O Boletim da Temporada de Balanços do 4T21 da Toro Investimentos traz para você, semanalmente, quem se destacou no último trimestre contábil e quais são as perspectivas para o longo prazo destas companhias, segundo nosso time de experts.

▶️Palavra do especialista
  


Quer entender com mais detalhes os resultados dessas empresas no 4º trimestre de 2021, o fechamento do ano passado e as perspectivas delas para o futuro?

Os experts da Toro, Lucas Carvalho e João Freitas, comentaram os destaques desta semana da temporada de balanços. 

Confira, no vídeo acima, o papo em que os especialistas destacam os principais pontos dos números apresentados por cada empresa:

Torocast especial: Podcast dos resultados

Agora, se você quiser acompanhar as opiniões dos nosso especialistas sobre os resultados em áudio, o nosso podcast também já está no ar no Spotify:


⭐Destaques da temporada de balanços


Todas as semanas, os Analistas da Toro Investimentos comentam os resultados das principais empresas da Bolsa de Valores. Desta vez, as empresas com balanços do 4T21 analisados são: Cogna, Eneva, Equatorial, Hapvida, JBS e NotreDame Intermédica.

1. Cogna (COGN3)

A Cogna reportou o seguinte resultado na divulgação do balanço do 4º trimestre de 2021:

Resultado do 4T21 Resultado do 4T20 Variação (%)
Prejuízo líquido ajustado de R$ 79,945 milhões Prejuízo líquido ajustado de R$ 589,232 milhões -87%


🔑 Pontos-chave para entender o resultado: 

  • Sem os ajustes no balanço, a empresa teve lucro trimestral de R$ 65 milhões, revertendo prejuízo de R$ 4 bilhões de um ano antes. Em 2020, a empresa havia feito baixas contábeis pela venda da Saber e outras relacionadas às operações da Kroton.
  • No operacional, o Ebitda saiu do prejuízo de R$100 milhões no 4T20 para o lucro de R$423,94 milhões em 2021. No ano, esse indicador saltou96,5%, totalizando R$ 1,354 bilhão.

Por fim, a administração ressaltou o balanço sólido e a alavancagem adequada. "Com os resultados apresentados e a forte geração de caixa mencionada, a relação da dívida líquida/EBITDA recorrente dos últimos 12 meses encerrou o ano de 2021 com uma alavancagem de 2,16x. Adicionalmente, destacamos que a Cogna mantém sólida posição de liquidez, com R$ 4,0 bilhões de caixa ao final de dezembro de 2021, com capacidade de amortizar as dívidas de curto prazo sem novas captações".

Mask groupPalavra do Analista
Ouça o comentário de Paloma Freitas sobre os resultados da Cogna:


2. Eneva (ENEV3)

A Eneva reportou o seguinte resultado na divulgação do balanço do 4º trimestre de 2021:

Resultado do 4T21 Resultado do 4T20 Variação (%)
Lucro líquido de R$ 489,4 milhões Lucro líquido de R$ 686,5 milhões -28,7%


🔑 Pontos-chave para entender o resultado: 

  • A Eneva destacou que a redução do lucro se deve ao aumento das despesas financeiras líquidas no 4º tri e da constituição extraordinária de ativo fiscal diferido que levou a um aumento de impostos.
  • A empresa ressaltou o "Ebitda de R$ 860 milhões no 4T21, o maior nível histórico trimestral da Companhia, impulsionado principalmente por maiores preços de venda de energia
    no mercado regulado e pelo impacto da reversão de impairment de Itaqui".
  • No ano, a companhia, somou lucro líquido de R$ 1,747 bilhão, alta de 16,5% ante 2020. Já a receita operacional líquida aumentou 58%, chegando a R$5,124 bilhão em 2021.

Entre os destaques, a administração também chamou a atenção para a posição de caixa e equivalentes na ordem de R$1,7 milhão no final do trimestre e a alavancagem, indicador que mede a dívida líquida pelo Ebitda em 2,8x. No balanço, a dívida da Eneva fechou 2021 em 6,2 bilhões, alta de 18,8%.

