Já pensou em ganhar mais com suas ações além da valorização das cotações e com os dividendos? Hoje, muitos investidores de longo prazo procuram o aluguel de ações como uma forma de aumentar seus ganhos na Bolsa de Valores.

O aluguel de ações é uma prática muito comum em Bolsas do mundo inteiro e contribuem para o aumento da liquidez do mercado.

Neste artigo, vamos explicar tudo sobre o aluguel de ações: o que é, como funciona, quem são as partes envolvidas, os tipos, vantagens, taxas, custos e muito mais. Leia até o final e saiba como aproveitar o melhor dessa possibilidade. 

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O que é o aluguel de ações?

Inicialmente, vamos entender o que é o aluguel de ações. Para quem investe com o intuito de  se tornar acionista das empresas de capital aberto (aquelas negociadas na Bolsa), carregar as ações por mais tempo ou aplicar a metodologia do buy & hold, é uma chance de aumentar a rentabilidade.

O aluguel de ações, também chamado de custódia remunerada, é um mecanismo da Bolsa de Valores (B3) que permite que você alugue ativos que possui para outros investidores e seja remunerado por isso.

Isso possibilita a geração de renda passiva sem o risco de perder ou imobilizar o seu ativo de forma garantido pela B3. Você recebe o aluguel diretamente na sua conta da corretora assim que o prazo do aluguel se encerrar.

Logo, este é um benefício a mais para quem é sócio das empresas listadas na Bolsa, uma vez que o seu patrimônio, carteira e direito aos dividendos permanecem os mesmos.

Então, se você tem uma carteira de ações diversificada, pode explorar essa possibilidade para gerar mais ganhos passivos adicionais. Por falar em carteira de ações, confira um vídeo especial com a nossa especialistas, Stefany Oliveira, e entenda mais sobre o assunto:

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Como funciona o aluguel de ações?

Mas, afinal, como funciona o aluguel de ações? É exatamente isso que vamos explorar nesse tópico. Para compreender como se dá a dinâmica desse movimento, é necessário, primeiro, tomar conhecimento das duas partes que fazem parte desse negócio: os doadores e os tomadores.

Doadores x tomadores

Antes de tudo, precisamos entender por qual motivo alguém pegaria uma ação emprestada de outro investidor?

Como você sabe, as cotações das empresas na Bolsa são formadas pelo leilão constante entre compradores e vendedores.

Os vendedores, por vezes, podem enxergar oportunidades de ganhos de curto prazo vendendo uma ação, ou seja, lucrando com a sua queda.

Porém, na maioria das vezes, eles não têm a ação ou a quantidade necessária delas disponível em carteira para operar vendido na operação. É aí que entra o aluguel de ações.

Os vendedores tomam as ações emprestadas dos investidores de longo prazo para vendê-las e, quando a Bolsa cair, recomprá-las mais barato e devolvê-las aos donos, embolsando a diferença como lucro.

Para isso, eles pagam uma taxa de aluguel. Também chamadas de vendas a descoberto, isto é, vender um ativo que você não tem em carteira, essa é uma prática muito comum nas Bolsas do mundo inteiro e conferem bastante liquidez ao mercado. 

Então, os doadores são os investidores que emprestam suas ações, sendo remunerados por isso, e os tomadores são aqueles que pegam as ações emprestadas para uma operação vendida, pagando uma taxa para tal. 

Portanto, os tomadores pegam as ações emprestadas, realizam suas operações no mercado e, na data combinada, as devolvem aos doadores pagando a tarifa correspondente. 

Tipos de contratos

Para alugar as suas ações ou demais ativos, você precisa também conhecer quais são os tipos de contratos firmados nesse aluguel. São eles:

Reversível ao doador

Quem emprestou as ações tem o direito de encerrar o aluguel a qualquer momento, mesmo antes do período combinado ter chegado ao final. A taxa cobrada, portanto, será proporcional ao tempo em que os ativos estiveram emprestados. 

Reversível ao tomador

Nesse caso, é o tomador que pode encerrar o aluguel antes da data de liquidação e tem até 4 dias para devolver os ativos. 

