Um mercado e ações inflacionados por muita especulação e confiança exacerbada no futuro é um equilíbrio instável, qualquer movimento mais brusco pode perturbá-lo. E foi exatamente isso que aconteceu no fatídico 23 de outubro de 1929, em Nova York.

Os Estados Unidos vinham de um período de grande prosperidade após a Primeira Guerra Mundial, tendo sido um dos principais fornecedores de insumos tanto para o esforço de batalha quanto para a recuperação posterior da Europa. A prosperidade econômica se refletia no mercado de ações, com a Bolsa de Nova York subindo sucessivamente ano após ano. A confiança estava em alta.

Até hoje não se sabe ao certo qual foi a gota que fez o copo transbordar. Fato é que em 23 de outubro o mercado começou a cair depressa. O excesso de confiança que havia inflado o preço das ações além do que seria razoável rapidamente se dissipou, iniciando um movimento de vendas por pânico que levou a um colapso de mais de 80% da Bolsa ao longo dos 3 anos seguintes.

Não só os investidores pessoa física perderam muito dinheiro, mas também o sistema financeiro. Sem amparo, diversos bancos foram à falência. O quebra-quebra se espalhou para a indústria, levando a um desemprego maciço. O ciclo vicioso continuou por anos.

O S&P 500, um dos principais índices do mercado acionário americano praticamente triplicou entre 1932 e 1937, mas a alta foi logo abreviada com o início da Segunda Guerra Mundial. Em verdade, só voltaria ao patamar pré-crise muito depois, já nos anos 1950.

Mas o Crash de 29 ensinou ao mundo valiosas lições sobre como lidar com instabilidades desse tipo. O mercado financeiro amadureceu muito e o tipo de especulação comum nos anos 1920 se tornou menos comum.

Talvez mais importante ainda tenha sido a postura do governo, que se tornou muito mais atento para os impactos desastrosos que o colapso do setor bancário pode trazer ao restante da economia. Em crises mais recentes, especialmente na de 2008, o contágio dentro do sistema financeiro foi contido com relativa rapidez, o que se não impediu a crise de ocorrer, seguramente minimizou muito seus dados sobre empresas e indivíduos nos anos seguintes.

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