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CDI: o que é essa taxa e qual é o rendimento mensal?

Se você está buscando entender o mercado financeiro, é bem provável que você já tenha ouvido falar sobre a taxa DI, já que ela é um dos indicadores mais utilizados no mercado atualmente. Mas poucas pessoas sabem o que é ou qual é o rendimento mensal do CDI.

Por isso, preparamos esse artigo para explicar o que é, como funciona e quanto rende o CDI por mês. Quer saber mais sobre o assunto? Boa leitura.

Taxa do CDI hoje

10,40% ao ano

Taxa DI anual atualizada em maio de 2024

Faça um cálculo e compare a rentabilidade de diferentes taxas na Renda Fixa que acompanham ou superam essa taxa do CDI:

Levando em conta essa rentabilidade, o valor do CDI mensal é de 0,86%.

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O que é o CDI?

CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário. Eles são títulos emitidos por instituições financeiras, com o objetivo de transferir recursos de uma instituição para outra, por um curto período.

Funciona como um empréstimo entre instituições financeiras, e também serve de referencial para o rendimento de investimentos de Renda Fixa, como o CDBLCI e LCA. Por isso, entender o que é e como funciona o CDI, dentre outros conceitos básicos, é essencial para começar a investir com inteligência.

Os Certificados de Depósito Interbancário, também conhecidos como CDI ou Taxa DI, possuem as mesmas características de qualquer título comum, como o CDB, por exemplo. Mas eles possuem uma diferença muito importante:

Sua negociação é feita apenas entre as próprias instituições, de banco para banco, no chamado mercado interbancário.

Sendo assim, o CDI é utilizado como uma forma dos bancos realizarem empréstimos entre si.

Por meio desse título, a instituição com recursos sobrando pode financiar aquelas que estão precisando de dinheiro, garantindo, assim, que cada instituição encerre o dia com caixa positivo e o sistema bancário se mantenha equilibrado.

Rendimento mensal do CDI em 2024

Confira o rendimento do CDI mensal do ano de 2024:

MêsVariação do CDI
Janeiro0,97%
Fevereiro0,80%
Março0,83%
Abril0,89%
Maio0,84
Taxa do CDI mensal em 2024

Taxa mensal do CDI mensal em 2023

Para consultar o CDI hoje, você pode conferir no site da B3 ou do Ipea. Para facilitar, separamos a variação mensal dos últimos anos com os dados mais atualizados:

MêsVariação do CDI
Janeiro1,12%
Fevereiro0,92%
Março1,17%
Abril0,92%
Maio1,12%
Junho1,07%
Julho1,07%
Agosto1,14%
Setembro0,97%
Outubro1,00%
Novembro0,92%
Dezembro0,89%
Taxa do CDI mensal em 2023

Histórico do rendimento mensal do CDI

Taxa CDI hoje – mensal e anual (%)
Mês/Ano2022202120202019201820172016
Janeiro0,730,150,360,540,581,041,05
Fevereiro0,760,130,290,490,460,861,00
Março0,930,200,320,470,531,001,16
Abril0,830,210,270,520,520,791,05
Maio1,030,270,240,540,520,881,11
Junho1,020,310,20,470,520,771,16
Julho1,030,360,190,570,540,761,11
Agosto1,170,430,150,500,570,771,21
Setembro1,070,440,150,460,470,641,11
Outubro1,020,490,160,460,540,641,05
Novembro1,020,560,140,380,490,571,04
Dezembro1,120,770,160,360,490,541,12
Acumulado12,394,392,755,946,429,9314,00

Em uma visualização gráfica, podemos expandir o nosso horizonte de comparação do rendimento mensal do CDI. 

Observe como a variação mensal acompanha os movimentos da taxa Selic, que discutiremos mais à frente no artigo.

Como funciona a negociação do CDI?

Como você viu, o Certificado de Depósito Interbancário é o principal meio de empréstimo entre uma instituição financeira e outra. O título funciona como uma promessa de pagamento — garantindo que banco devedor pagará o banco onde comprou o título.

Toda essa operação ocorre no chamado open market — um mercado restrito apenas para instituições financeiras.

É nesse mercado que os bancos tomam dinheiro emprestado entre si diariamente, via operação overnight (durante a noite), para recompor o seu caixa.

É importante você saber também que, geralmente, um CDI ocorre em curtíssimo prazo, durando apenas um dia útil entre o empréstimo e o pagamento.