Speaker High Volume on WhatsApp 2.21.16.20Palavra de especialista – ouça o comentário do Analista da Toro, João Freitas, sobre os resultados da Eneva:


3. Equatorial (EQTL3)

A Equatorial reportou o seguinte resultado na divulgação do balanço do 4º trimestre de 2021:

Resultado do 4T21 Resultado do 4T20 Variação (%)
Lucro líquido de R$ 1,421 bilhão Lucro líquido de R$ 1,401 bilhão +1,4%


🔑 Pontos-chave para entender o resultado: 

  • No acumulado de 2021, a companhia apresentou lucro de R$ 3,695 bilhões contra os R$ 2,975 bilhões de 2020.
  • O desempenho operacional revelou um Ebitda de R$1,716 bilhão, crescimento de 2,3% pelo aumento do mercado e redução de perdas.
  • O volume de energia distribuída pela Equatorial aumentou 4,1% contra o trimestre anterior, especialmente no Pará e no Maranhão.

Além disso, na divisão da receita operacional bruta, a maior parte do faturamento veio da distribuição de energia (R$29,958 bilhões), enquanto a transmissão chegou a R$ 1,939 bilhões. Já a receita operacional líquida aumentou 36% em uma ano, totalizando R$ 24,241 bilh;oes. Por fim, este ano, a empresa realizou um follow-on de R$2,8 bilhões com a emissão de novas ações.

4. Hapvida (HAPV3)

A Hapvida reportou o seguinte resultado na divulgação do balanço do 4º trimestre de 2021:

Resultado do 4T21 Resultado do 4T20 Variação (%)
Lucro líquido de R$ 200,2 milhões Lucro líquido de R$ 94,3 milhões +112,4%


🔑 Pontos-chave para entender o resultado: 

  • No total de 2021, o lucro líquido da empresa foi de R$ 500,3 milhões, queda de 36% ante 2020, quando lucrou R$ 785,3 milhões.
  • A empresa viu os custos assistenciais (Caixa, Ex-SUS e total) subirem mais de 30% e as despesas administrativas subirem mais de 26%.
  • Também houve aumento na sinistralidade total de 8,1 p.p., chegando a 69% no fechamento de 2021.

A Hapvida também apresentou crescimento no número médio de beneficiários, chegando a 7,1 milhões, alta de 10,5%. Na receita líquida, houve um salto de 14,3% ao totalizar R$2,6 bilhões no trimestre e R$9,9 bilhões no ano (+15,5%). A expectativa do mercado agora se volta para com se dará a sinergia após a fusão com a NotreDame Intermédica.

5. JBS (JBSS3)

A JBS reportou o seguinte resultado na divulgação do balanço do 4º trimestre de 2021:

Resultado do 4T21 Resultado do 4T20 Variação (%)
Lucro líquido de R$ 6,473 bilhões Lucro líquido de R$ 4,019 bilhões +61%


🔑 Pontos-chave para entender o resultado: 

  • A companhia terminou o ano de 2021 com R$ 350,7 bilhões em receita (+29,8%) e lucro de R$20,5 bilhões, sendo que esse lucro foi o maior da história da empresa e subiu 345% em um ano.
  • No operacional, o Ebitda mostrou crescimento de 54,5%, totalizando R$45,7 bilhões no ano e R$ 13,2 bilhões no trimestre (+87%).
  • As operações da JBS no exterior, sobretudo nos EUA, foram preponderantes para os resultados, enquanto as operações brasileiras sofreram as pressões internas e de custo.
  • Somado a isso, o valor do câmbio e a alta demanda por proteína impulsionaram os resultados. Além disso, suas exportações cresceram 24,3% no ano passado, somando US$ 16,9 bilhões.

A JBS celebrou as 7 aquisições que fez ao longo de 2021, como a Vivera, Huon, Kerry, entre outras, possibilitando o acesso ampliado a mercados como o norte-americano, europeu e da Oceania. Tais aquisições também foram possibilitadas por um programa de emissão de títulos a taxas interessantes para a empresa.

Por fim, outra boa notícia para os acionistas é a distribuição de proventos e os programas de recompra de ações geraram um dividend yield de 8,2% para os sócios no ano passado, isso tudo fruto de uma forte geração de caixa. Além disso, a métrica ROIC (retorno sobre o capital investido) está em alta desde 2018 e chegou a 24,1% no ano passado.

