Dentre todas as Bolsas do mundo, uma das mais promissoras é a brasileira. Nos últimos anos, houve uma expansão dos investimentos, o número de clientes pessoa física na Bolsa cresceu exponencialmente e o Ibovespa tem superado diversas crises.
Além disso, a Bolsa conseguiu superar o patamar psicológico dos 180 mil pontos.
Por isso, a Bolsa de Valores hoje é um ambiente propício a rentabilidades expressivas, porém requer muita cautela, paciência e dedicação.
Mesmo em um cenário otimista, muitas empresas tiveram atuação inferior ao previsto, e quem acreditou em uma perspectiva que não se concretizou pode não ter tido sucesso em um primeiro momento.
Neste artigo, mostraremos quais foram as principais altas e baixas recentes no Ibovespa, o principal índice brasileiro de ações. Vamos lá?
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Qual é o patamar do Ibovespa hoje?
Em março de 2026, o cenário de investimentos foi fortemente impactado por tensões geopolíticas no Oriente Médio (conflito envolvendo o Irã), que elevaram o preço do petróleo e, consequentemente, a aversão ao risco. Enquanto as petroleiras subiram, setores sensíveis aos juros e ao ciclo econômico doméstico sofreram quedas acentuadas.
O índice Ibovespa encerrou o mês com uma queda consolidada de 0,70%, fechando aos 187.461 pontos no dia 31/03/2026.
Qual foi a variação do Ibovespa nos últimos anos?
Nos últimos anos, o Ibovespa esteve bastante volátil, especialmente após a pandemia de Covid-19 em 2020, além dos desdobramentos da conjuntura econômica nacional e internacional.
Mês a mês e no acumulado, o índice teve a seguinte variação:
| Mês/Ano | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | 2026 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Janeiro | −3,32% | +6,98% | +3,37% | −4,79% | +4,86% | +12,56% |
| Fevereiro | −4,21% | +0,89% | −7,49% | +0,99% | -2,64% | +4,09% |
| Março | +5,90% | +6,06% | −2,91% | −0,71% | +6,08% | −0,70% |
| Abril | +1,94% | −10,10% | +2,50% | −1,70% | +3,69% | −0,08% |
| Maio | +6,16% | +3,22% | +3,74% | −3,04% | +1,45% | −7,22% |
| Junho | +0,46% | −11,50% | +9,00% | +1,48% | +1,33% | |
| Julho | −3,94% | +4,69% | +3,26% | +3,02% | -4,17% | |
| Agosto | −2,48% | +6,16% | −5,05% | +6,54% | +6,28% | |
| Setembro | −6,57% | +0,47% | +0,71% | −3,08% | +3,40% | |
| Outubro | −6,74% | +5,45% | −2,94% | −1,60% | +2,26% | |
| Novembro | −1,53% | −3,06% | +12,54% | −3,12% | +6,37% | |
| Dezembro | +2,85% | −2,44% | +5,38% | −4,28% | +1,29% | |
| Acumulado | −11,93% | +4,69% | +22,28% | −10,35% | +33,95% | +7,86% |
Como você percebeu, a oscilação é grande e não segue um padrão definido. Mas, historicamente, investir na Bolsa é uma boa alternativa?
Confira, no gráfico abaixo, o rendimento do Ibovespa frente ao CDI (referência de rentabilidade da Renda Fixa) e à inflação.
Note que, em muitos anos, o retorno da Bolsa de Valores é muito superior, entregando ganhos reais:
Quais são as maiores altas e baixas Ibovespa hoje?
Entre altas e baixas, algumas empresas têm figurado no ranking das ações que mais estão subindo e caindo. São elas:
Ações com as maiores quedas na Bolsa de Valores
O mês foi marcado por uma forte desvalorização de -7,22% do índice principal, que encerrou cotado aos 173.787,49 pontos no dia 29/05/2026.
Esse foi o pior desempenho mensal da bolsa brasileira desde fevereiro de 2023, pressionado principalmente pela forte saída de capital estrangeiro (superior a R$ 14 bilhões no mês) e pelo estresse na curva de juros futuros domésticos (Selic), impulsionado pela deterioração das expectativas inflacionárias (IPCA).
- Magazine Luiza (MGLU3): -27,3%
A forte escalada na curva de juros futuros de longo prazo encareceu o crédito e penalizou diretamente o setor de varejo de bens duráveis. - Cosan (CSAN3): -24,6%
O cenário de juros elevados por mais tempo aumentou o custo de carregamento da dívida e pressionou a tese de crescimento do conglomerado. - Vamos (VAMO3): -22,7%
A deterioração das condições macroeconômicas nacionais reduziu as projeções de investimentos e o ritmo de novos contratos de locação de frotas. - Axia Energia (AXIA6): -17,1%
O papel passou por um forte movimento técnico de realização de lucros, acompanhando o fluxo negativo que atingiu o setor de utilidade pública. - Sabesp (SBSP3): -15,7%
A companhia sofreu com ruídos internos de precificação de fluxo de caixa e com a forte aversão global a ativos domésticos.
As ações que mais caíram no último ano (2025) foram:
| Empresa | Desvalorização |
|---|---|
| Raizen PN | –62,50% |
| Hapvida ON | –55,96% |
| Natura ON | –41,61% |
| Cosan ON | –34,80% |
| Braskem PNA | –31,87% |
Ações com as maiores altas na Bolsa de Valores
Apesar do recuo generalizado do índice — onde apenas 15 das 79 ações da carteira teórica conseguiram fechar no azul —, algumas empresas se destacaram com valorizações robustas.
- Usiminas (USIM5): +33,7%
Impulsionada pela reestruturação operacional, ganhos de eficiência fabril e retomada da demanda por aço. - Braskem (BRKM5): +14,3%
Refletiu a evolução em conversas societárias e a melhora nos spreads petroquímicos no mercado internacional. - Ambev (ABEV3): +12,5%
Beneficiada por resultados sólidos no segmento de cervejas e pela migração para ativos defensivos. - Lojas Renner (LREN3): +9,6%
Destaque pela gestão eficiente de estoques e proteção de margens em relação aos pares do varejo têxtil. - CSN (CSNA3): +7,7%
Favorecida pelo ciclo das commodities e pelas perspectivas de redução de dívida via reorganização societária.
Já em relação ao fechamento do ano de 2025, as companhias que se destacaram na Bolsa foram:
| Papel | Código | Valorização (%) |
|---|---|---|
| Cogna | COGN3 | 238,26 |
| Cury S/A ON | CURY3 | 113,20 |
| Axia Energia ON | AXIA3 | 105,26 |
| BTG Banco UNT | BPAC11 | 98,76 |
| Cyrela Realt ON | CYRE3 | 97,81 |
| Direcional ON | DIRR3 | 93,64 |
| Eneva ON | ENEV3 | 91,64 |
| Axia Energia PNB | AXIA6 | 90,78 |
| Vivara ON | VIVA3 | 82,32 |
| CPFL Energia ON | CPFE3 | 81,68 |
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