Por que o CDI é tão importante para o sistema financeiro?

Normalmente, os bancos precisam pegar dinheiro emprestado devido a uma norma conhecida como Regra de Basileia — que proíbe que uma instituição financeira termine o dia com o saldo negativo em caixa.

Essa regra garante que todo banco sempre terá dinheiro para saldar seus compromissos, protegendo sobretudo os seus correntistas e evitando que a instituição quebre.

Para respeitarem a regra, bancos que não possuem caixa suficiente no final do dia recorrem a empréstimos junto a outros bancos, mesmo que sejam seus concorrentes.

Como o setor bancário é extremamente interligado entre si, o Certificado de Depósito Interbancário acaba sendo uma forma de garantir a solidez de todo o sistema.

A transferência de recursos entre os bancos ajuda não só quem se encontra em dificuldades, mas também facilita o acesso ao capital para as mais diversas operações financeiras.

O que é Taxa DI?

Ao contrário do que se pensa, o termo correto para falar da rentabilidade dos Certificados de Depósito Interbancário é a taxa DI ou taxa de Depósitos Interbancários — e não taxa CDI. Porém, as duas formas são aceitas pelo mercado e, no final das contas, significam a mesma coisa.

Cada banco define livremente quanto vai cobrar pelo CDI — a taxa DI é apenas a média dos juros praticados nas operações de CDI daquele dia. Ela é calculada e divulgada diariamente pela CETIP, sendo expressa em rentabilidade anual.

CDI como Taxa de Referência

Com o passar do tempo, as taxas praticadas no CDI passaram a servir de referência para o mercado de crédito e, consequentemente, para o próprio mercado financeiro.

Como os bancos conseguem emprestar dinheiro praticamente sem risco no mercado interbancário, o CDI acabou virando um padrão para analisar qualquer operação de investimento.

A lógica dessa comparação é simples: se é possível ganhar dinheiro com liquidez e segurança a uma taxa livre de risco, por que se aventurar em outros investimentos com a mesma rentabilidade, mas com um risco maior?

Dessa forma, a taxa DI começou a ser considerada como a rentabilidade “mínima” que se espera de qualquer investimento.

Ou seja, assim como a Selic, a taxa DI se transformou em uma referência do mercado, servindo de parâmetro, principalmente, para a Renda Fixa e Fundos de Investimentos.

Como o CDI influencia os investimentos?

O CDI pode ser um dos principais indicadores do mercado, mas ao contrário do que muitos pensam, não é possível investir “diretamente” nele. As pessoas que estão acostumadas a investir já sabem que o CDI é simplesmente uma taxa referencial.

A rentabilidade de grande parte dos investimentos em Renda Fixa, por exemplo, é atrelada a um percentual da taxa DI. Você já deve ter ouvido por aí sobre investimentos que entregam desde 90% até mais de 120% do CDI.

Diversos fundos de investimento também utilizam os Certificados de Depósito Interbancário como benchmark — sendo uma taxa de referência que o fundo busca igualar ou até mesmo superar.

Como calcular o rendimento CDI do seu investimento?

Para calcular quanto será o rendimento, basta multiplicar o percentual do CDI do investimento pela taxa DI acumulada durante o período de aplicação. Confira alguns exemplos:

  • Um CDB (Certificado de Depósito Bancário) que promete 100% do CDI renderá exatamente o mesmo que a taxa DI durante o período. Isto é, se o CDI tiver uma taxa acumulada de 11,60% nos próximos 12 meses, esse CDB também será de 11,60% no período.
  • Em um CDB que renda 90% do CDI, com a mesma taxa acumulada, a rentabilidade após 12 meses será de 11,60 x 0,90 = 10,44%.
  • Já se o CDB render 110% do CDI, com a mesma taxa acumulada dos exemplos anteriores, a rentabilidade seria de 11,60 x 1,10 = 12,76%.

Por essa lógica, podemos concluir que:

  • Abaixo de 100%
    Se o rendimento prometido for menor que 100% do CDI, o investimento renderá abaixo da taxa e, dependendo das circunstâncias, pode não ser a melhor escolha para se investir.
  • Acima 100%
    Da mesma forma, rendimentos maiores que 100% do CDI renderão mais do que a taxa. Sendo assim, já se tornam mais atrativos para quem quiser aplicar seu dinheiro.

