Você sabe o que é swap ou já viu esse termo em algum site, revista ou entrevista na TV? Bom, é bem provável que na primeira vez que ouviu essa palavra você tenha pensado que se trata de um instrumento financeiro super complexo, não é?

Mas não se desespere. Hoje, vamos deixá-lo bem detalhado para que você entenda perfeitamente o que ele significa, bem como sua função no mundo dos investimentos.

O que é swap e como ele funciona

Traduzindo para o bom e velho português, swap é um termo que significa troca. Aprofundando um pouco mais no conceito e trazendo ele para o mundo dos investimentos, ele significa troca de posição quando há riscos para um investidor.

Esse conceito está diretamente ligado às variações que o mercado sofre.

Mais à frente, veremos que existem vários tipos de swap, mas para que você entenda melhor o conceito, vamos exemplificar como funciona o swap utilizando uma empresa que faz movimentações em dólar.

Veja bem: suponhamos que uma empresa exportadora receba por suas vendas na moeda norte-americana, entretanto, todos os seus custos de produção são pagos em real. Ela sabe que em 30 dias receberá US$1.000.000 pelas vendas que fez, e terá que pagar, também em 30 dias, R$4.000.000.

Se o dólar hoje estiver sendo cotado a R$4,10, podemos imaginar que ela terá um lucro de R$100.000, certo? Entretanto, não é bem assim: pois essa é a cotação do dólar hoje, e não o daqui 30 dias!

Em um cenário favorável, o dólar pode subir para, digamos, R$4,30. Assim, o lucro da empresa passaria a ser de R$300.000. Porém, se o dólar se desvalorizar para R$3,60, ela passará a ter um prejuízo de R$400.000. Como vimos, essa empresa está vulnerável à variação cambial, o que pode afetar diretamente o seu caixa, passando facilmente de um cenário com lucro para outro de prejuízo.

Para se proteger, ela realizará a troca do risco das moedas, de modo que, quando ocorrer uma variação cambial muito grande, não sofrerá com oscilações em seus lucros, sejam elas boas ou ruins. Essa prática é conhecida como operação de swap.

Quais são os tipos de swap?

Agora que você entendeu o que é swap e como ele funciona, vamos mostrar os tipos existentes no mercado. Confira:

Swap cambial

O swap cambial é um dos tipos mais comuns que vemos no mercado financeiro. Basicamente, consiste na troca de taxa de variação cambial, ou seja, a volatilidade do preço de certa moeda estrangeira por uma taxa de juros definida antecipadamente.

Outra modalidade de swap se configura quando há troca da variação cambial de duas moedas distintas.

Por exemplo, pode ser realizada a troca da oscilação do dólar pela oscilação da libra esterlina.

Durante o contrato, é realizada a troca (swap) entre a variação da cotação de cada uma das moedas, acrescido de uma taxa de juros estabelecida no início do contrato. Isso traz proteção aos participantes do mercado que não desejam estar vulneráveis à oscilação de uma moeda em específico. Ficou claro?

Swap de índices

A troca no swap de índices segue a mesma lógica. Ela é realizada entre indexadores como o IGP-M, IPC-Fipe ou INPC, com outros que podem estar relacionados a ações, como o Ibovespa.

Swap de taxa de juros

O swap de taxas de juros é um contrato em que acontece a troca de indexadores que estão associados aos seus ativos ou passivos e que uma das variáveis é uma taxa de juros. Para entender melhor esse conceito, veja o exemplo abaixo:

Suponhamos que um investidor tenha um CDB de um determinado banco, que rende a uma taxa prefixada, e queira se proteger contra uma provável alta dos juros. Nesse caso, ele pode realizar uma operação de swap com uma outra instituição financeira, trocando a taxa prefixada por uma taxa de juros pós-fixada.

Independente da oscilação da taxa de juros, o investidor receberá a rentabilidade com base na taxa de juros pós-fixada, uma vez que abriu mão da taxa prefixada. Caso, ao longo da duração do contrato de swap, o percentual da taxa pós-fixada supere o da taxa prefixada, o investidor terá feito um bom negócio. Caso contrário, teria sido melhor não ter realizado o contrato e se mantido com a taxa prefixada.

Swap de commodities

Depois de ver esses 3 primeiros tipos de swaps, fica fácil identificar o de commodities. Trata-se basicamente de um contrato em que duas instituições trocam fluxos associados à variação sofrida nas cotações de commodities.

Qual a diferença entre o swap tradicional e o reverso?

Agora que você entendeu o conceito e os tipos de swap que existem, vamos nos aprofundar um pouco mais no assunto. Dentro desse universo ainda há uma divisão entre o swap tradicional e o reverso. Vamos lá?

No tradicional, o Banco Central oferece ao investidor o pagamento da oscilação que o dólar sofreu, além de um prêmio, para conter fortes altas da moeda. A pessoa que investe, por sua vez, se compromete a pagar ao BC a variação da taxa de juros durante o período do contrato.

Nesse caso, é utilizada a taxa DI, que é a mais próxima da taxa básica de juros brasileira, a Selic.

Basicamente, é como se quem investe acreditasse que os juros não vão subir mais que o dólar e, por outro lado, o Banco Central acredita no contrário.

No final do contrato, as duas partes trocam os rendimentos. Caso a moeda norte-americana aumente mais que os juros, o investidor fica protegido enquanto o BC deixa de ganhar.

A metodologia do swap reverso, por sua vez, é utilizada quando há a necessidade de controlar as quedas mais bruscas do dólar, o que pode prejudicar algumas áreas, como as exportações. O mecanismo por trás desse conceito é praticamente o mesmo do tradicional, exceto pelo fato das rentabilidades trocadas.

O Banco Central do Brasil oferece aos compradores os juros do período, já o investidor paga a essa autoridade monetária a oscilação cambial do período. Dessa forma, os investidores podem se proteger da desvalorização acentuada do dólar.

O objetivo do Banco Central do Brasil não é ganhar ou perder com esse tipo de operação. Ele visa controlar as movimentações bruscas do dólar que impactam diretamente na inflação do país.

Contudo, esses contratos funcionarão como uma espécie de garantia, logo eles tornarão a compra do dólar à vista desnecessária naquele momento, aliviando a pressão que a moeda norte-americana causa sobre o mercado.

Como uma pessoa que investe pode melhorar seus resultados a partir do swap?

Depois de passar por todo esse conceito, conhecer os tipos e a diferença entre o método tradicional e o reverso, você deve estar se perguntando: mas, afinal, como o swap pode melhorar os resultados dos seus investimentos?

O objetivo é justamente te ajudar a conquistar resultados melhores com suas aplicações.

Partindo desse princípio, o swap funciona como uma espécie de garantia para quem investe, blindando a rentabilidade dos seus investimentos às variações no mercado.

Como você pode perceber, o swap é um instrumento financeiro muito importante. O seu conceito se torna simples de entender se você aplicá-lo ao que acontece no mercado financeiro diariamente.

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