Reversível ao tomador e doador

Essa situação se caracteriza por tanto o doador quanto o tomador terem o direito de finalizar o empréstimo antes do prazo de vencimento. 

Vencimento fixo

Por fim, neste contrato, nem o doador nem o tomador tem a flexibilidade de encerrar o empréstimo antes do vencimento. As duas partes devem levar o aluguel até o prazo combinado em contrato.

Quais são as vantagens de alugar as minhas ações?

Quem já investe em ações sabe que as principais formas de ganhar com esse tipo de investimento é por meio da valorização das cotações e com o recebimento de dividendos, isto é, a participação nos lucros da empresa.

Com o aluguel, o acionista também ganha algumas outras vantagens, tais como:

PARA O DOADOR:

✔️ Carteira inalterada: você continua sendo o dono das ações que comprou e a sua carteira não sofre alterações.

✔️ Renda passiva: o dinheiro cai na sua conta Toro assim que o ativo for ”devolvido”, gerando assim uma fonte extra de renda passiva. 

✔️ Sem riscos: seus ativos são protegidos e 100% garantidos pela B3, ou seja, não há nenhum risco de que você perca ou imobilize as ações das quais é o dono legítimo.

✔️ 100% automático: aqui na Toro, suas ações já ficam disponíveis para serem alugados por investidores a qualquer momento.

PARA O TOMADOR:

✔️ Possibilidade de hedge em operações no mercado futuro com o ativo emprestado.

✔️ Ganho com operações vendidas com as ações alugadas (arbitragem).

✔️ Vendas cobertas para ganhar com a queda nas cotações.

✔️ Usar as ações como cobertura em lançamento de opções de compra (call).


Dúvidas frequentes sobre o aluguel de ações

Por não ser utilizado por todos e por haver muitos investidores novatos na Bolsa, muitas dúvidas ainda surgem sobre esse tópico. A seguir, responderemos os questionamentos mais comuns sobre o assunto.

1. Prazo: por quanto tempo posso alugar as ações?

Todo aluguel de ações tem um prazo para terminar. Este prazo será a data em que acontece a liquidação, isto é, quando os ativos serão retornados ao doador. 

Via de regra, a duração mínima é de 1 dia, mas não há uma restrição sobre a duração máxima. Lembrando ainda que os empréstimos podem ser renovados quando acabam.

Em tempo: os ativos tomados emprestados precisam ser devolvidos como do mesmo tipo (ações, BDRs, etc), classe (ON, PN, Units) e quantidade. 

2. Qual é a taxa de aluguel de cada ação?

Tenha atenção, pois cada ação da Bolsa tem a sua própria taxa de aluguel. Algumas pagam mais ou menos a depender de alguns fatores, tais como: liquidez, procura, risco e outros. 

Sempre confira na página da B3 qual é a taxa de empréstimo praticada para cada ativo. 

3. Quais ativos podem ser alugados?

Conforme determinação da B3, os seguintes ativos estão elegíveis para empréstimo: 

      1. Ações (empresas de capital aberto e listadas na B3).
      2. Units (ativos compostos por mais de um tipo ou classe de valores mobiliários).
      3. Cotas de Fundos de Índices (ETFs).
      4. BDRs Patrocinados.
      5. BDRs Não Patrocinados Nível I.
      6. Cotas de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs).
      7. Cotas de Fundos de Investimentos em Participações.

4. Para quem vão os dividendos quando empresto minhas ações?

Todos os proventos pagos pelas empresas aos acionistas, isto é, dividendos, juros sobre o capital próprio, bonificações e outros eventos com as ações como os desdobramentos são direcionados ao doador do papel, ou seja, quem está com a posição comprada de longo prazo.

Ou seja, mesmo quando você aluga as ações, os dividendos e  e demais proventos são seus, pois ainda é o dono delas. O tomador só ganha com a arbitragem que realiza nos preços utilizando os seus papéis, ou seja, gerando lucros com a oscilações das cotações de compra e venda.

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5. É possível vender os ativos quando eles estão emprestados?