Dessa forma, o CDI se torna um bom parâmetro para descobrir a qualidade de um investimento. Basta comparar a sua rentabilidade em relação à taxa DI do período para saber se a aplicação foi vantajosa ou não.

Quais investimentos são referenciados pelo CDI?

De modo geral, as aplicações em Renda Fixa se dividem em 3 categorias:

  • Prefixados — rendimento definido no momento da aplicação.
  • Pós-fixados — rendimento atrelado a um indicador variável.
  • Híbridos — parte do rendimento é prefixada, a outra parte é vinculada a um indicador.

O CDI é um indicador muito utilizado como referência nos investimentos pós-fixados.

Que tal conhecer alguns investimentos de Renda Fixa que têm sua rentabilidade ligada a esse indicador? Conheça 4 deles agora:

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

O Certificado de Depósito Bancário é um título emitido pelos bancos para captar dinheiro junto aos seus clientes. Dessa forma, ao comprar um CDB, você empresta dinheiro para o banco e, em troca, ele devolve o valor com juros quando o título vencer.

O CDB do tipo pós-fixado tem sua rentabilidade totalmente atrelada ao CDI. Ou seja, na hora do investimento não dá para saber quanto ele renderá, pois o valor vai depender da taxa DI do período.

A porcentagem de CDI em cada título varia de banco para banco. E uma dica valiosa: instituições menores tendem a oferecer CDBs com rendimentos maiores, para atrair investidores.

O prazo de investimento também influencia na rentabilidade: quanto mais longa a aplicação, provavelmente maior será o percentual da taxa DI.

Vale destacar que um CDB pode ser assegurado pelo FGC, o Fundo Garantidor de Créditos, em até R$250 mil por CPF e por instituição — o que minimiza o risco do investimento caso o banco declare falência. O CDB também é tributado pelo Imposto de Renda, com alíquotas que variam de 15% a 22,5% sobre a rentabilidade, dependendo do prazo de resgate.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

Letra de Crédito Imobiliário, como o nome já entrega, é um título emitido para financiar o setor imobiliário. Com ela, você empresta dinheiro para o banco investir em atividades de construção e aquisição de imóveis. No final da aplicação, o valor emprestado é devolvido com juros.

A lógica da LCI é semelhante à do CDB. Ambos podem ser pós-fixados com base no CDI e possuem garantia do FGC. Porém, a LCI costuma exigir um valor mínimo mais elevado. Além disso, não existe a cobrança de Imposto de Renda na LCI.

Por isso, mesmo se o rendimento oferecido for mais baixo, a aplicação pode valer a pena, já que é isenta de tributação. Nessas horas, você deve sempre fazer as contas para descobrir se uma LCI é mais vantajosa do que um CDB, por exemplo.

Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

Chamada também de Letra de Crédito do Agronegócio, podemos dizer que a LCA é praticamente uma versão da LCI. Também é uma espécie de empréstimo feito para o banco para financiar um setor da nossa economia, mas, nesse caso, o investimento está ligado ao agronegócio.

Esse título também pode ser pós-fixado com rentabilidade atrelada à taxa DI, além de contar com proteção do FGC e isenção de Imposto de Renda. Porém, se trata de uma aplicação menos procurada no mercado, já que o seu prazo de vencimento normalmente é de, pelo menos, 3 anos.

Letra de Câmbio (LC)

Mesmo tendo esse nome, a Letra de Câmbio não tem nada a ver com nenhuma moeda estrangeira. Na verdade, a LC é a mesma coisa que um CDB, com apenas uma diferença: ela é emitida por financeiras, que são empresas que concedem empréstimos pessoais ou consignados, e não por bancos.

Investir nessas e em outras opções de Renda Fixa é muito mais simples do que muita gente imagina. Pela Toro, basta dizer quanto quer investir e por quanto tempo que te apresentamos as alternativas mais rentáveis para seu perfil e para seus objetivos. Quer conferir?

CDI x Selic: entenda essa relação

Apesar de o CDI e da Selic terem uma relação muito próxima, existem diferenças importantes no conceito de cada um. Para entender o que difere as duas taxas, vamos primeiro explicar o que é a Selic e como ela funciona.

O que é a Selic?

Definida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, essa taxa pode cair, aumentar ou ser mantida no mesmo patamar a cada 45 dias. Conhecida como “taxa básica de juros da economia”, ela também é a referência para qualquer operação de crédito no país.

