nota das suas fontes mensais de dinheiro, sejam elas de valor fixo ou variável. Entram, aqui, o seu salário, as possíveis bonificações por metas alcançadas no trabalho e aquela renda extra feita no período de folga.
Caso você tenha investimentos, eles também devem ser registrados. Afinal, são valores que podem ser utilizados a qualquer momento para cobrir despesas pessoais e/ou familiares.
3. Identifique os gastos (até os menores valores)
Agora, é o momento de você colocar a mão na massa e identificar todos os seus gastos dentro de um período de tempo. O ideal é trabalhar com um ciclo de 30 dias, registrando não só a renda, mas também as contas.
É importante ter atenção para listar todas as suas despesas, até mesmo aquelas que parecem irrelevantes por terem valores muito pequenos. É preciso que tudo seja devidamente somado. Como exemplo, podemos citar:
- Contas domésticas (água, luz, internet etc.).
- Gastos com moradia (aluguel, taxa de condomínio, financiamento do imóvel etc.).
- Gastos com cartão de crédito, carnê, crediário e afins.
- Despesas com transporte diário.
- Despesas com a sua saúde, a da família e a do pet (caso tenha um).
- Custos das compras mensais ou semanais no supermercado.
- Custos com alimentação fora de casa.
- Custos com vestuário e itens para o lar.
Como manter um orçamento?
Até aqui, mostramos como dar o pontapé inicial para montar o seu orçamento. Agora é hora de ver quais estratégias devem ser utilizadas para manter a eficiência dele, mesmo com o passar do tempo e os imprevistos que podem surgir. Veja só!
Construa uma reserva de emergência
Um orçamento não foca apenas no presente. Ele também se estende para o futuro. Por isso, é fundamental que você trabalhe com a construção de uma reserva de emergência para conseguir se manter diante de problemas que podem aparecer.
É possível repassar, por exemplo, parte da sua renda livre no mês para começar a montá-la. Alguns especialistas sugerem reservar entre 10% e 20% desse valor até conseguir juntar, pelo menos, o equivalente a seis meses de entradas.
Estabeleça uma frequência de análise
É importante analisar regularmente como anda o seu orçamento para identificar potenciais problemas com a renda e os hábitos. Uma boa sugestão é fazer isso de um mês para o outro.
Esse intervalo de tempo é suficiente para que você tenha um panorama da sua situação financeira e o principal: do que está prejudicando o seu plano. Assim, poderá agir rápido, antes que isso saia do controle e ocasione, por exemplo, um endividamento.
Encontre possibilidades de ganhos e de diminuição de gastos
A partir da análise que acabamos de citar, você consegue identificar quais despesas variáveis podem ser diminuídas, como os gastos com o cartão de crédito, para poupar mais a sua renda.
Também pode considerar a possibilidade de aumentar os seus ganhos (por meio de mais trabalhos extras) quando o volume de despesas fixas cresce — o que pode acontecer com a chegada de um filho ou a aquisição de um carro ou moto, por exemplo.
Aplique as mudanças e compare os resultados mês a mês
Ao começar a reduzir os seus gastos e buscar novas alternativas de renda, é importante que você faça uma comparação com os resultados obtidos antes e depois dessas estratégias.
Isso vai ser útil para avaliar o que, de fato, foi positivo para a sua vida financeira, o que acabou gerando pouco ou nenhum impacto e quais novas medidas devem ser adotadas nos meses seguintes.
Como você viu, ter um orçamento pessoal é importante para organizar as contas, quitar dívidas e se precaver financeiramente.
Porém, não basta apenas montar e colocar esse plano em prática, é preciso se planejar para mantê-lo a longo prazo, ajustando quando necessário e fazendo com ele continue trabalhando ao seu favor.
Esse conteúdo foi produzido em parceria com a Em Dia.