Sim. Ao alugar suas ações, elas não ficam imobilizadas. Isso quer dizer que, mesmo enquanto elas estão emprestadas, se você decidir encerrar a sua posição na empresa, pode vender os ativos normalmente pela plataforma da corretora. Nenhum custo adicional ou corretagem serão cobrados por essa operação.

6. Há algum risco de que eu perca as minhas ações alugadas?

Não. Você segue como o dono das ações que comprou e a titularidade delas é transferida momentaneamente para quem as tomou emprestado. Ainda assim, enquanto doador dos papéis, você mantém todos os direitos aos proventos comuns aos acionistas, como dissemos. O direito ao voto nas assembleias fica com o tomador do empréstimo durante o período.

A B3 sempre vai atuar como contraparte centralizadora de todas os empréstimos, garantindo a liquidação em favor do doador.

Ou seja, mesmo que o tomador falhe no processo de cumprir suas obrigações, a B3 exige o depósito de garantias que serão usadas para realizar os devidos pagamentos a quem emprestou os ativos.

Essas garantias não precisam ser somente em dinheiro. Títulos públicos, CDBs, LCI/LCAs e ações também podem ser usados. 

7. Para que tipo de investidor é recomendada a custódia remunerada?

O aluguel de ações é recomendado àqueles investidores que aplicam focando o longo prazo ou seguem metodologias como o buy & hold e similares, isto é, quem não tem a intenção ou planos de vender suas ações em um curto período.

8. Como declarar o aluguel de ações à Receita Federal?

Na sua declaração anual do Imposto de Renda, você deve informar os ganhos obtidos com o aluguel das ações, mesmo uma parte desses rendimento sendo retidos na fonte. 

Para isso, no programa da Receita Federal, acesse a aba “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva” e selecione a opção "Rendimento de aplicações financeiras". Daí, basta preencher os rendimentos líquidos, isto é, já descontando o valor que ficou retido na fonte.

No campo da especificação, você pode detalhar a origem desses rendimentos para facilitar a leitura dos auditores da Receita. 

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Quais são as taxas para a locação de ações?

Como dito anteriormente, será possível alugar para outros investidores ações que você não pretende vender no médio prazo, além pegar alugado ativos para que você possa operar vendido em operações que duram mais de um dia.

Fique atento, pois essas operações contemplam as seguintes taxas ou remuneração:

Cliente Taxa
Tomador 0,25%
Doador 30%

Assim sendo, o cliente tomador paga 0,25% sobre o volume financeiro de todo o aluguel liquidado ou renovado para Toro, além da taxa do ativo para o doador e os emolumentos da B3.

Já o cliente doador paga 30% da taxa do aluguel da ação para a Toro, recebendo 70% menos os encargos fiscais sobre o valor bruto da taxa do ativo.

Além disso, o doador também está sujeito à cobrança do Imposto de Renda retido na fonte sobre o rendimento do empréstimo. Normalmente, é tributada como uma aplicação de renda fixa, então as alíquotas são as seguintes:

Imposto de Renda para o doador no aluguel de ações
Prazo Alíquota
Até 180 dias 22,5%
De 181 a 360 dias 20%
De 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15%


Veja um exemplo para compreender melhor:

Exemplo de como funciona o aluguel de ações

➡️ Suponha que você, cliente Toro, disponibilize 100 cotas da ação XYZ com taxa de 1,7% ao ano por um período de 21 dias úteis e com um preço base de R$103,51.

O cálculo seguirá com a seguinte fórmula:

Preço base × quantidade × [(1 + taxa÷100) elevado à (dias÷252)-1]

Logo, teríamos a remuneração igual a 
= 103,51×100× [(1+1,7/100)^(21/252)-1] = R$14,55.
Portanto:
Quanto o dono das ações receberia neste exemplo
Remuneração bruta R$ 14,55
Custo de intermediação (30%) R$ 4,36
Imposto de Renda sobre o total da remuneração 14,55 × 0,225 = R$ 3,27
Resultado líquido R$ 6,92


Importante
: O doador está sujeito ao IRRF de acordo com a tabela de RF mostrada anteriormente. Neste exemplo, como os contratos são feitos por um período de 33 dias, será enquadrado na alíquota de 22,5%.


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