Isso acontece porque, na prática, a Selic é a taxa que o governo paga para pegar dinheiro emprestado.

Como o risco desse empréstimo é o menor de toda a economia, a taxa Selic vira a referência mínima de juros para o restante do mercado, seja para financiamentos, empréstimos bancários, compras parceladas, cheque especial e outras operações de crédito.

Qual é a relação entre Selic e CDI?

O CDI possui uma forte correlação com a taxa Selic. Eles caminham juntos, com valores bem próximos um do outro. No entanto, a taxa DI está sempre em um patamar ligeiramente inferior à taxa Selic.

Isso acontece devido à atuação dos bancos no mercado interbancário, que nivela as duas taxas. Mesmo pequena, a diferença entre elas se deve ao pequeno lucro que os bancos fazem ao tomar dinheiro do Tesouro e emprestar a outros bancos via Certificado de Depósito Interbancário. Essa diferença é chamada de spread bancário.

Em resumo:

Se a taxa Selic aumenta, os bancos cobram mais pelo Depósito Interbancário. Logo, a taxa DI acompanha o movimento e sobe também.

Se a taxa Selic diminui, os bancos cobram menos pelo Depósito Interbancário. Logo, a taxa DI é forçada para baixo e também cai.

Quais são as diferenças entre CDI e Selic?

Mesmo tendo uma estreita relação, algumas diferenças explicam o motivo para usarmos a taxa DI, e não a Selic, como referência em investimentos:

  • O CDI tende a ser mais eficiente e confiável do que a Selic, já que representa o que realmente acontece no mercado.
  • A taxa DI é atualizada diariamente. A Selic é só é atualizada a cada 45 dias.
  • Os Certificados de Depósito Interbancários são dinâmicos, sendo definidos pela média das taxas que são praticadas no mercado. A Selic é mais rígida, sendo definida por meio da decisão de um comitê ligado ao Banco Central.
  • A porcentagem da taxa DI varia nas casas decimais. Historicamente, a Selic costuma variar, no máximo, 0,25 ponto percentual entre uma decisão e outra.

Dúvidas Frequentes sobre o CDI

Quando falamos em taxa DI, alguns questionamentos são bastante comuns. Confira a resposta para as principais dúvidas sobre o tema:

1. Taxa DI e CDI são a mesma coisa?

Sim. Apesar do nome original ser taxa DI (taxa de Depósitos Interbancários), as duas formas se referem à mesma taxa e são aceitas igualmente pelo mercado.

2. Posso investir em CDI?

Não é possível investir no Certificado de Depósito Interbancário diretamente, mas sim em algumas aplicações relacionadas a ele — como alguns títulos de Renda Fixa: CDB, LCI, LCA e Letra de Câmbio. Também existem os Fundos DI — fundos de investimento que acompanham a taxa.

3. CDI e Selic são iguais?

Não. O CDI é um título de negociação privada entre bancos. A Selic é a taxa de juros básica da economia, determinada pelo governo como remuneração sobre os títulos públicos. Os dois estão relacionados, pois a taxa Selic influencia diretamente as taxas praticadas entre bancos.

4. Qual é a diferença entre CDI e CDB?

Ambos são títulos de crédito emitidos por instituições financeiras, ou seja, ao comprá-los, ocorre um empréstimo de dinheiro para um banco. Porém, a natureza dos dois é diferente.

Enquanto aplicação no CDB é aberta ao público, ou seja, você pode comprar, a negociação do Certificado de Depósito Interbancário é restrita e utilizada apenas entre os próprios bancos.

Além disso, há outra diferença importante: o CDB funciona para captar dinheiro e financiar as atividades do banco, como empréstimos e operações de crédito. Já o Certificado de Depósito Interbancário ajuda o banco a manter seu caixa diário em ordem.

5. Quanto rende 100% do CDI?

O rendimento de 100% do CDI tende a acompanhar bem de perto o valor da Selic, mas sem necessariamente ser igual.

6. Quais investimentos seguem o CDI como referência?

Os investimentos que seguem o CDI como referência são:

CDBs (Certificados de Depósito Bancários).

Contas e carteiras digitais remuneradas.

LCIs e LCAs.

Fundos de Investimentos.

Debêntures.

CRIs e CRAs.

Entre outros.

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