6. NotreDame Intermédica (HAPV3)

A NotreDame Intermédica reportou o seguinte resultado na divulgação do balanço do 4º trimestre de 2021:

Resultado do 4T21 Resultado do 4T20 Variação (%)
Prejuízo líquido de R$ 4,9 milhões Lucro líquido de R$ 155,2 milhões Reversão de lucro


🔑 Pontos-chave para entender o resultado: 

  • No resultado ajustado, a empresa apresentou lucro de R$ 48,6 milhões, redução de 79% em relação ao 4T20, quando lucrou R$ 232,7 milhões.
  • No acumulado do ano, o prejuízo foi de R$171,5 milhões contra o lucro de R$735,7 milhões. Considerando o ajustado, o lucro foi de R$ 30 milhões em 2021 ante R$1,01 bilhão em 2020.
  • No operacional, o Ebitda ajustado do trimestre fechou em R$ 265 milhões contra R$ 411,4 milhões do 4T20.

A empresa celebrou o crescimento no número de beneficiários em saúde (+17,5%), chegando a R$ 4,383 milhões e dental (+20,4%), totalizando 3,278 milhões. A partir de agora, a NotreDame finalizou a combinação de negócios com a Hapvida e ambas funcionarão sob a marca da segunda. As ações GNDI3 foram encerradas e os acionistas receberam ações da Hapvida e uma posição em dinheiro.

Tear-Off Calendar on Google Agenda de balanços do 4T21
 
Confira quais empresas da Bolsa de Valores publicam resultados do 4º trimestre na próxima semana:
 
Empresa Data
Ânima 28/03
Mosaico 28/03
Cesp 28/03
Mater Dei 29/03
Copasa 29/03
Cemig 29/03
Tupy 29/03
GetNinjas 29/03
Méliuz 29/03
Liq 29/03
Qualicorp 29/03
Pomi Frutas 29/03
Helbor 29/03
Oncoclínicas 29/03
Bradespar 29/03
TC Traders Club 29/03
Inepar 29/03
Aliansce Sonae 29/03
Oi 29/03
Grupo SBF 29/03
Rede D'Or 29/03
Boa Safra 29/03
Priner 30/03
Mobly 30/03
Cruzeiro do Sul Educacional 30/03
Kora Saúde 30/03
Eucatex 30/03
Metal Frio 31/03
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🔎Por que acompanhar os resultados trimestrais?


Independentemente se você investe para o curto ou para o longo prazo, os resultados trimestrais das empresas listadas na Bolsa fornecem valiosos indicadores sobre o momento atual das companhias e sua expectativa de crescimento no futuro.

Se você é acionista de uma empresa de capital aberto e investe para o longo prazo, é o momento de avaliar o desempenho apresentado, fazer a leitura da atualização dos múltiplos na Análise Fundamentalista, estudar o crescimento da companhia e observar como ela performa frente às suas concorrentes.

Já se você opera no curto prazo, estar por dentro dos balanços trimestrais é fundamental para compreender como o mercado vai interpretar os resultados reportados, seja eles acima, em linha ou abaixo das expectativas dos investidores.

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nerd-face_1f913Quem são os especialistas da Toro? 

Conheça os Analistas de Investimentos da Toro que comentam os balanços das empresas nesta temporada:
 
Foto-lucas-redondoLucas Carvalho – Analista de Investimentos com certificações CNPI-Pleno, CFG, CGA e CGE. Tem experiência na área financeira e mercado de capitais, com foco em análises de longo prazo, valuation e cenário econômico. É formado em Economia pela PUC Minas, pós-graduado em Gestão de Negócios e possui MBA em Finanças pelo IBMEC.

 
Foto-joao-redondoJoão Freitas– Analista de Investimentos com certificação CNPI-P e PQO operações. Tem experiência na área financeira e mercado de capitais, com foco em análise e planejamento de carteiras de FIIs e mercado internacional. Formado em Administração de Empresas pela PUC Minas e em Gestão Financeira pelo UniBH, possui mais de 5 anos de experiência com investimentos e atua na Toro Investimentos desde 2018.
 
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