Dentre todas as Bolsas do mundo, uma das mais promissoras é a brasileira. Nos últimos anos, houve uma expansão dos investimentos, o número de clientes pessoa física na Bolsa cresceu exponencialmente e o Ibovespa tem superado diversas crises.
Além disso, a Bolsa conseguiu superar o patamar psicológico dos 180 mil pontos.
Por isso, a Bolsa de Valores hoje é um ambiente propício a rentabilidades expressivas, porém requer muita cautela, paciência e dedicação.
Mesmo em um cenário otimista, muitas empresas tiveram atuação inferior ao previsto, e quem acreditou em uma perspectiva que não se concretizou pode não ter tido sucesso em um primeiro momento.
Neste artigo, mostraremos quais foram as principais altas e baixas recentes no Ibovespa, o principal índice brasileiro de ações. Vamos lá?
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Qual é o patamar do Ibovespa hoje?
No período acumulado de janeiro a maio de 2026, o Ibovespa apresentou um desempenho marcado por intensa volatilidade e aversão ao risco, pressionado tanto por fatores domésticos quanto pelo cenário internacional.
No plano global, o acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e as incertezas em torno da condução da política monetária nos Estados Unidos e na Europa penalizaram as bolsas de mercados emergentes.
Internamente, segundo dados históricos da B3 e relatórios macroeconômicos do Banco Central, a desancoragem das expectativas de inflação no Boletim Focus e as crescentes preocupações com a sustentabilidade fiscal e a trajetória da dívida pública brasileira limitaram o espaço para valorização sustentada das ações.
Esse conjunto de fatores exigiu uma postura mais conservadora do Copom, que desacelerou o ritmo de cortes da taxa Selic, gerando um fluxo de saída de capital estrangeiro e mantendo o principal índice da bolsa brasileira sob forte pressão vendedora nos primeiros cinco meses do ano.
Qual foi a variação do Ibovespa nos últimos anos?
Nos últimos anos, o Ibovespa esteve bastante volátil, especialmente após a pandemia de Covid-19 em 2020, além dos desdobramentos da conjuntura econômica nacional e internacional.
Mês a mês e no acumulado, o índice teve a seguinte variação:
| Mês/Ano | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | 2026 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Janeiro | −3,32% | +6,98% | +3,37% | −4,79% | +4,86% | +12,56% |
| Fevereiro | −4,21% | +0,89% | −7,49% | +0,99% | –2,64% | +4,09% |
| Março | +5,90% | +6,06% | −2,91% | −0,71% | +6,08% | −0,70% |
| Abril | +1,94% | −10,10% | +2,50% | −1,70% | +3,69% | −0,08% |
| Maio | +6,16% | +3,22% | +3,74% | −3,04% | +1,45% | −7,22% |
| Junho | +0,46% | −11,50% | +9,00% | +1,48% | +1,33% | −1,01% |
| Julho | −3,94% | +4,69% | +3,26% | +3,02% | –4,17% | |
| Agosto | −2,48% | +6,16% | −5,05% | +6,54% | +6,28% | |
| Setembro | −6,57% | +0,47% | +0,71% | −3,08% | +3,40% | |
| Outubro | −6,74% | +5,45% | −2,94% | −1,60% | +2,26% | |
| Novembro | −1,53% | −3,06% | +12,54% | −3,12% | +6,37% | |
| Dezembro | +2,85% | −2,44% | +5,38% | −4,28% | +1,29% | |
| Acumulado | −11,93% | +4,69% | +22,28% | −10,35% | +33,95% | +6,76% |
Como você percebeu, a oscilação é grande e não segue um padrão definido. Mas, historicamente, investir na Bolsa é uma boa alternativa?
Confira, no gráfico abaixo, o rendimento do Ibovespa frente ao CDI (referência de rentabilidade da Renda Fixa) e à inflação.
Note que, em muitos anos, o retorno da Bolsa de Valores é muito superior, entregando ganhos reais:
Quais são as maiores altas e baixas Ibovespa hoje?
Entre altas e baixas, algumas empresas têm figurado no ranking das ações que mais estão subindo e caindo. São elas:
Ações com as maiores quedas na Bolsa de Valores
O mercado de ações brasileiro tornou-se mais seletivo no primeiro semestre de 2026, com investidores priorizando fundamentos sólidos e previsibilidade em vez de ativos cíclicos.
Empresas expostas a endividamento elevado e dificuldades operacionais foram as mais penalizadas, refletindo a cautela diante dos juros altos.
Em junho, a Braskem (BRKM5) liderou as perdas (-39,2%) devido a desafios de crédito. Outros destaques negativos recorrentes tanto no mês quanto no acumulado do semestre foram a CSN (CSNA3) e o Magazine Luiza (MGLU3). A CSN recuou 31,15% em junho e 48,32% no semestre, enquanto o Magazine Luiza caiu 21,74% e 47,16%, respectivamente.
Este cenário marca uma mudança clara na postura do mercado: após um início de ano impulsionado por fluxo estrangeiro generalizado, os investidores agora concentram capital em companhias que demonstram resiliência financeira em detrimento daquelas com gargalos estruturais.
As ações que mais caíram no último ano (2025) foram:
| Empresa | Desvalorização |
|---|---|
| Raizen PN | –62,50% |
| Hapvida ON | –55,96% |
| Natura ON | –41,61% |
| Cosan ON | –34,80% |
| Braskem PNA | –31,87% |
Ações com as maiores altas na Bolsa de Valores
O mercado de ações brasileiro encerrou junho com um comportamento mais seletivo. Após um início de ano impulsionado por capital estrangeiro, os investidores passaram a priorizar empresas resilientes e com fundamentos sólidos, focando em setores como saneamento, seguradoras e infraestrutura.
Em junho, a Copasa (CSMG3) liderou as altas com +14,3%, impulsionada pela conclusão de sua privatização, seguida pela Caixa Seguridade (CXSE3), que valorizou 11,3%.
No acumulado do primeiro semestre, a Usiminas (USIM5) foi o destaque positivo com alta de 42,02%, enquanto a Copasa ocupou a segunda posição, com +37,18%.
A Petrobras (PETR4) também manteve desempenho relevante no ano, subindo 25,8%.
Esse cenário reflete a expectativa de queda gradual nos juros e uma busca por previsibilidade, substituindo o otimismo generalizado do início do ano por uma estratégia de investimento mais criteriosa e cautelosa.
Já em relação ao fechamento do ano de 2025, as companhias que se destacaram na Bolsa foram: